{"id":1615,"date":"2008-09-18T16:33:04","date_gmt":"2008-09-18T19:33:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=1615"},"modified":"2008-09-18T16:33:04","modified_gmt":"2008-09-18T19:33:04","slug":"alta-dos-precos-eleva-numero-de-famintos-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/alta-dos-precos-eleva-numero-de-famintos-no-mundo\/","title":{"rendered":"Aumenta n\u00famero de famintos no mundo"},"content":{"rendered":"<p>A alta de pre\u00e7os dos alimentos colocou mais 75 milh\u00f5es de pessoas abaixo do limiar da fome, aumentando o n\u00famero de desnutridos no mundo para 923 milh\u00f5es de pessoas, informou hoje a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO).<br \/>\nOs elevados pre\u00e7os dos alimentos reverteram a tend\u00eancia positiva em dire\u00e7\u00e3o aos Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM) de reduzir \u00e0 metade a propor\u00e7\u00e3o de pessoas com fome no mundo at\u00e9 2015, segundo os \u00faltimos n\u00fameros divulgados pela ONU antes da sess\u00e3o da assembleia Geral, que na pr\u00f3xima semana tratar\u00e1 da situa\u00e7\u00e3o dos ODMs.<br \/>\nSegundo a FAO, alcan\u00e7ar a meta fixada na C\u00fapula Mundial sobre a Alimenta\u00e7\u00e3o, em 1996, de reduzir \u00e0 metade o n\u00famero de famintos, \u00e9 uma possibilidade ainda mais remota.<br \/>\nAs estimativas da FAO situavam o n\u00famero de v\u00edtimas de desnutri\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica no mundo em 2003-05 em 848 milh\u00f5es, com um aumento de seis milh\u00f5es sobre os 842 milh\u00f5es de 1990-92, n\u00famero que serviu de base para fixar as metas da C\u00fapula Mundial da Alimenta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA alta de pre\u00e7os de alimentos, combust\u00edveis e fertilizantes agravou o problema, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o da ONU. Os pre\u00e7os dos alimentos subiram 52% entre 2007 e 2008, e os dos fertilizantes quase dobraram ano passado.<br \/>\n<strong>Tend\u00eancia preocupante<\/strong><br \/>\n\u201cOs efeitos devastadores da alta de pre\u00e7os dos alimentos no n\u00famero de v\u00edtimas da fome agravam tend\u00eancias a longo prazo que j\u00e1 s\u00e3o preocupantes\u201d, afirmou Hafez Ghanem, Diretor Geral Adjunto da FAO para Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social. \u201cA fome aumentou enquanto o mundo se tornava cada vez mais rico e produzia mais alimentos do que nunca, durante a \u00faltima d\u00e9cada\u201d, acrescentou.<br \/>\nPara os compradores de alimentos \u2013 quase todas as fam\u00edlias urbanas e uma grande parte das rurais \u2013 a alta de pre\u00e7os teve um impacto negativo a curto prazo sobre a renda e o bem-estar familiar. Os mais pobres \u2013 agricultores sem terra e fam\u00edlias chefiadas por mulheres \u2013 t\u00eam sido os mais afetados.<br \/>\nEssas tend\u00eancias negativas na luta contra a fome botam em risco os esfor\u00e7os para alcan\u00e7ar os outros Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio, segundo Ghanem.<br \/>\nAl\u00e9m dos devastadores custos sociais da fome, a evid\u00eancia emp\u00edrica mostra impactos negativos sobre a produtividade no trabalho, a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o, o que em \u00faltima inst\u00e2ncia leva a um menor crescimento econ\u00f4mico em seu conjunto.<br \/>\n\u201cA fome \u00e9 uma das causas da pobreza, n\u00e3o apenas uma consequ\u00eancia\u201d, afirma Kostas Stamoulis, economista da FAO. \u201cO custo econ\u00f4mico da fome \u2013 acrescenta \u2013 soma centenas de bilh\u00f5es de d\u00f3lares anuais\u201d.