{"id":22656,"date":"2015-07-07T17:40:31","date_gmt":"2015-07-07T20:40:31","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=22656"},"modified":"2015-07-07T17:40:31","modified_gmt":"2015-07-07T20:40:31","slug":"porto-alegre-tem-o-segundo-ar-mais-poluido-do-pais-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/porto-alegre-tem-o-segundo-ar-mais-poluido-do-pais-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Porto Alegre \u00e9 a segunda capital com ar mais polu\u00eddo do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>Porto Alegre ocupa o segundo lugar no ranking de seis capitais do Pa\u00eds em polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica com uma m\u00e9dia de part\u00edculas poluentes pequenas de 22,10 microgramas por metro c\u00fabico. \u00c9 o que aponta um estudo que o Instituto Sa\u00fade e Sustentabilidade, institui\u00e7\u00e3o especializada em pesquisas de impacto ambiental e de sa\u00fade, acaba de concluir com apoio da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO).<br \/>\nCom base numa retrospectiva a partir de 2012, quando a mistura do biodiesel ao diesel era de 5% no pa\u00eds, o Rio de Janeiro lidera o ranking, com 24,80 microgramas p\/m\u00b3. Em seguida est\u00e1 Porto Alegre; S\u00e3o Paulo fica em terceiro, com 21,60; Belo Horizonte, 19,20; Curitiba, 18,60; e Recife, 10,25 microgramas p\/m\u00b3.<br \/>\nOs especialistas se debru\u00e7aram sobre a quantidade de material particulado (MP) inal\u00e1vel \u2013 a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica nas capitais estudadas \u2013, causada em grande parte pela emiss\u00e3o de gases na combust\u00e3o do diesel f\u00f3ssil. O crit\u00e9rio \u00e9 da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, das Na\u00e7\u00f5es Unidas, de 2,5 MP por metro c\u00fabico (m\u00b3).<br \/>\n<strong>Uso do Biodiesel reduz polui\u00e7\u00e3o, interna\u00e7\u00f5es e mortes<\/strong><br \/>\nO estudo tamb\u00e9m simulou cen\u00e1rios de evolu\u00e7\u00e3o gradual do biocombust\u00edvel na matriz veicular brasileira, chegando a 10% (B10) por litro de diesel em 2018, 15% (B15) em 2022, e finalmente 20% (B20), abaixo do que o Brasil j\u00e1 mistura de etanol na gasolina hoje, em 2025 e apontou que isso reduz gradualmente o n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es e mortes.<br \/>\nEste ano seriam contabilizadas na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre 1.863 interna\u00e7\u00f5es e 1.195 mortes se ainda se estivesse usando a mistura de 5% de biodiesel por litro de diesel f\u00f3ssil, a chamada B5. Mas como a mistura j\u00e1 est\u00e1 em 7% (B7), 34 deixar\u00e3o de ir para o hospital e 23 pessoas deixar\u00e3o de morrer por doen\u00e7as relacionadas \u00e0 polui\u00e7\u00e3o do ar, com uma economia de R$ 4 milh\u00f5es.<br \/>\nAt\u00e9 2025 estima-se uma redu\u00e7\u00e3o de 47 interna\u00e7\u00f5es com a adi\u00e7\u00e3o do B7; 104 com a de B10; 207 com o B15 e 308 com B20. No mesmo per\u00edodo, a economia seria de R$ 221 mil com o uso de B7 e R$ 1,5 milh\u00e3o com B20.<br \/>\nApesar dos dados preocupantes, o estudo mostra que, se a mistura do biodiesel ao diesel fosse aumentada para 20%, ter\u00edamos menos polui\u00e7\u00e3o, interna\u00e7\u00f5es e mortes, com uma economia de mais de R$ 2 bilh\u00f5es para os sistemas de sa\u00fade dessas capitais at\u00e9 2025. S\u00f3 em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, a ado\u00e7\u00e3o de 20% de biodiesel por litro de diesel mineral, hoje limitada por lei em 7%, pode evitar 13.031 mortes por doen\u00e7as respirat\u00f3rias, ou mesmo o c\u00e2ncer, no mesmo per\u00edodo.<br \/>\n\u201cEste estudo comprova os in\u00fameros benef\u00edcios do biodiesel na matriz energ\u00e9tica brasileira\u201d, afirma o presidente da APROBIO, Erasmo Carlos Battistella. Para ele, no ano da Confer\u00eancia do Clima da ONU, a COP 21 em Paris; quando at\u00e9 o Papa divulga uma enc\u00edclica sobre o meio ambiente, e cidades como Santiago do Chile decretam estado de calamidade p\u00fablica por causa da polui\u00e7\u00e3o do ar, \u201co Brasil n\u00e3o pode se furtar do emprego de um ativo importante para reduzir a mortalidade e realocar recursos nas pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica.\u201d finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre ocupa o segundo lugar no ranking de seis capitais do Pa\u00eds em polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica com uma m\u00e9dia de part\u00edculas poluentes pequenas de 22,10 microgramas por metro c\u00fabico. \u00c9 o que aponta um estudo que o Instituto Sa\u00fade e Sustentabilidade, institui\u00e7\u00e3o especializada em pesquisas de impacto ambiental e de sa\u00fade, acaba de concluir com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":21613,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26],"tags":[],"class_list":["post-22656","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":1280,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-menino-que-se-tornou-brizola\/","url_meta":{"origin":22656,"position":0},"title":"O Menino que se Tornou Brizola","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"28 de julho de 2008","format":false,"excerpt":"Autor: Cleber Dioni A vida de Leonel Brizola, com \u00eanfase para os primeiros anos em Porto Alegre, at\u00e9 o ex\u00edlio no Uruguai e a volta, quinze anos depois. \u00a0\"...\u00c9ramos todos jovens e nos identific\u00e1vamos com aquela massa an\u00f4nima a percorrer as ruas de Porto Alegre, gritando 'Get\u00falio', 'Get\u00falio' e empunhando\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Livros&quot;","block_context":{"text":"Livros","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/category\/livros\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2008\/07\/brizola.gif?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-5Tq","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22656"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22656\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}