{"id":17777,"date":"2014-09-16T19:27:59","date_gmt":"2014-09-16T22:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=17777"},"modified":"2014-09-16T19:27:59","modified_gmt":"2014-09-16T22:27:59","slug":"escrever-e-reescrever-dizia-moacyr-scliar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/escrever-e-reescrever-dizia-moacyr-scliar\/","title":{"rendered":"&quot;Escrever \u00e9 reescrever&quot;, dizia Moacyr Scliar"},"content":{"rendered":"<p>O Santander Cultural inaugura hoje, 16, a mostra \u201cO centauro do Bom Fim\u201d, sobre a vida e a obra de Moacyr Scliar (1937-2011).<br \/>\nO jornal J\u00c1 aproveita a oportunidade para publicar uma entrevista in\u00e9dita realizada em 2007 com escritor, feita pelo jornalista Francisco Ribeiro. Naquela ocasi\u00e3o, Scliar, aos 70 anos, acabara de lan\u00e7ar \u201cO Texto, Ou: A Vida. Uma Trajet\u00f3ria Liter\u00e1ria\u201d.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/7291269115.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-17783\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/7291269115-201x300.jpg\" alt=\"scliar-livro\" width=\"201\" height=\"300\" \/><\/a><br \/>\n<span class=\"entreperg\">O seu \u00faltimo livro n\u00e3o \u00e9 propriamente uma biografia. Seria uma po\u00e9tica, n\u00e3o da escrita, mas do escritor Moacyr Scliar, e do escritor em geral?<\/span><br \/>\nSim, na realidade essa ideia foi surgindo aos poucos porque, originalmente, era s\u00f3 para ser uma antologia de contos. Eu n\u00e3o me entusiasmei com isso, pois tenho v\u00e1rias antologias. A\u00ed propus que fossem contos e outros textos. Eles concordaram, passei a procurar os outros textos e, ent\u00e3o, me dei conta que aquilo ali, de alguma maneira, refletia a minha trajet\u00f3ria. Portanto, poderia encaixar coment\u00e1rios sobre as circunst\u00e2ncias em que surgiram. A\u00ed, foi nascendo, quer dizer, n\u00e3o \u00e9 uma autobiografia. \u00c9 uma reflex\u00e3o sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria em geral e sobre o meu processo de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria em particular.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">\u00a0E como \u00e9 este processo?<\/span><br \/>\nCada vez, uma coisa, para mim, se revela mais verdadeira. A ideia que as pessoas t\u00eam \u00e9 que o escritor \u00e9 um cara que escreve com tremenda facilidade, que vai botando as palavras. Mas n\u00e3o \u00e9 assim. O escritor tem essa facilidade, mas, ao mesmo tempo, ele tem um n\u00edvel de exig\u00eancia que o comum das pessoas n\u00e3o tem. Vejo pelos e-mails que escrevo. A pessoa escreve uma frase, pode n\u00e3o estar bem escrita, mas tudo bem, porque serve para transmitir o pensamento dela. O escritor n\u00e3o se contenta com isso. Ele quer transformar a palavra num instrumento de cria\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, e isso exige um esfor\u00e7o. Da\u00ed a necessidade de reelaborar. Garcia Marques, em O outono do patriarca, reescreveu 16 vezes o primeiro par\u00e1grafo.<br \/>\nE eu mesmo, na Zero Hora o pessoal me conhece, reescrevo muito. Mando a minha mat\u00e9ria, a\u00ed releio e penso: isso aqui eu podia melhorar. A\u00ed melhoro, mando de novo, e digo, vale essa, a\u00ed mando uma terceira vez. E eles j\u00e1 est\u00e3o acostumados. Jornalista, geralmente, n\u00e3o faz isso, escreve e manda. Tem muitos editores que tiram as obras dos escritores: \u201cchega de mexer\u201d, dizem. Na verdade, escrever \u00e9 reescrever.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Profissionalmente \u2013 apesar de todo o reconhecimento regional, nacional e internacional da sua obra \u2013, o senhor sempre se definiu, primeiramente, como m\u00e9dico. A atividade de escrever seria algo secund\u00e1rio?