<br \/>\nO efeito debilitante da fome sobre a produtividade das pessoas e suas rendas leva a um c\u00edrculo vicioso, segundo Stamoulis: a extrema pobreza conduz \u00e0 fome, que por sua vez faz perpetuar a situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<br \/>\n<strong>Sair do c\u00edrculo vicioso da fome<\/strong><br \/>\n\u201cReduzir o n\u00famero de pessoas com fome em 500 milh\u00f5es nos sete anos que faltam para 2015 vai requerer um grande esfor\u00e7o mundial, acompanhado por a\u00e7\u00f5es concretas\u201d, ressaltou Ghanem.<br \/>\nPara romper o c\u00edrculo vicioso da fome e da pobreza, \u00e9 preciso agir de forma urgente em duas frentes, segundo a FAO: fazer com que a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel tenha acesso a alimentos e ajudar os pequenos produtores a aumentar sua produ\u00e7\u00e3o e renda.<br \/>\nEste \u201cenfoque de m\u00e3o dupla\u201d da FAO tem como objetivo criar oportunidades para que as v\u00edtimas da fome melhorem seus meios de subsist\u00eancia pela promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento agr\u00edcola rural. Tamb\u00e9m inclui pol\u00edticas e programas, como as redes de apoio social, que melhoram o acesso direto e imediato aos alimentos.<br \/>\nEm Dezembro de 2007 a FAO lan\u00e7ou sua Iniciativa relativa ao Aumento dos Pre\u00e7os dos Alimentos para ajudar os pa\u00edses vulner\u00e1veis a botar em pr\u00e1tica medidas urgentes para aumentar a oferta de alimentos e apoio para melhorar o acesso a eles.<br \/>\nA Iniciativa inclui projetos de emerg\u00eancia \u2013 previstos ou em execu\u00e7\u00e3o \u2013 em pelo menos 78 pa\u00edses de todo o mundo. Entre as atividades mais urgentes est\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o de sementes, fertilizantes, ra\u00e7\u00f5es animais e outros insumos para os pequenos agricultores.<br \/>\n\u201c\u00c9 preciso investimentos urgentes em grande escala para fazer frente de forma sustent\u00e1vel aos problemas crescentes de inseguran\u00e7a alimentar, que afetam os pobres e os famintos\u201d, segundo Ghanem. \u201cN\u00e3o existe um pa\u00eds ou institui\u00e7\u00e3o que possa resolver essa crise sozinho\u201d, acrescentou.<br \/>\n<strong>Retorno alto<\/strong><br \/>\nSegundo a FAO, os pa\u00edses mais afetados pela crise atual, muitos deles na \u00c1frica, precisar\u00e3o de pelo menos 30 billh\u00f5es de d\u00f3lares anuais para garantir sua seguran\u00e7a alimentar e reativar sistemas agr\u00edcolas que foram abandonados por muito tempo.<br \/>\nMas a redu\u00e7\u00e3o da fome tem grandes benef\u00edcios e deveria ser uma das prioridades do desenvolvimento, insiste Stamoulis.<br \/>\n\u201cDiminuir a incid\u00eancia da fome no mundo melhorar\u00e1 muito as possibilidades de alcan\u00e7ar os ODMs relacionados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da pobreza, educa\u00e7\u00e3o, mortalidade infantil, sa\u00fade materna e doen\u00e7as\u201d, explicou Stamoulis. \u201cO gasto p\u00fablico na redu\u00e7\u00e3o da fome \u00e9 um investimento com um retorno muito elevado\u201d, concluiu. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A alta de pre\u00e7os dos alimentos colocou mais 75 milh\u00f5es de pessoas abaixo do limiar da fome, aumentando o n\u00famero de desnutridos no mundo para 923 milh\u00f5es de pessoas, informou hoje a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO). 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