{"id":1971,"date":"2008-12-21T04:27:07","date_gmt":"2008-12-21T07:27:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=1971"},"modified":"2008-12-21T04:27:07","modified_gmt":"2008-12-21T07:27:07","slug":"papel-couche-contra-a-violencia-e-a-criminalidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/papel-couche-contra-a-violencia-e-a-criminalidade\/","title":{"rendered":"Papel couch\u00ea contra a viol\u00eancia e a criminalidade"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Ao combater num terreno \u00e1rido, um certo charme sempre causa um novo alento.<\/em><\/strong><br \/>\nEst\u00e1 nas ruas a obra mais vis\u00edvel lan\u00e7ada, at\u00e9 o momento, pelo Pronasci (Programa Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica com Cidadania), menina dos olhos do ministro da Justi\u00e7a Tarso Genro, a quem eu chamo, carinhosamente, de escorregadio devido a sua habilidade em se esgueirar das cr\u00edticas com um discurso desenvolvido num portugu\u00eas casti\u00e7o e, por isso, de complexas interpreta\u00e7\u00f5es. Trata-se, a obra, de uma publica\u00e7\u00e3o bil\u00edng\u00fce &#8211; portugu\u00eas e espanhol &#8211; em papel couch\u00ea de gramatura pesada, colorida e com 24 p\u00e1ginas.<br \/>\nO trabalho, que mergulha em toda a complexidade da viol\u00eancia e da criminalidade, foi produzido pela Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a em parceria com a \u00e1rea de Projetos Especiais da Revista Exame, da Editora Abril. Apresentado como novo paradigma para a seguran\u00e7a p\u00fablica do pa\u00eds, na dial\u00e9tica empolada, para n\u00e3o dizer enrolada, dos te\u00f3ricos do setor que habitam os gabinetes da pasta da Justi\u00e7a, o Pronasci mostra que tamb\u00e9m cumpre outra miss\u00e3o: a de alavancar os neg\u00f3cios de grandes editoras.<br \/>\n<strong> Pauteiro<\/strong><br \/>\nObservo que a leitura atenta desta coluna tem proporcionado pauta e excelentes mat\u00e9rias. A quest\u00e3o da corrida pela chefia de pol\u00edcia, por exemplo, come\u00e7a a ser tratada pelos coleguinhas da m\u00eddia local com maior profundidade quando repetem o que este humilde marqu\u00eas apontou h\u00e1 v\u00e1rias semanas. Fico envaidecido com a vigil\u00e2ncia competente n\u00e3o s\u00f3 dos arapongas encapuzados como dos jovens de peito aberto  no entorno da minha torre.<br \/>\n<strong> Caixa<\/strong><br \/>\nA Brigada Militar localizou, ontem, um caixa eletr\u00f4nico que havia sido furtado no munic\u00edpio de Farroupilha. O equipamento foi abandonado no interior de Carlos Barbosa. A Brigada chegou ao local ap\u00f3s liga\u00e7\u00f5es recebidas da comunidade.<br \/>\n<strong> Jogatina<\/strong><br \/>\nAgentes da DP de Cap\u00e3o da Canoa, sob o comando do delegado Roland Alexander Short, fecharam, pela terceira vez, neste ano, uma casa de jogos de azar em Cap\u00e3o da Canoa, localizada na avenida Paraguass\u00fa no pr\u00e9dio onde funcionou o Bingo 53. No momento da abordagem, o pr\u00e9dio estava sem clientes, apenas com alguns funcion\u00e1rios. N\u00e3o posso ter outra id\u00e9ia a respeito de opera\u00e7\u00f5es como esta a n\u00e3o ser a de que a pol\u00edcia tem outras coisas mais importantes para fazer. Rapidamente, estive em Cap\u00e3o, e notei a exist\u00eancia de locais destinados ao jogo carteado (em belos e respeit\u00e1veis hot\u00e9is tur\u00edsticos) cujos freq\u00fcentadores temem n\u00e3o s\u00f3 uma invas\u00e3o criminosa de bandidos como a de uma a\u00e7\u00e3o moralista da pol\u00edcia ou de uma for\u00e7a tarefa do Minist\u00e9rio P\u00fablico.<br \/>\n<strong> Confessor<\/strong><br \/>\nO caso do assassinato do m\u00e9dico Marco Antonio Becker, 60 anos, executado a tiros no \u00faltimo dia 4, est\u00e1 com as suas investiga\u00e7\u00f5es, tecnicamente, sob sigilo determinado pela Justi\u00e7a, No entanto, a m\u00eddia local revela que a pol\u00edcia procura um confidente da v\u00edtima que saberia de coisas que poderiam encaminhar a um fio de cabelo (trata-se de alegoria minha) que poderia indicar um ind\u00edcio de algu\u00e9m que teria motivos para matar ou mandar ma-tar Becker, ou, pelo menos, saberia algo sobre quem pretendia faz\u00ea-lo. N\u00e3o sei se Becker era cat\u00f3lico, mas se era, a pol\u00edcia esta em busca de seu con-fessor.<br \/>\n<strong> Perfumados<\/strong><br \/>\nO enxugamento na Brigada Militar, que poderia come\u00e7ar com um simples caneta\u00e7o do Piratini, parece-me invi\u00e1vel. Eu gostaria de saber, por exemplo, o que j\u00e1 realizou pela seguran\u00e7a p\u00fablica do RS um oficial da mil\u00edcia ga\u00facha que, h\u00e1 17 anos, est\u00e1 no TCE (Tribunal de Contas do Estado), onde chegou como tenente e, hoje, \u00e9 major e est\u00e1 com um soldo que causa inveja a pr\u00f3pria governadora Yeda Crusius. Vejam s\u00f3: h\u00e1 quem queira obrigar os maestros e m\u00fasicos das bandas da Brigada (\u00edcones de nosso processo cultural e educacional) a irem para as ruas ca\u00e7ar bandidos e, ao mesmo tempo, preservam, com cinismo, a posi\u00e7\u00e3o dos perfumados oficiais de gabinetes pol\u00edticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao combater num terreno \u00e1rido, um certo charme sempre causa um novo alento. 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