{"id":18870,"date":"2014-10-21T15:31:18","date_gmt":"2014-10-21T18:31:18","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=18870"},"modified":"2014-10-21T15:31:18","modified_gmt":"2014-10-21T18:31:18","slug":"diferencas-e-vulnerabilidades-de-dilma-e-aecio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/diferencas-e-vulnerabilidades-de-dilma-e-aecio\/","title":{"rendered":"Diferen\u00e7as e vulnerabilidades de Dilma e A\u00e9cio"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Coluna Econ\u00f4mica &#8211; 21\/10\/2014<\/strong><\/h2>\n<p><strong>Luis Nassif<\/strong><br \/>\nOs debates entre Dilma Rousseff e A\u00e9cio Neves t\u00eam explicitado vulnerabilidades de dois projetos de governo: o\u00a0 modelo A\u00e9cio n\u00e3o tem o menor compromisso com o social; o modelo Dilma, pouca sensibilidade com o empresarial.<br \/>\nConfiram-se alguns epis\u00f3dios, vis\u00edveis no \u00faltimo debate da TV Record:<\/p>\n<ol>\n<li>Dilma acusou o governo FHC de ter proibido a cria\u00e7\u00e3o de escolas t\u00e9cnicas. A\u00e9cio explicou que o decreto n\u00e3o proibia: apenas exigia que, para criar escola t\u00e9cnicas, houvesse parceria com estados e setor privado. Pode-se selecionar o argumento que quiser. Interessa o resultado final: apenas 14 escolas t\u00e9cnicas constru\u00eddas no per\u00edodo FHC contra 422 no per\u00edodo Lula-Dilma.<\/li>\n<li>O Bolsa Fam\u00edlia chegou pronto ao governo FHC. Aprovado no Senado, com votos de ACM a Eduardo Suplicy, o projeto de lei planejava universalizar a renda m\u00ednima para as fam\u00edlias que viviam na extrema pobreza. FHC vetou, alegando que feria a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O or\u00e7amento continuou comprometido com pagamento de juros que excediam qualquer limite de bom senso.<\/li>\n<li>A ideia original do Reuni (Reestrutura\u00e7\u00e3o e Expans\u00e3o das Universidades Federais) foi apresentada pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia) inicialmente MInistro Paulo Renato de Souza, no governo FHC. N\u00e3o saiu da gaveta.<\/li>\n<\/ol>\n<p>***<br \/>\nJ\u00e1 na \u00e1rea econ\u00f4mica o plano de governo de A\u00e9cio Neves recorreu a especialistas do setor privado ligados ao partido. Antes dele, o de Marina Silva foi montada com contribui\u00e7\u00e3o de diversos setores, trazendo ideias novas e novos conceitos.<br \/>\nO plano de governo de Dilma recorreu aos pr\u00f3prios quadros do governo e fechou os olhos a propostas de fora. Em um momento em que o grande desgaste da pol\u00edtica econ\u00f4mica \u00e9 a falta de discernimento e de clareza fiscal para a concess\u00e3o de subs\u00eddios, o Ministro Guido Mantega prosseguiu seu p\u00e9riplo.<br \/>\n***<br \/>\nH\u00e1 uma diferen\u00e7a b\u00e1sica entre os modelos de gest\u00e3o de ambos os lados.<br \/>\nDilma resiste \u00e0s concess\u00f5es pol\u00edticas. Grande parte do seu desgaste decorreu do enfrentamento das press\u00f5es do suspeit\u00edssimo deputado fluminense Eduardo Cunha &#8211; que anunciou apoio a A\u00e9cio e disputa o comando do PMDB com Michel Temer.<br \/>\nMas o caminho encontrado foi fechar-se, entregando MInist\u00e9rios-chave a pessoas de sua confian\u00e7a que n\u00e3o estavam \u00e0 altura do cargo. N\u00e3o soube discernir press\u00f5es leg\u00edtimas de maracutaias.<br \/>\nA\u00e9cio \u00e9 seguidor das pr\u00e1ticas pol\u00edticas convencionais. Seus acordos pol\u00edticos acabaram comprometendo a administra\u00e7\u00e3o de um grande gestor,\u00a0 seu sucessor Antonio Anastasia, inclusive naquela que poderia ser a vitrine do seu governo: a sa\u00fade.<br \/>\n***<br \/>\nH\u00e1 diferen\u00e7as\u00a0 tamb\u00e9m na maneira de encarar a economia.<br \/>\nNo governo FHC &#8211; e na proposta de A\u00e9cio &#8211; a Fazenda voltar\u00e1 a ser o centro das pol\u00edticas p\u00fablicas. Foi essa mesma subordina\u00e7\u00e3o &#8211; e falta de sensibilidade social &#8211; que fez FHC abdicar do Bolsa Fam\u00edlia, do Prouni, do Reuni, mesmo tendo em sua pr\u00f3pria casa uma figura p\u00fablica da dimens\u00e3o de dona Ruth.<br \/>\nDa parte de Dilma, Fazenda e Tesouro tornaram-se instrumentos da vontade pessoal da presidente. Embora para bons prop\u00f3sitos &#8211; gastos sociais e incentivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o &#8211; sua atua\u00e7\u00e3o autocr\u00e1tica espalhou a desconfian\u00e7a no setor empresarial.<br \/>\nEmail: <a href=\"mailto:luisnassif@ig.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">luisnassif@ig.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coluna Econ\u00f4mica &#8211; 21\/10\/2014 Luis Nassif Os debates entre Dilma Rousseff e A\u00e9cio Neves t\u00eam explicitado vulnerabilidades de dois projetos de governo: o\u00a0 modelo A\u00e9cio n\u00e3o tem o menor compromisso com o social; o modelo Dilma, pouca sensibilidade com o empresarial. 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