{"id":17177,"date":"2014-08-25T18:13:40","date_gmt":"2014-08-25T21:13:40","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=17177"},"modified":"2014-08-25T18:13:40","modified_gmt":"2014-08-25T21:13:40","slug":"carne-de-cordeiro-reanima-a-ovinocultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/carne-de-cordeiro-reanima-a-ovinocultura\/","title":{"rendered":"Carne de cordeiro reanima a ovinocultura"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Por Geraldo Hasse<\/span><br \/>\nAinda \u00e9 poss\u00edvel avistar placas r\u00fasticas anunciando \u201cTemos Ovelha\u201d na entrada de s\u00edtios e ch\u00e1caras perto de cidades do interior ga\u00facho, mas o que era (e n\u00e3o deixou de ser, em muitas regi\u00f5es) uma oferta mais ligada ao Natal est\u00e1 passando por uma mudan\u00e7a mercadol\u00f3gica vis\u00edvel at\u00e9 em an\u00fancios na Internet, onde o reclame antigo vai sendo substitu\u00eddo por outro bem mais preciso e atemporal: CARNE DE CORDEIRO.<br \/>\nTalvez se possa conferir a intensidade da mudan\u00e7a nos restaurantes da Expointer 2014.<br \/>\nDependendo da regi\u00e3o do Estado, os pre\u00e7os da carne de cordeiro vivo oscilam entre R$ 4 e R$ 4,80 por quilo. H\u00e1 cinco anos, esse valor girava em torno de R$ 3.<br \/>\nUm cordeiro-mam\u00e3o de tr\u00eas a quatro meses pesa de 30 a 40 quilos; o rendimento da carca\u00e7a vai de 42% a 50%. Nos a\u00e7ougues, uma paleta de cordeiro sai por R$ 10 o quilo. Nos supermercados de Porto Alegre, at\u00e9 poucos anos, s\u00f3 se encontrava carne ovina congelada do Uruguai. E n\u00e3o era barata. Ultimamente, o consumidor encontra carne de frigor\u00edficos do interior. Este m\u00eas, na rede Zaffari, estiveram em oferta \u2013 por R$ 30 o quilo \u2013 cortes congelados de cordeiros abatidos em P\u00e2ntano Grande pelo ComeSul. Sabe-se de abatedouros de ovinos ativos em Ca\u00e7apava do Sul, Encruzilhada do Sul e Lavras do Sul, mas a oferta ainda n\u00e3o parece suficientemente organizada para atender a um mercado em expans\u00e3o.<br \/>\nIguaria antes reservada aos patr\u00f5es das fazendas e\/ou oferecida em finais de churrascadas para agradar autoridades e visitas importantes, a carne de cordeiro est\u00e1 construindo um nicho especial no mercado de carnes vermelhas, embora talvez esteja por merecer uma classifica\u00e7\u00e3o diferente, pois se trata de uma carne mais rosada, pouco picante e at\u00e9 levemente adocicada.<br \/>\nE, eis a grande diferen\u00e7a, sem o excesso de sebo que fez a fama negativa da carne de ovelha ou carneiro (animais com mais de um ano), tradicionalmente consumida nas fazendas pelos pe\u00f5es e descartada em a\u00e7ougues de periferia ou quart\u00e9is da fronteira. Quanto \u00e0 carne ovina, eram esses os costumes na \u00e9poca em que as grandes fazendas de gado mantinham milhares de ovinos para a produ\u00e7\u00e3o de l\u00e3, mercadoria que, segundo a lenda centen\u00e1ria, pagava todo o custeio das fazendas de gado.<br \/>\nCom a ascens\u00e3o das fibras sint\u00e9ticas, feitas de nafta, os fios naturais como a seda e a l\u00e3 se desvalorizaram. Em consequ\u00eancia, o rebanho ovino ga\u00facho caiu de 12 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em 1980 para 4 milh\u00f5es atualmente. Se est\u00e1 se levantando, uma das alavancas \u00e9 a carne de cordeiro. A l\u00e3 deu uma melhorada, mas continua sendo um neg\u00f3cio encardido, cheio de altos e baixos determinados por importadores europeus que contam com intermedi\u00e1rios plantados no Uruguai e com livre circula\u00e7\u00e3o no pampa riograndense.<br \/>\nQuem mais vem se beneficiando dessa metamorfose s\u00e3o os pecuaristas familiares, estabelecidos em pequenas propriedades e que operam avulsos ou organizados em associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias, como ocorre h\u00e1 sete anos no ter\u00e7o superior da bacia do rio Camaqu\u00e3, no pampa de maior altitude, na Serra do Sudeste. Nos 800 mil hectares dessa regi\u00e3o dominada pelos chamados campos sujos, que se caracterizam pela exist\u00eancia de pastos entremeados de matos e rochas, vive uma popula\u00e7\u00e3o campeira (40 mil habitantes) que foi praticamente deixada de lado pela agricultura moderna, intensamente mecanizada e dependente de insumos qu\u00edmicos.