{"id":17001,"date":"2014-08-22T13:31:15","date_gmt":"2014-08-22T16:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=17001"},"modified":"2014-08-22T13:31:15","modified_gmt":"2014-08-22T16:31:15","slug":"campanha-tenta-estancar-crise-dos-jornais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/campanha-tenta-estancar-crise-dos-jornais\/","title":{"rendered":"Campanha tenta estancar crise dos jornais"},"content":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais (ANJ) lan\u00e7ou uma campanha de valoriza\u00e7\u00e3o do jornal como ve\u00edculo de informa\u00e7\u00f5es e an\u00fancios.<br \/>\nA ideia em si, de uma campanha de marketing, para fazer frente \u00e0 grave crise que atinge os jornais com a perda compulsiva de leitores e anunciantes, j\u00e1 revela o equ\u00edvoco.<br \/>\nAs primeiras pe\u00e7as que come\u00e7aram a ser veiculadas nos jornais na quinta feira, 21, n\u00e3o deixam d\u00favida.<br \/>\nA ANJ acredita que o jornal ainda \u00e9 o centro do universo informativo e que se souber valorizar isso pode ser beneficiado com as novas m\u00eddias. Como? Com uma campanha mostrando para as pessoas como o jornal \u00e9 importante na vida delas.<br \/>\nOu seja, a ANJ faz quest\u00e3o de continuar ignorando que jornal vem se tornando irrelevante para as pessoas desde muito antes da internet.<br \/>\nA crise, na base de tudo, \u00e9 de um modelo de jornal sustentado pelos anunciantes que chegou ao seu esgotamento, com a crescente submiss\u00e3o do notici\u00e1rio aos interesses do anunciante, em detrimento do leitor.<br \/>\nA necessidade de controles estritos levou a uma hierarquia r\u00edgida e a uma homogeniza\u00e7\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es. Jornalistas confi\u00e1veis, que n\u00e3o ficam furungando assuntos inconvenientes, t\u00eam ascens\u00e3o garantida.<br \/>\nE o resultado \u00e9 que os jornais cheiram mal nas bancas, de t\u00e3o velhos. A profundidade de suas mat\u00e9rias e opini\u00f5es \u00e9 tal que, como diria Nelson Rodrigues, \u201cuma formiguinha atravessa com a \u00e1gua pela canela\u201d.<br \/>\nA \u201cimprensa nanica\u201d j\u00e1 escancarou esse quadro na d\u00e9cada de 1970, mas os jornal\u00f5es contaram com a obsequiosa colabora\u00e7\u00e3o do regime militar para esmagar aquela semente de jornalismo independente, que se esgueirava pelas frinchas da ditadura e entre os dedos de uma imprensa acomodada.<br \/>\nA docilidade foi bem recompensada e seguiu-se um longo e generoso ciclo de crescimento para os grupos escolhidos. Esse \u00e9 o ciclo que chega ao fim.<br \/>\nSe h\u00e1 chance para os jornais, ela exige uma revolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9todo, na maneira de apurar e transmitir a informa\u00e7\u00e3o, na organiza\u00e7\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es, para chegar a um novo conte\u00fado.<br \/>\nSem isso, que s\u00f3 seria poss\u00edvel dentro de outro \u201cmodelo de neg\u00f3cio\u201d, as campanhas de marketing t\u00eam o efeito de um esparadrapo num talho infeccionado. (E.B)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jornais (ANJ) lan\u00e7ou uma campanha de valoriza\u00e7\u00e3o do jornal como ve\u00edculo de informa\u00e7\u00f5es e an\u00fancios. A ideia em si, de uma campanha de marketing, para fazer frente \u00e0 grave crise que atinge os jornais com a perda compulsiva de leitores e anunciantes, j\u00e1 revela o equ\u00edvoco. 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