{"id":22905,"date":"2015-07-23T13:22:06","date_gmt":"2015-07-23T16:22:06","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=22905"},"modified":"2015-07-23T13:22:06","modified_gmt":"2015-07-23T16:22:06","slug":"cai-area-plantada-com-florestas-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/cai-area-plantada-com-florestas-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Cai \u00e1rea plantada com florestas no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Carlos Matsubara<\/span><br \/>\nA \u00e1rea plantada com florestas para fins industriais apresentou uma leve queda nos \u00faltimos cinco anos no Estado. Conforme dados de 2014 divulgados no relat\u00f3rio &#8220;A Ind\u00fastria de Base Florestal no Rio Grande do Sul&#8221;, a \u00e1rea de plantio utiliza hoje 2% do territ\u00f3rio ga\u00facho.<br \/>\nO documento, dispon\u00edvel <a href=\"http:\/\/www.ageflor.com.br\/noticias\/biblioteca\/anuario-ageflor-2015-ano-base-2014-pdf\">aqui<\/a> , foi produzido pela Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Empresas Florestais (Ageflor), em parceria com empresas do setor.<br \/>\nEm 2009, segundo levantamento da mesma entidade, eram 738 mil hectares, ou 2,62% do territ\u00f3rio estadual ocupados por florestas plantadas. Uma pequena queda, portanto.<br \/>\nA redu\u00e7\u00e3o vai na contram\u00e3o do que vinha sendo observado at\u00e9 ent\u00e3o, j\u00e1 que em 2009 a \u00e1rea havia <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/dobra-a-area-com-florestas-plantadas\/\">dobrado<\/a> em rela\u00e7\u00e3o a 2002, quando os plantios de pinus, eucalipto e ac\u00e1cia ocupavam 360 mil hectares, equivalentes a 1,3% do territ\u00f3rio ga\u00facho.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Projetos n\u00e3o sa\u00edram do papel<\/span><br \/>\nEssa queda, no entanto, pode ser explicada em parte com a n\u00e3o confirma\u00e7\u00e3o de tr\u00eas grandes projetos na \u00e1rea de celulose no Rio Grande do Sul: Stora Enso, Votorantim Celulose e Aracruz Celulose. Os plantios, em sua quase totalidade, eram apoiados financeiramente por essas <a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/reportagens\/1053-oeco_11932\">empresas<\/a>, que tinham interesse em construir megaplantas de celulose por aqui.<br \/>\nA Aracruz, absorvida pela chilena CMPC Celulose Riograndense, cuja recente amplia\u00e7\u00e3o da unidade em Gua\u00edba vem sendo <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/celulose-riograndense-mp-vai-apurar-denuncias\/\">criticada por ONGs ambientalistas<\/a>, ainda poder\u00e1 ser investigada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico.<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u00c1rea ocupada \u00e9 insignificante perto de pecu\u00e1ria e agricultura<\/span><br \/>\nNo Rio Grande do Sul existem 596,7 mil hectares de florestas plantadas, o que equivale a 8% da \u00e1rea com plantios florestais no Brasil.<br \/>\nAs &#8220;fazendas&#8221; de eucalipto representam 52% (309 ha), enquanto o pinus e a ac\u00e1cia representam 31% e 17% da \u00e1rea plantada no Estado, respectivamente.<br \/>\nPara efeito de compara\u00e7\u00e3o, enquanto os plantios de florestas ocupam 2% da \u00e1rea total do RS, a pecu\u00e1ria e a agricultura, ocupam pela ordem, 33% e 25%. Ainda de acordo com o relat\u00f3rio da <a href=\"http:\/\/www.ageflor.com.br\/\">Ageflor<\/a>, a regi\u00e3o de Encruzilhada do Sul \u00e9 a que possui maior concentra\u00e7\u00e3o de florestas plantadas no Estado, com aproximadamente 49,3 mil hectares de pinus, eucalipto e ac\u00e1cia em propor\u00e7\u00f5es semelhantes.<br \/>\nO munic\u00edpio de S\u00e3o Francisco de Paula ocupa a 2\u00aa posi\u00e7\u00e3o, com 33,5 mil hectares predominantemente de pinus (90%), seguido por Piratini com cerca de 30,7 mil ha das tr\u00eas esp\u00e9cies.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Setor quer reconhecimento<\/span><br \/>\nO presidente da Ageflor, Jo\u00e3o Fernando Borges, ressalta que o setor florestal contribui com 4% do PIB ga\u00facho, gerando 7% dos empregos e 3% da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos, al\u00e9m de responder por 2% do valor das exporta\u00e7\u00f5es por meio de produtos origin\u00e1rios da madeira e derivados qu\u00edmicos.<br \/>\n&#8220;Nosso principal desafio \u00e9 criar condi\u00e7\u00f5es para a retomada dos investimentos da ind\u00fastria florestal. O Rio Grande do Sul tem excelentes condi\u00e7\u00f5es para o crescimento do setor, mas temos gargalos que reduziram nossa competitividade&#8221;, lamenta.<br \/>\nPara Borges, \u00e9 necess\u00e1rio restabelecer a atratividade do setor com vis\u00e3o de longo prazo, equilibrando desenvolvimento e conserva\u00e7\u00e3o dos recurso naturais. &#8220;Neste sentido, achamos fundamental disponibilizar os dados do relat\u00f3rio para sermos reconhecidos como m setor sustent\u00e1vel e relevante para economia gaucha&#8221;, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Matsubara A \u00e1rea plantada com florestas para fins industriais apresentou uma leve queda nos \u00faltimos cinco anos no Estado. Conforme dados de 2014 divulgados no relat\u00f3rio &#8220;A Ind\u00fastria de Base Florestal no Rio Grande do Sul&#8221;, a \u00e1rea de plantio utiliza hoje 2% do territ\u00f3rio ga\u00facho. 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