<br \/>\nN\u00e3o por acaso os t\u00e9cnicos da Embrapa Pecu\u00e1ria Sul, de Bag\u00e9, viram nesse \u201catraso\u201d a oportunidade para executar um projeto de produ\u00e7\u00e3o de alimentos ecol\u00f3gicos, pois 70% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa (campos ou matos) nunca foram mexidos. O coordenador do projeto \u00e9 o pesquisador Marcos Borba, que n\u00e3o esconde o orgulho pelos resultados j\u00e1 alcan\u00e7ados.<br \/>\nSegundo o \u00faltimo levantamento, o Projeto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Alto Camaqu\u00e3 re\u00fane 413 fam\u00edlias organizadas em 21 diferentes associa\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias em oito munic\u00edpios: Bag\u00e9, Ca\u00e7apava, Lavras, Piratini, Pinheiro Machado, Santana da Boa Vista, Encruzilhada do Sul e Cangu\u00e7u.<br \/>\nNas propriedades rurais que variam de 25 hectares a 300 hectares, como n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para a agricultura de larga escala nem para a pecu\u00e1ria extensiva, o que parece ser mais sustent\u00e1vel \u00e9 uma mescla de atividades que tem a carne de cordeiro como o carro-chefe mas inclui outros produtos como o leite\/queijo, o mel, o artesanato de l\u00e3 e couro, frutas, p\u00e3es, bolos e gel\u00e9ias. Ou, seja, o projeto envolve os familiares dos produtores. At\u00e9 o turismo r\u00fastico come\u00e7a a ser incentivado nessa regi\u00e3o tipicamente serrana.<br \/>\n<figure id=\"attachment_17183\" aria-describedby=\"caption-attachment-17183\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Mais-do-que-l\u00e3-o-que-mais-se-espera-das-ovelhas-s\u00e3o-cordeiros_foto-Divulga\u00e7\u00e3o.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-17183 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Mais-do-que-l\u00e3-o-que-mais-se-espera-das-ovelhas-s\u00e3o-cordeiros_foto-Divulga\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"Mais do que l\u00e3 o que mais se espera das ovelhas s\u00e3o cordeiros \/ foto Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"450\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17183\" class=\"wp-caption-text\">Mais do que l\u00e3 o que mais se espera das ovelhas s\u00e3o cordeiros \/ foto Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intertit\">REM\u00c9DIO CONTRA O ABIGEATO<\/span><br \/>\nCriar carneiros e ovelhas ao redor de casa nas pequenas propriedades familiares \u00e9 o melhor rem\u00e9dio contra o abigeato, a mais antiga e resistente praga da ovinocultura ga\u00facha. Em busca de carne boa para abastecer festas familiares, os ladr\u00f5es sempre contaram com a escurid\u00e3o da noite e o isolamento dos animais longe das casas para fazer sua faina.<br \/>\nPara evitar furtos, a regra agora \u00e9 manter os lanudos \u00e0 vista dos donos e ficar de olho em movimentos noturnos estranhos. Esse \u00e9 mais um dos motivos do aquerenciamento da ovinocultura em pequenas e m\u00e9dias propriedades do da Serra do Sudeste, onde se concentram atualmente pelo menos 20% do rebanho ga\u00facho, segundo o pesquisador Marcos Borba, da Embrapa de Bag\u00e9.<br \/>\nO abate furtivo de animais \u00e9 um problema t\u00e3o grande quanto as doen\u00e7as mais graves da ovinocultura, como a verminose e a clostridiose. Ainda sem rem\u00e9dio ou vacina, o abigeato exaspera e desanima os criadores porque supera de longe as chamadas perdas naturais, provocadas por gavi\u00f5es, lobos campestres e c\u00e3es vadios de cidades ou fazendas.<br \/>\nEsses predadores, refor\u00e7ados recentemente pelos tem\u00edveis javalis, fazem uma esp\u00e9cie de limpeza ecol\u00f3gica, pois geralmente abatem os cordeirinhos doentes ou mais fracos. Os abigeat\u00e1rios n\u00e3o: mesmo operando no escuro, s\u00f3 pegam os animais mais saud\u00e1veis.