{"id":23099,"date":"2015-08-03T06:00:21","date_gmt":"2015-08-03T09:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=23099"},"modified":"2015-08-03T06:00:21","modified_gmt":"2015-08-03T09:00:21","slug":"cavalos-do-desfile-farroupilha-devem-usar-tornozeleiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/cavalos-do-desfile-farroupilha-devem-usar-tornozeleiras\/","title":{"rendered":"Cavalos do desfile Farroupilha devem usar tornozeleiras"},"content":{"rendered":"<p>Cleber Dioni Tentardini<br \/>\nPara evitar a dissemina\u00e7\u00e3o de uma bact\u00e9ria que atinge os cavalos, a Secretaria da Agricultura sugeriu a ado\u00e7\u00e3o de uma tornozeleira com lacre para identificar os animais que fizeram o teste e est\u00e3o isentos da doen\u00e7a.<br \/>\nH\u00e1 menos de dois meses foi registrado o primeiro caso de \u201cmormo\u201d no Rio Grande do Sul. Um cavalo apresentou sintomas da doen\u00e7a no munic\u00edpio de Rolante.<br \/>\nDesde ent\u00e3o, fiscais da Secretaria da Agricultura t\u00eam realizado reuni\u00f5es frequentes com criadores e promotores de eventos para alertar sobre os riscos da dissemina\u00e7\u00e3o dessa doen\u00e7a infectocontagiosa.<br \/>\nA bact\u00e9ria <em>Burkholderia mallei<\/em> conhecida como mormo, acomete normalmente os equinos, que t\u00eam de ser sacrificados. \u00c9 uma zoonose transmitida por secre\u00e7\u00e3o nasal, saliva, urina e fezes. Atinge a corrente sangu\u00ednea e dissemina para outros \u00f3rg\u00e3os.\u00a0Pode ser contra\u00edda por outros animais como c\u00e3es, gatos, alguns ruminantes e at\u00e9 pelo ser humano, podendo levar \u00e0 morte. Tratadores, veterin\u00e1rios e trabalhadores de laborat\u00f3rios est\u00e3o mais sujeitos \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe um tratamento eficaz. Um animal tratado pode tornar-se portador assintom\u00e1tico, e continuar disseminando a doen\u00e7a sem apresentar sinais cl\u00ednicos. Por isso, \u00e9 recomendado sacrificar e cremar o animal.<br \/>\nA Secretaria est\u00e1 preocupada com a proximidade de eventos como Expointer, neste m\u00eas, e Semana Farroupilha, em setembro, onde h\u00e1 uma aglomera\u00e7\u00e3o muito grande de animais por todos os munic\u00edpios ga\u00fachos.<br \/>\nO \u00f3rg\u00e3o estadual mudou a regra para transporte de cavalos. Agora,<br \/>\n\u00e9 exigido o teste de mormo na GTA &#8211; Guia de Tr\u00e2nsito Animal &#8211; para toda e qualquer finalidade de deslocamento dentro do Estado. Antes, era necess\u00e1rio que constasse o exame na guia apenas para tr\u00e2nsito interestadual.<br \/>\nA guia \u00e9 importante porque cont\u00e9m o exame de sangue, que detecta as doen\u00e7as. Em caso de identifica\u00e7\u00e3o do mormo, por exemplo, \u00e9 poss\u00edvel rastrear a movimenta\u00e7\u00e3o de todos os equinos envolvidos e assim controlar a dissemina\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria.<br \/>\nA m\u00e9dica veterin\u00e1ria Rita Domingues, fiscal da Secretaria da Agricultura, diz que n\u00e3o foram confirmados novos focos de mormo, mas que h\u00e1 casos de animais que reagiram positivos ao teste de triagem, sendo necess\u00e1rio o laudo confirmat\u00f3rio. Seria uma contraprova para afirmar se os outros animais daquela propriedade s\u00e3o portadores da doen\u00e7a.<br \/>\n<figure id=\"attachment_23103\" aria-describedby=\"caption-attachment-23103\" style=\"width: 327px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Imagem2.