<\/span><br \/>\nBem, isso \u00e9 uma regra, n\u00e3o ocorre s\u00f3 no Brasil. Em todo o mundo, escritores, frequentemente, t\u00eam uma outra profiss\u00e3o. Muitos deles s\u00e3o professores universit\u00e1rios, ou trabalham em publicidade. Mesmo na Europa s\u00e3o minoria os escritores que vivem s\u00f3 de literatura. No Brasil, duas dezenas. O Jorge Amado era um deles, e o \u00c9rico Ver\u00edssimo, a partir de uma certa \u00e9poca. O Jorge teve um neg\u00f3cio que alavancou muito, que foi o partido comunista, que o promovia no Brasil e na Europa. Qualquer livro dele era traduzido em dez, 15 idiomas.<br \/>\nEu n\u00e3o considero isso um problema. Escritor se julga por aquilo que ele escreve. O que ele faz para ganhar a vida, as ideias que ele tem, a maneira como vive, n\u00e3o faz a menor diferen\u00e7a. Tanto isso \u00e9 verdade que tem alguns escritores que a gente s\u00f3 conhece o pseud\u00f4nimo. N\u00e3o sabe nada deles, e n\u00e3o interessa saber.<br \/>\nAgora, a quest\u00e3o da profissionaliza\u00e7\u00e3o da literatura e do escritor tem um outro aspecto, porque o cara tem, obrigatoriamente, de pensar em mercado. Se o cara quer viver de escrever, deve, num determinado momento, se perguntar: bom, se eu quero viver de escrever, o que eu tenho de escrever para as pessoas gostarem? Essa \u00e9 uma faca de dois gumes: de um lado pode significar que o escritor se torna mais acess\u00edvel, mais democr\u00e1tico, abre mais a sua tem\u00e1tica; de outro, pode significar que ele est\u00e1 fazendo concess\u00f5es.<br \/>\nEnt\u00e3o, nunca me preocupou isso, ficar pensando em como seria bom se eu fosse um escritor profissional. Na verdade, eu nem sei se ser escritor \u00e9 uma profiss\u00e3o. Eu tenho uma profiss\u00e3o, sou m\u00e9dico. Um m\u00e9dico atende a uma necessidade concreta da sociedade. Mas qual \u00e9 a necessidade concreta de \u00a0um escritor? Ele atende a necessidades emocionais, espirituais, etc. Mas, se a pessoa n\u00e3o tem o que ler, ela n\u00e3o vai morrer por causa disso. Por outro lado, a atividade de escritor n\u00e3o \u00e9 desenvolvida como a de um oper\u00e1rio, que tem hor\u00e1rio de trabalho. Escritor escreve quando quer, quando d\u00e1.<br \/>\nO que pode acontecer \u00e9 que l\u00e1 pelas tantas, a pessoa tenha tanta demanda que a\u00ed n\u00e3o pode fazer outra coisa. Que \u00e9 o meu caso. Eu, atualmente, tenho tantos convites para viagens, palestras, solicita\u00e7\u00f5es para escrever coisas, que agora n\u00e3o poderia mais exercer a medicina. Mas isso, para mim, foi uma certa l\u00e1stima deixar a medicina. Sempre gostei e enquanto pude conciliei as duas coisas. Agora n\u00e3o posso mais, simultaneamente veio \u00e0 aposentadoria. Ent\u00e3o, no meu caso, a coisa se resolveu ao natural. Mas acho que essa discuss\u00e3o, do ponto de vista liter\u00e1rio, ela tem muito pouca import\u00e2ncia. O que interessa no escritor \u00e9 o resultado do trabalho dele.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Alguma ideia sobre o seu pr\u00f3ximo livro?<\/span><br \/>\nEu n\u00e3o tenho, digamos assim, um programa: primeiro escrever isso, depois vou escrever aquilo. Eu vou escrevendo as coisas que v\u00e3o me ocorrendo, e nunca deixam de ocorrer. \u00c9 uma coisa que, realmente, me d\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o, porque eu continuo escrevendo e com vontade de escrever, o que mostra que a no\u00e7\u00e3o de aposentadoria n\u00e3o existe no of\u00edcio liter\u00e1rio. Agora, os meus projetos s\u00e3o em v\u00e1rias \u00e1reas: fic\u00e7\u00e3o, planos para um livro de contos, um romance, ensaio sobre medicina. Sem falar das solicita\u00e7\u00f5es: colet\u00e2neas de textos sobre sa\u00fade.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Como v\u00eas a literatura ga\u00facha atual?