<br \/>\nAs den\u00fancias \u00e0 Brigada Militar desencadeiam opera\u00e7\u00f5es que reduzem temporariamente as ocorr\u00eancias, mas o relaxamento da vigil\u00e2ncia logo resulta em novos desfalques nos rebanhos. Por isso a \u00faltima moda em fazendas mais organizadas \u00e9 a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de vigil\u00e2ncia eletr\u00f4nica e de patrulhas privadas que a horas incertas percorrem a propriedade duas ou tr\u00eas vezes por jornada noturna.<br \/>\nAo contr\u00e1rio do que se sup\u00f5e, o abigeato n\u00e3o se esgota em si mesmo. Por estar intimamente ligado aos abates clandestinos e ao com\u00e9rcio informal de carne de ovelha, ele impede que o mercado se organize. Em anos passados, matadouros tradicionais pararam de abater ovinos e frigor\u00edficos planejados n\u00e3o operam sen\u00e3o esporadicamente suas linhas de ovinos por falta de regularidade na oferta de animais. Talvez porque os criadores se contentem em fazer vendas avulsas para atender a consumidores que preferem fazer encomendas diretamente na fonte, o mercado formal de carne de cordeiro demora a deslanchar.<br \/>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XX, chamou a aten\u00e7\u00e3o um ensaio de organiza\u00e7\u00e3o feito por pecuaristas de Herval do Sul. Eles criaram o Herval Premium. Em Ca\u00e7apava do Sul um grupo de criadores lan\u00e7ou o Cordeiros da Prov\u00edncia. Recentemente, inspirada nesses exemplos, a associa\u00e7\u00e3o dos agricultores familiares do Alto Camaqu\u00e3 criou um selo para identificar seus pr\u00f3prios produtos.<br \/>\nO cordeiro continua sendo seu alvo preferencial. Para sustentar o contrato para garantir 40 cordeiros por m\u00eas ao Shopping da Carne, de Porto Alegre, os criadores do Alto Camaqu\u00e3 compraram um caminh\u00e3o-boiadeiro e um caminh\u00e3o-frigor\u00edfico com financiamento favorecido pelo governo do Estado, que tem um apre\u00e7o especial pela agricultura familiar.<br \/>\n<span class=\"intertit\">TOSQUIA MODERNA<\/span><br \/>\nDentro de um m\u00eas come\u00e7a em algumas fazendas do interior a produ\u00e7\u00e3o precoce de l\u00e3, que em alguns casos pode estender-se at\u00e9 o final do ver\u00e3o. Mas j\u00e1 se foi o tempo em que a tosquia quebrava a rotina das fazendas, quando um grupo de alegres forasteiros suava o topete para tirar a l\u00e3 dos animais com as chamadas tesouras-martelo. Eram os tosquiadores ou esquiladores organizados em comparsas.<br \/>\n\u201cAs tesouras cortam em um s\u00f3 compasso\/enrijecendo o bra\u00e7o do esquilador\u201d, diz o cl\u00e1ssico Esquilador, de Telmo de Lima Freiras, vencedor da 9\u00aa Calif\u00f3rnia da Can\u00e7\u00e3o Nativa, de 1979, em Uruguaiana, o munic\u00edpio onde se concentravam os maiores rebanhos, com at\u00e9 20 mil ovelhas numa \u00fanica fazenda.<br \/>\nHoje em dia, mesmo em pequenas propriedades rurais, a tosquia \u00e9 feita predominantemente com m\u00e1quinas el\u00e9tricas. \u00d3rg\u00e3os t\u00e9cnicos como o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizado Rural (Senar) disseminam a tosquia australiana (Tally Hi), introduzida no Brasil em 1972. N\u00e3o \u00e9 preciso manear o animal, como no m\u00e9todo tradicional.<br \/>\nSem precisar de ajuda, o tosador coloca o animal sentado sobre os quartos e o segura pela queixada contra as pr\u00f3prias pernas. A esquila moderna acaba em menos de cinco minutos. Al\u00e9m de n\u00e3o ferir os bichos e exigir menos esfor\u00e7o do esquilador, facilita a classifica\u00e7\u00e3o da l\u00e3. Pena que a produ\u00e7\u00e3o esteja reduzida a um ter\u00e7o do que j\u00e1 foi.<br \/>\n<figure id=\"attachment_17182\" aria-describedby=\"caption-attachment-17182\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Cobertores-e-ponchos-mostardeiros-ofertados-na-beira-de-estradas-do-Pampa_foto-Divulgaa\u00e7\u00e3o.