{"id":1797,"date":"2008-10-31T14:50:41","date_gmt":"2008-10-31T17:50:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=1797"},"modified":"2008-10-31T14:50:41","modified_gmt":"2008-10-31T17:50:41","slug":"navegar-e-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/navegar-e-possivel\/","title":{"rendered":"Navegar \u00e9 poss\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p>Embora tenha o pr\u00f3prio nome ligado \u00e0 abund\u00e2ncia de \u00e1guas que tem, o Rio Grande do Sul invariavelmente evoca uma imagem terrestre, que se confunde com a vida no campo, no manejo do gado, a tropa, a carreta, o Pampa onde nasceu o mito do campeador. \u00c9 comum ouvir-se, sem ressalvas, dizer que o Rio Grande do Sul foi conquistado \u201ca pata de cavalo\u201d.<br \/>\n\u00c9 t\u00e3o comum que soa estranho dizer que foram as \u00e1guas que determinaram, desde o in\u00edcio, o rumo e o ritmo da conquista e da ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio.<br \/>\nFoi a costa inacess\u00edvel que retardou por dois s\u00e9culos a ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa. Em 662 quil\u00f4metros de costa, s\u00f3 h\u00e1 tr\u00eas \u201centradas\u201d: o rio Mampituba e o Tramanda\u00ed, onde s\u00f3 podem entrar pequenas embarca\u00e7\u00f5es, e o sangradouro que liga a Lagoa dos Patos ao Atl\u00e2ntico, no local onde hoje est\u00e1 o porto de Rio Grande. S\u00f3 quando foi vencida a barra em Rio Grande, a povoa\u00e7\u00e3o se propagou, seguindo o curso d\u2019\u00e1gua e se fixando junto aos portos naturais. O caminho das \u00e1guas foi fundamental em todos os ciclos econ\u00f4micos, desde o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o do Estado.<br \/>\nNas \u00faltimas d\u00e9cadas, as vias naveg\u00e1veis foram substitu\u00eddas pelo asfalto. Os caminh\u00f5es e \u00f4nibus passaram a ser preferidos na movimenta\u00e7\u00e3o de cargas e pessoas. Embarca\u00e7\u00f5es como os trens quase sumiram da paisagem. Foi um ciclo.<br \/>\nNo presente, a rede fluvial e lacustre volta a ganhar aten\u00e7\u00e3o, por conta de grandes projetos em andamento, envolvendo bilh\u00f5es de d\u00f3lares. S\u00e3o milh\u00f5es de toneladas, desde a mat\u00e9ria-prima para as ind\u00fastrias at\u00e9 o produto final para exporta\u00e7\u00e3o, que precisam ser transportadas.<br \/>\nA decis\u00e3o do governo federal de apostar no porto de Rio Grande como uma porta para a \u00c1sia completa o quadro. H\u00e1 portanto um renascer da navega\u00e7\u00e3o no Estado. Neste livro queremos demonstrar que isso \u00e9 t\u00e3o poss\u00edvel quanto necess\u00e1rio.<br \/>\n<em>Texto de introdu\u00e7\u00e3o do livro <strong>Navegando Pelo Rio Grande<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora tenha o pr\u00f3prio nome ligado \u00e0 abund\u00e2ncia de \u00e1guas que tem, o Rio Grande do Sul invariavelmente evoca uma imagem terrestre, que se confunde com a vida no campo, no manejo do gado, a tropa, a carreta, o Pampa onde nasceu o mito do campeador. \u00c9 comum ouvir-se, sem ressalvas, dizer que o Rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10,11],"tags":[465,466,467],"class_list":["post-1797","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao","category-materiasecundaria","tag-geraldo-hasse","tag-navegacao","tag-navegando-pelo-rio-grande"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-sZ","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1797","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1797"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1797\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1797"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1797"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1797"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}