\u00a0<\/span><br \/>\nDurante muito tempo a literatura brasileira foi regionalista, tratava das vozes locais. O Brasil era um pa\u00eds rural. N\u00e3o \u00e9 mais. 80 por cento da popula\u00e7\u00e3o, hoje, vive em \u00e1rea urbana. Tivemos, no Rio Grande do Sul, tr\u00eas per\u00edodos: primeiro, o dos escritores nativistas, do qual Sim\u00f5es Lopes Neto \u00e9 o exemplo maior. Um cara que usa o linguajar ga\u00facho e que, portanto, faz uma literatura para o Rio Grande do Sul porque ningu\u00e9m entende, fora daqui, este linguajar. Sei por que escrevi um pref\u00e1cio \u2013 numa colet\u00e2nea do Sim\u00f5es Lopes Neto, publicada pela \u00c1tica \u2013, que, quando vi o livro, fiquei espantado com o tamanho do gloss\u00e1rio.<br \/>\nDepois temos o Erico, que \u00e9 um cara que capta a hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul, sua tradi\u00e7\u00e3o. Mas ele faz isso com um olhar urbano, e com um olhar brasileiro, porque ele pensava nos leitores.<br \/>\nE a\u00ed, temos uma terceira fase, que \u00e9 desses escritores como o Tabajara Ruas, o Faraco, o Assis Brasil, que t\u00eam um olhar cr\u00edtico sobre o Rio Grande do Sul. Na verdade, eles est\u00e3o mais vinculados ao Ciro Martins, do ga\u00facho a p\u00e9, do que ao Erico. N\u00e3o \u00e9 o \u00e9pico gauchesco, mostra a outra face do Rio Grande do Sul.<br \/>\nO Erico \u00e9 um divisor de \u00e1guas porque ele mesmo era descendente de propriet\u00e1rios de terra, criado naquela regi\u00e3o. Mas ele era de uma fam\u00edlia pobre. Ent\u00e3o, era um homem de, digamos, esquerda moderada. Ele tinha uma dupla vis\u00e3o, ou seja, uma vis\u00e3o privilegiada.<br \/>\nHoje, n\u00f3s temos, de um lado, esse fator da urbaniza\u00e7\u00e3o do Brasil, as cidades ficando cada vez mais parecidas, a linguagem cada vez mais homogeneizada porque todo mundo fala a linguagem da Globo, das redes de TV, as tem\u00e1ticas regionais praticamente desapareceram. Mas, temos novas vozes, e a presen\u00e7a do feminino \u00e9 um exemplo disso.<br \/>\nTamb\u00e9m as tem\u00e1ticas, hoje, s\u00e3o diferentes. E outra coisa que colaborou muito pra isso foi \u00e0 derrocada da esquerda. A gera\u00e7\u00e3o de 30, da qual o Erico fazia parte, era uma gera\u00e7\u00e3o militante: Dion\u00e9lio, Cyro, Graciliano Ramos. Todos eram membros do Partido Comunista. Hoje, a presen\u00e7a de uma literatura engajada \u00e9 uma coisa que tu n\u00e3o v\u00ea mais neste pa\u00eds. O que existe \u00e9 o tema da viol\u00eancia urbana, caso do Rubens Fonseca; temas intimistas; a coisa das minorias sexuais; e uma outra tem\u00e1tica, que \u00e9 a do imigrante, que eu particularmente abordo. Mas n\u00e3o sou o \u00fanico, h\u00e1 v\u00e1rios, no Rio Grande do Sul, e no Brasil, que fazem o mesmo.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">A cultura judaica continua a ter um papel importante na sua obra?<\/span><br \/>\n\u00c9 uma identidade forte, expressiva. N\u00e3o \u00e9 um fundamentalismo. \u00c9 um sentido de pertencimento que corresponde a v\u00e1rias coisas. Em primeiro lugar, a experi\u00eancia da imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 muito marcante. E ela se faz presente nos filhos dos imigrantes, nos netos, com essa consci\u00eancia que eles s\u00e3o diferentes: em casa eles comem um tipo de comida, ouvem um tipo de idioma, seguem um tipo de tradi\u00e7\u00e3o, e na rua, no clube, na escola, s\u00e3o outras coisas.<br \/>\nTem coisas (ningu\u00e9m mais fala \u00eddiche) que est\u00e3o sendo superadas pelo processo de assimila\u00e7\u00e3o, incorporando a cultura brasileira, e deixando de lado a outra.