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-17182 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Cobertores-e-ponchos-mostardeiros-ofertados-na-beira-de-estradas-do-Pampa_foto-Divulgaa\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"Cobertores e ponchos mostardeiros ofertados na beira de estradas do Pampa \/ foto Divulga\u00e7\u00e3o\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-17182\" class=\"wp-caption-text\">Cobertores e ponchos mostardeiros ofertados na beira de estradas do Pampa \/ foto Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intertit\">MOSTARDEIROS NO PAMPA<\/span><br \/>\nEnquanto a regi\u00e3o do Alto Camaqu\u00e3 luta para regularizar a oferta de carne de cordeiro especialmente no mercado de Porto Alegre, a regi\u00e3o costeira que vai de Torres a S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte pela costa leste da Laguna dos Patos desfruta de uma demanda que se aquece especialmente no ver\u00e3o. Quem a sustenta s\u00e3o os milhares de veranistas que n\u00e3o passam a temporada sem degustar os decantados cordeiros-mam\u00f5es em rituais quase sagrados.<br \/>\nComo sobra dessa safra de ver\u00e3o, os criadores litor\u00e2neos, que contam com pouco pasto e muito vento, ficam com os pelegos e a grossa l\u00e3 ovina menos valorizada por conter areia e sal da maresia, mas habilmente transformada em ponchos e cobertores mostardeiros, t\u00edpicos de Mostardas, a cidade povoada por descendentes de a\u00e7orianos. H\u00e1 cerca de duas d\u00e9cadas, essa regi\u00e3o exportou artes\u00e3os para pequenas cidades do interior, onde eles trabalham com o restolho da pura l\u00e3 do pampa. Seus artigos aparecem em oferta na beira das rodovias e nas lojas de artigos gauchescos.<br \/>\n<span class=\"intertit\">CREN\u00c7AS COM VALIDADE VENCIDA<\/span><br \/>\nAinda h\u00e1 quem acredite que, segundo pregavam t\u00e9cnicos em pecu\u00e1ria ovina, seja altamente recomend\u00e1vel criar ovelhas junto com bois, porque os ovinos assimilam e reciclam os vermes dos bovinos. Hoje em dia na Faculdade Veterin\u00e1ria da UFRGS se aprende que os ovinos precisam ficar sozinhos para dar conta das pr\u00f3prias verminoses.<br \/>\nOutra lenda em fase de revis\u00e3o \u00e9 que as ovelhas podiam viver misturadas aos bois porque se contentariam com a \u201crapa\u201d dos pastos comidos pelos bovinos. Na realidade, isso acontece em campos pobres em alimenta\u00e7\u00e3o. Onde h\u00e1 comida \u00e0 vontade, a ovelha s\u00f3 consome a pontinha dos fil\u00e9s das pastagens.<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 falsa a id\u00e9ia de que, quanto mais retardada a esquila, maior ser\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de l\u00e3. A l\u00e3 cortada no fim do ver\u00e3o pesar\u00e1 mais, mas render\u00e1 menos dinheiro. Na classifica\u00e7\u00e3o final, a l\u00e3 do tarde perde valor por causa do excesso de cera acumulada durante o auge do calor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Geraldo Hasse Ainda \u00e9 poss\u00edvel avistar placas r\u00fasticas anunciando \u201cTemos Ovelha\u201d na entrada de s\u00edtios e ch\u00e1caras perto de cidades do interior ga\u00facho, mas o que era (e n\u00e3o deixou de ser, em muitas regi\u00f5es) uma oferta mais ligada ao Natal est\u00e1 passando por uma mudan\u00e7a mercadol\u00f3gica vis\u00edvel at\u00e9 em an\u00fancios na Internet, onde [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":17180,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[1323,1872,206,1867,1873],"class_list":["post-17177","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-x-categorias-velhas","tag-agropecuaria","tag-cordeiro","tag-economia","tag-expointer-2014","tag-ovinocultura"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-4t3","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17177","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17177"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17177\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17177"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17177"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17177"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}