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-23103\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Imagem2-300x225.jpg\" alt=\"Cavalos acometidos pela doen\u00e7a\" width=\"327\" height=\"245\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23103\" class=\"wp-caption-text\">Cavalos acometidos pela doen\u00e7a \/ Fotos Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<figure id=\"attachment_23102\" aria-describedby=\"caption-attachment-23102\" style=\"width: 326px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Imagem1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-23102\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/Imagem1-191x300.jpg\" alt=\"Sem tratamento, t\u00eam de ser sacrificados\" width=\"326\" height=\"512\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23102\" class=\"wp-caption-text\">Sem tratamento, t\u00eam de ser sacrificados<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA veterin\u00e1ria explica que a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 feita no momento da emiss\u00e3o da GTA na Inspetoria Veterin\u00e1ria, quando o propriet\u00e1rio do animal dever\u00e1 apresentar os exames obrigat\u00f3rios para receber a guia, ou ainda em barreiras de tr\u00e2nsito ou entrada de eventos, como \u00e9 feita na Expointer.<br \/>\n\u201cUm exemplo que tem sido realizado com sucesso \u00e9 o modelo utilizado pelos promotores da Cavalgada do Mar, onde os equinos inscritos e devidamente fiscalizados recebem uma pulseira-lacre, que facilita a visualiza\u00e7\u00e3o dos fiscais e dos demais participantes. Os que ingressam na cavalgada durante o percurso, estando sem a pulseira, s\u00e3o identificados, fiscalizados, e ent\u00e3o recebem sua pulseira estando autorizados a seguir com a cavalgada\u201d, destaca Rita.<br \/>\nEla acredita que esse modelo de fiscaliza\u00e7\u00e3o dos participantes da Cavalgada do Mar dever\u00e1 ser copiado em eventos da Semana Farroupilha, como os desfiles e durante as provas campeiras.<br \/>\n\u201cA diferen\u00e7a \u00e9 que a Expointer \u00e9 realizada em um recinto fechado onde somente ingressam animais que apresentem os requisitos obrigat\u00f3rios documentais, sendo que todos os animais s\u00e3o inspecionados na entrada. Diferente de um evento aberto, onde os participantes podem ingressar a qualquer momento durante o percurso. Por esta raz\u00e3o, a Seapa est\u00e1 em contato com os organizadores dos eventos relacionados \u00e0 Semana Farroupilha, para elaborar em conjunto uma estrat\u00e9gia de fiscaliza\u00e7\u00e3o que seja efetiva e poss\u00edvel de ser realizada, frente ao grande n\u00famero de participantes que estes eventos agregam\u201d, afirma.<br \/>\nRita refor\u00e7a a ideia de que a fiscaliza\u00e7\u00e3o de eventos \u201cn\u00e3o tem o intuito de impedir ou dificultar a realiza\u00e7\u00e3o dos mesmos, mas sim, o de oferecer seguran\u00e7a a todos os participantes e aos seus animais\u201d, completa a veterin\u00e1ria.<br \/>\nPara o veterin\u00e1rio Andr\u00e9 Dalto, professor da Uniritter, o maior perigo est\u00e1 nos pequenos deslocamentos dos animais, que dificilmente passar\u00e3o por inspe\u00e7\u00f5es. Ele acha tamb\u00e9m que o pre\u00e7o do exame pode ser um empecilho para um controle rigoroso. Custa em m\u00e9dia R$ 200 por animal.<br \/>\n&#8220;Os eventos grandes podem ser fiscalizados com mais facilidade, em acordo com os organizadores, porque obviamente todos t\u00eam interesse em manter afastada esse doen\u00e7a; agora, um rodeio em que as pessoas v\u00e3o a cavalo \u00e9 mais dif\u00edcil&#8221;, diz Dalto.<br \/>\nPara complicar, o Rio Grande do Sul n\u00e3o possui laborat\u00f3rio credenciado para realizar exame que detecta o mormo. O veterin\u00e1rio cadastrado na Inspetoria vai at\u00e9 o local, coleta o sangue e envia para um laborat\u00f3rio de Porto Alegre que, por sua vez, envia para um fora do Estado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleber Dioni Tentardini Para evitar a dissemina\u00e7\u00e3o de uma bact\u00e9ria que atinge os cavalos, a Secretaria da Agricultura sugeriu a ado\u00e7\u00e3o de uma tornozeleira com lacre para identificar os animais que fizeram o teste e est\u00e3o isentos da doen\u00e7a. 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