{"id":17416,"date":"2014-09-01T19:49:17","date_gmt":"2014-09-01T22:49:17","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=17416"},"modified":"2014-09-01T19:49:17","modified_gmt":"2014-09-01T22:49:17","slug":"no-dia-do-arroz-irga-propoe-fim-da-monocultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/no-dia-do-arroz-irga-propoe-fim-da-monocultura\/","title":{"rendered":"Irga prop\u00f5e fim da monocultura do arroz"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A monocultura \u00e9 a m\u00e3e da crise do arroz&#8221;. Com essa afirma\u00e7\u00e3o, o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, abriu sua participa\u00e7\u00e3o no debate &#8220;A crise do arroz foi debelada?&#8221;, realizado na segunda-feira, 1\u00b0, na 37\u00aa Expointer. A atividade fez parte do Dia do Arroz, promovido pelo Irga em parceria com o Canal Rural.<br \/>\nAinda participaram do debate, Elton Doeler, presidente do Sindicato das Ind\u00fastrias do Arroz no Rio Grande do Sul (Sindiarroz RS) e Henrique Dornelles, presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).<br \/>\nDe acordo com Cl\u00e1udio Pereira, \u00e9 essencial que o ciclo da monocultura seja interrompido. &#8220;Se tivermos a rota\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, ampliamos o alcance de sustentabilidade no neg\u00f3cio&#8221;, afirma. Ele explica ainda que a venda de arroz intercalada com outras culturas como o milho e, principalmente a soja, dilui a oferta de arroz sem prejudicar seu valor.<br \/>\nConforme Pereira, h\u00e1 uma diferen\u00e7a entre o gr\u00e3o entrar em crise e o produtor estar em adversidade. &#8220;Obviamente se o produtor planta apenas arroz, ele fica muito mais vulner\u00e1vel a todo tipo de situa\u00e7\u00e3o adversa&#8221;, pondera.<br \/>\nJ\u00e1 Henrique Dornelles, defendeu o profissionalismo do produtor uma vez que a rizicultura exige um investimento bastante alto de produ\u00e7\u00e3o, maquin\u00e1rio potente e alta tecnologia. O presidente da Federarroz ainda sugere que o setor n\u00e3o perca o foco no mercado interno, porque &#8220;estar\u00edamos engatinhando no que diz respeito \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es&#8221;, embora ele reconhe\u00e7a que a viabiliza\u00e7\u00e3o do terminal portu\u00e1rio arrozeiro em Rio Grande, na zona sul do Estado, &#8220;tenha sido um grande avan\u00e7o neste sentido&#8221;&#8216;.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Vis\u00e3o da Ind\u00fastria<\/span><br \/>\nElton Doeler, do Sindarroz, se mostrou reticente em afirmar que a crise no setor teria sido debelada. Conforme ele, houve avan\u00e7os, mas ainda h\u00e1 a necessidade de mais di\u00e1logo entre todos os elos da cadeia, incluindo o setor varejista, &#8220;que sempre coloca muita press\u00e3o na ind\u00fastria&#8221;. Entre esses avan\u00e7os, cita a quebra de barreiras tribut\u00e1rias no Rio Grande do Sul para alcan\u00e7ar mercados onde o arroz ga\u00facho n\u00e3o chegava. &#8220;Nosso desejo \u00e9 de que o valor seja justo, nem t\u00e3o baixo para o produtor, nem t\u00e3o alto para o consumidor&#8221;, concluiu.<br \/>\nPara o secret\u00e1rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Agroneg\u00f3cio, Claudio Fioreze, o Rio Grande do Sul pode plantar mais arroz, mas n\u00e3o o faz porque falta mercado. &#8220;Se continuarmos com esse processo de crescimento do consumo das classes C, D e E , a tend\u00eancia \u00e9 aumentarmos esse mercado&#8221;. Al\u00e9m disso, segundo Fioreze, o bom trabalho do setor tamb\u00e9m contribuiu muito para a amplia\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do arroz. &#8220;Outro fator preponderante para o sucesso da rizicultura ga\u00facha vem sendo a redu\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua e o aumento da \u00e1rea plantada, evidenciando a sustentabilidade do neg\u00f3cio&#8221;, finalizou o secret\u00e1rio.<br \/>\nO diretor t\u00e9cnico do Irga, Rui Ragagnin, refor\u00e7ou a necessidade de rota\u00e7\u00e3o de culturas junto \u00e0s lavouras de arroz, especialmente com soja e milho. Falou sobre t\u00e9cnicas de semeadura e de irriga\u00e7\u00e3o para mesclar essas novas culturas com a rizicultura. Ragagnin lembrou ainda da integra\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria como alternativa vi\u00e1vel, inclusive para reduzir o uso de adubos.<br \/>\nCultura tida como melhor op\u00e7\u00e3o para o plantio consorciado ou alternado com o arroz, a soja tem n\u00fameros expressivos. Conforme dados do IRGA, para a safra 2014\/2015 existe a inten\u00e7\u00e3o de plantar soja em rota\u00e7\u00e3o com arroz numa extens\u00e3o de 320.649 hectares, \u00e1rea 5,83% maior do que a do ano anterior, quando foram plantados 302.975 hectares. A regi\u00e3o da Campanha tem a maior \u00e1rea, 97,5 mil hectares, seguida da Zona Sul que deve semear 81,5 mil hectares.<br \/>\nA Plan\u00edcie Costeira Interna ir\u00e1 plantar 62,19 mil hectares de soja em \u00e1reas de arroz. A Depress\u00e3o Central, 45,23 mil hectares, a Fronteira Oeste, 16,64 mil hectares e a Plan\u00edcie Costeira Externa, 17,56 mil hectares.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Fim da crise?<\/span><br \/>\nA motiva\u00e7\u00e3o dos debates promovidos pelo IRGA \u00e9 fundamentada nos n\u00fameros apresentados pela entidade durante a 37\u00aa Expointer. Na safra 2014\/2015, os produtores ga\u00fachos devem semear 1,1 milh\u00e3o de hectares de arroz com plantio que se inicia nos primeiros dias do m\u00eas de setembro. A \u00e1rea \u00e9 equivalente a da \u00faltima safra.<br \/>\nQuanto \u00e0 produtividade, a expectativa \u00e9 de que retorne ao patamar pr\u00f3ximo aos 7,5 mil quilos por hectare. A capacidade dos mananciais, tanto de barragens e a\u00e7udes, quanto de capta\u00e7\u00e3o direta em rios e arroios \u00e9 plena em todas as regi\u00f5es.<br \/>\nH\u00e1 25 anos o Rio Grande do Sul contava com 650 ind\u00fastrias de arroz. Hoje n\u00e3o passam de 250 e as 50 maiores beneficiam 70% do arroz ga\u00facho. (Carlos Matsubara\/Ascom\/Expointer)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A monocultura \u00e9 a m\u00e3e da crise do arroz&#8221;. Com essa afirma\u00e7\u00e3o, o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, abriu sua participa\u00e7\u00e3o no debate &#8220;A crise do arroz foi debelada?&#8221;, realizado na segunda-feira, 1\u00b0, na 37\u00aa Expointer. A atividade fez parte do Dia do Arroz, promovido pelo Irga em parceria com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[1796,26],"tags":[320,1867,1897],"class_list":["post-17416","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-expointer-2014","category-geral","tag-agronegocio","tag-expointer-2014","tag-irga"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-4wU","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}