{"id":17699,"date":"2014-09-14T22:27:17","date_gmt":"2014-09-15T01:27:17","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=17699"},"modified":"2014-09-14T22:27:17","modified_gmt":"2014-09-15T01:27:17","slug":"porto-alegre-tem-26-ocupacoes-com-pedido-de-reintegracao-de-posse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/porto-alegre-tem-26-ocupacoes-com-pedido-de-reintegracao-de-posse\/","title":{"rendered":"Porto Alegre tem 26 ocupa\u00e7\u00f5es com pedido de reintegra\u00e7\u00e3o de posse"},"content":{"rendered":"<p>Quase ausente do notici\u00e1rio e, por conta disso, quase ausente das campanhas eleitorais a quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o popular em Porto Alegre \u00e9 cr\u00f4nica e cresce sem parar.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 a toa que se v\u00ea tanta gente dormindo na rua e que as noticias de invas\u00f5es pipocam todos os dias.<br \/>\nNeste momento, segundo o Movimento Nacional de Luta pela Moradia, h\u00e1 em Porto Alegre 26 ocupa\u00e7\u00f5es com processos de reintegra\u00e7\u00e3o de posse correndo na Justi\u00e7a. Duas apenas s\u00e3o em \u00e1reas p\u00fablicas, todas as demais em propriedades privadas.<br \/>\nH\u00e1 um m\u00eas quando 600 familias deixavam o chamado \u201dterreno da Avipal\u201d no bairro Cavalhada, depois de tr\u00eas meses de ocupa\u00e7\u00e3o, o diretor de planejamento da Secretaria Estadual da Habita\u00e7\u00e3o, Aur\u00e9lio Froner, estimava que restavam ainda na capital outras 20 \u00e1reas invadidas. Um m\u00eas depois s\u00e3o 26.<br \/>\nO mais impressionante \u00e9 que a maioria dos atuais ocupantes s\u00e3o egressos de outras ocupa\u00e7\u00f5es, de onde foram expulsos mediante a reintegra\u00e7\u00e3o de posse. Muitos est\u00e3o em programas de reassentamento que est\u00e3o paralisados ou nunca sa\u00edram do papel.<br \/>\nNa ocupa\u00e7\u00e3o do terreno da ex-Avipal na Cavalhada, por exemplo, cerca de 80 familias eram oriundas da vila do Resvalo, um casario que ocupava as encostas de um val\u00e3o \u00e0 margem do arroio Cavalhada.<br \/>\nCom as obras do PISA que canalizou o riacho, aumentou o risco de inunda\u00e7\u00e3o e eles foram removidos. A libera\u00e7\u00e3o do dinheiro rendeu not\u00edcia, reassentamento ficou pela metade. O pisa cadastrou 1680\u00a0 familias de quatro vilas que seriam removidas.<br \/>\nPouco mais de 300 foram reassentadas na Vila Nova e na Vila H\u00edpica. Os restantes receberam um insuficiente b\u00f4nus moradia por seis meses e, muitos, seguiram na condi\u00e7\u00e3o de ocupantes.<br \/>\nO problema das remo\u00e7\u00f5es e reassentamentos que geram sem teto tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas em Porto Alegre. Foram manchetes em 1952 as remo\u00e7\u00f5es dos casebres do entorno da Doca das Frutas, para fazer o novo cais. As manchetes eram favor\u00e1veis, mas os jornais n\u00e3o deixaram de registrar \u201catos arbitr\u00e1rios e desumanos\u201d.<br \/>\nOutro evento marcante foi o programa \u201cRemover para Promover\u201d que levou, em fevereiro de 1967 as primeiras familias da Ilhota , na Cidade Baixa, para a ent\u00e3o remota Restinga,na zona rural. Em quatro anos, os recursos deram para transferir 390 familias.<br \/>\nA maioria dos moradores da Ilhota e de outras seis vilas removidas de \u00e1reas urbanizadas (atual \u00c9rico Ver\u00edssimo), que resistiam a\u00a0 ir para um lugar ermo, sem nada, acabaram se dispersando, dando origem a outras ocupa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nCinco anos depois, em 1972, a Secretaria da Sa\u00fade registrava 124 n\u00facleos e vilas irregulares, com quase 20 mil domic\u00edlios e quase 100 mil habitantes.<br \/>\nUma pesquisa de 2005 registrou 486 ocupa\u00e7\u00f5es irregulares na cidade. Representavam 17% dos domic\u00edlios de Porto Alegre e abrigavam 21,4% da popula\u00e7\u00e3o \u201cvivendo em situa\u00e7\u00e3o de habita\u00e7\u00e3o irregular\u201d.<br \/>\nEm 2007, o Demhab foi incumbido de fazer o Plano Municipal de Habita\u00e7\u00e3o de Interesse Social, o PMHIS-POA. Uma equipe de 30 pessoas de sete \u00f3rg\u00e3os do Estado e do Munic\u00edpio, coordenadas por Silvio Carpenedo montou o Mapa da Irregularidade Fundi\u00e1ria: havia 75 mil domic\u00edlios, onda viviam 288 mil pessoas em \u00e1reas irregulares, muitas vezes em risco, sempre com total defici\u00eancia de servi\u00e7os.<br \/>\nPara resolver minimamente o problema seriam necess\u00e1rios R$ 2,5 bilh\u00f5es, o que demandaria 64 anos se fosse mantida a m\u00e9dia de investimentos em habita\u00e7\u00e3o na \u00faltima d\u00e9cada. \u00a0(E.B.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase ausente do notici\u00e1rio e, por conta disso, quase ausente das campanhas eleitorais a quest\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o popular em Porto Alegre \u00e9 cr\u00f4nica e cresce sem parar. N\u00e3o \u00e9 a toa que se v\u00ea tanta gente dormindo na rua e que as noticias de invas\u00f5es pipocam todos os dias. 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