<br \/>\nA quest\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o judaica \u00e9 uma coisa muito forte, milenar, e culturalmente muito rica, nas artes, na filosofia. N\u00e3o h\u00e1 uma \u00e1rea do conhecimento onde n\u00e3o tenha um nome judaico. No caso dos escritores ela \u00e9 mais forte ainda porque \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o que gira muito em torno da palavra escrita, desde a antiguidade. Os judeus s\u00e3o os inventores do livro sagrado.<br \/>\nNos Estados Unidos, por causa de escritores como Saul Below, Piliph Roth, Norman Mailer, criou-se a express\u00e3o: \u201ca literatura judaica \u00e9 um novo regionalismo, que n\u00e3o tem a ver com geografia\u201d. Tem a ver com identidade cultural. Houve uma \u00e9poca em que a literatura judaica nos Estados Unidos estava no auge, porque esses escritores pontificavam. Mas, o tempo vai passando e as coisas v\u00e3o mudando. A literatura tem modelos que surgem e desaparecem.<br \/>\nO realismo m\u00e1gico, por exemplo, ningu\u00e9m fala mais, e foi uma coisa importante. Hoje est\u00e1 morto, \u00e9 uma lembran\u00e7a. O realismo m\u00e1gico, al\u00e9m de ser um estilo liter\u00e1rio,\u00a0 era um instrumento pol\u00edtico. Ele surgiu numa \u00e9poca em que toda a Am\u00e9rica Latina era, praticamente, formada por ditaduras. Ent\u00e3o, era uma forma de literatura que consistia em dizer as coisas de uma maneira enigm\u00e1tica, desafiando os censores, a pol\u00edcia, etc. Isso tinha uma enorme repercuss\u00e3o. Foi numa \u00e9poca em que muitas pessoas simpatizavam com a luta contra as ditaduras na Am\u00e9rica Latina. Da\u00ed se explica o sucesso de escritores como o Garcia Marques, que ganhou o pr\u00eamio Nobel, de Vargas Llosa, Cortazar.<br \/>\nAgora, voltando ao universo judaico, quero salientar que ele compreende, no mundo, uma popula\u00e7\u00e3o de 14 milh\u00f5es de pessoas. Ou seja, uma popula\u00e7\u00e3o um pouco maior do que a do Rio Grande do Sul. J\u00e1 foi mais forte, enquanto elite cultural. Houve muitos momentos, desde o final do s\u00e9culo XIX, em que os intelectuais judeus lideravam.<br \/>\nEnfim, o processo de assimila\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande, porque o holocausto mostrou o que a intoler\u00e2ncia pode conduzir. Ent\u00e3o, hoje as pessoas n\u00e3o se atrevem mais a demonstrar esse anti-semitismo. Isso facilitou enormemente a assimila\u00e7\u00e3o do judeu.<br \/>\n<span class=\"entreperg\">Fostes criado no Bom Fim, como v\u00eas a Porto Alegre de hoje?<\/span><br \/>\nPorto Alegre \u00e9 uma cidade que cresceu e se descaracterizou. Ela era, na minha inf\u00e2ncia, uma cidade de porte m\u00e9dio. Claro que n\u00e3o \u00e9 uma cidade com caracter\u00edsticas do Rio ou Salvador, nem com a hist\u00f3ria de Ouro Preto, mas tinha uma certa identidade. As pessoas se conheciam, a cidade era provinciana. Ela tinha um clima pr\u00f3prio, seu folclore pr\u00f3prio, suas hist\u00f3rias, seus personagens. Agora a cidade se descaracterizou. Se perguntarem como \u00e9 que a gente caracteriza um porto-alegrense, acho que seria muito dif\u00edcil. E considero que vai ficar cada vez mais dif\u00edcil caracterizar um carioca, um paulista, um recifense, porque, realmente, esse processo de homogeneiza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito intenso. Isso n\u00e3o \u00e9, necessariamente, uma coisa ruim, \u00e9 uma coisa que acontece e estamos conversados.<br \/>\n(*Entrevista concedida a Francisco Ribeiro, em julho de 2007, em\u00a0 Porto Alegre).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Santander Cultural inaugura hoje, 16, a mostra \u201cO centauro do Bom Fim\u201d, sobre a vida e a obra de Moacyr Scliar (1937-2011). O jornal J\u00c1 aproveita a oportunidade para publicar uma entrevista in\u00e9dita realizada em 2007 com escritor, feita pelo jornalista Francisco Ribeiro. 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