{"id":16456,"date":"2014-08-08T09:56:47","date_gmt":"2014-08-08T12:56:47","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=16456"},"modified":"2014-08-08T09:56:47","modified_gmt":"2014-08-08T12:56:47","slug":"avos-ainda-procuram-400-netos-desaparecidos-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/avos-ainda-procuram-400-netos-desaparecidos-na-argentina\/","title":{"rendered":"Av\u00f3s ainda procuram 400 netos desaparecidos na Argentina"},"content":{"rendered":"<p>A identifica\u00e7\u00e3o do neto de Estela Carlotto, a presidente das Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, tomou as manchetes na Argentina nestes dias.<br \/>\nO movimento, que j\u00e1 mereceu pr\u00eamios internacionais, j\u00e1 ajudou a recuperar a identidade biol\u00f3gica de 114 beb\u00eas roubados durante a ditadura argentina (1976-1963).<br \/>\nEstela Carlotto tem 83 anos. Sua filha, Laura Carlotto, m\u00e3e do menino agora recuperado teria hoje 60 anos, se n\u00e3o tivesse sido assassinada aos 24, na pris\u00e3o.<br \/>\nO neto, hoje com de 36 anos, at\u00e9 segunda-feira passada, se chamava Ignacio Hurban \u2013 nome dado por seus pais adotivos &#8211; Clemente Hurban, trabalhador rural e sua esposa Juana.<br \/>\nAgora \u00e9 Guido Montoya Carlotto. Guido \u00e9 o nome que sua m\u00e3e lhe deu, embora s\u00f3 a tenham deixado passar cinco horas com ele. E Montoya \u00e9 o sobrenome de seu pai biol\u00f3gico, Walmir Oscar Montoya.<br \/>\nO neto preferia se manter no anonimato pelo menos durante algum tempo. Mas a ju\u00edza encarregada de fiscalizar as dilig\u00eancias nos exames de DNA revelou seu nome na mesma ter\u00e7a-feira em que se soube que ele era neto biol\u00f3gico da presidenta das\u00a0<em>Abuelas<\/em>.<br \/>\nNa quinta-feira, a sede portenha das Av\u00f3s continuava recebendo dezenas de telefonemas de pessoas que desejam se submeter aos exames de DNA.<br \/>\nAt\u00e9 agora, s\u00f3 5 dos 114 netos recuperados se apresentaram voluntariamente para terem seu DNA comparado ao das av\u00f3s.<br \/>\nA imensa maioria dos achados foi produto de longas investiga\u00e7\u00f5es. \u201cEsse caminho \u00e9 mais comprido\u201d, dizia um funcion\u00e1rio da institui\u00e7\u00e3o, \u201cmas tamb\u00e9m voc\u00ea tira dos netos o peso da culpa que possam sentir\u201d.<br \/>\nA hist\u00f3ria dos beb\u00eas roubados de mulheres presas pela ditadura militar \u00e9 uma das p\u00e1ginas mais negras da ditadura argentina. Alguns netos se sentiram culpados por desmascarar o grande equ\u00edvoco de que foram v\u00edtimas. Ao falar a verdade, acusaram \u00e0 Justi\u00e7a as pessoas que os criaram.<br \/>\nSegundo o levantamento feito pelo movimento das Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio. ainda restam 400 crian\u00e7as (hoje adultos com mais de 30 anos) que\u00a0precisam ser localizados.<br \/>\nLaura de Carlotto e Walmir Oscar Montoya, eram dois guerrilheiros do grupo Montoneros sequestrados e assassinados durante a ditadura militar (1976-1983).<br \/>\nEm julho de 2012 havia 105 netos recuperados. ENos \u00faltimos dois anos, portanto, foram localizados nove.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A identifica\u00e7\u00e3o do neto de Estela Carlotto, a presidente das Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio, tomou as manchetes na Argentina nestes dias. 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