{"id":23186,"date":"2015-08-05T17:38:48","date_gmt":"2015-08-05T20:38:48","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=23186"},"modified":"2015-08-05T17:38:48","modified_gmt":"2015-08-05T20:38:48","slug":"senegaleses-descobrem-o-bom-fim","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/senegaleses-descobrem-o-bom-fim\/","title":{"rendered":"Senegaleses descobrem o Bom Fim"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, tem sido comum a migra\u00e7\u00e3o de Senegaleses para o Brasil, em busca de oportunidades de trabalho. No estado, Caxias do Sul \u00e9 a cidade que mais recebe imigrantes do pa\u00eds africano, que s\u00e3o absorvidos como m\u00e3o de obra principalmente pela ind\u00fastria. Cheikh Fall era um destes, at\u00e9 perder o emprego e migrar para Porto Alegre. O homem de 30 anos viveu na serra durante um ano e dois meses, desde que chegou do Senegal, passando por Espanha e Equador. Em Caxias, trabalhava na empresa de alimentos Seara.<br \/>\nEm Porto Alegre h\u00e1 cerca de um m\u00eas, Cheikh trabalha como faxineiro em um restaurante \u00e0 noite e de dia vende meias, luvas e gorros na esquina da Ramiro Barcelos com a Osvaldo Aranha. Ele conta que deixou a terra natal pela falta de oportunidades de emprego. Saiu do Senegal com mais dois amigos que tamb\u00e9m est\u00e3o em Porto Alegre. Embora tenha pouca esperan\u00e7a de voltar a viver em seu pa\u00eds, Cheikh preferia ter ficado. \u201cSenegal n\u00e3o tem muito problema, n\u00e3o tem guerra\u2026 S\u00f3 que tamb\u00e9m n\u00e3o tem trabalho\u201d, explica.<br \/>\nAssim que conseguir juntar dinheiro, pretende visitar a fam\u00edlia e passar alguns meses no pa\u00eds. Depois, voltar ao Brasil para trabalhar. Cheikh fica constrangido em dar entrevista, pois ainda n\u00e3o fala muito bem o portugu\u00eas, mas se vira com a comunica\u00e7\u00e3o para as vendas. Ele \u00e9 falante de wolof, umas das l\u00ednguas locais do Senegal.<br \/>\nNa esquina da Osvaldo com a Felipe Camar\u00e3o, outro imigrante senegal\u00eas vende rel\u00f3gios, bijuterias e fones de ouvido. Mamouth Baye tem 26 anos e est\u00e1 na cidade h\u00e1 um ano. Saiu do Senegal sozinho, passou pela Espanha, S\u00e3o Paulo e chegou a Porto Alegre. A maior parte da fam\u00edlia ficou no pa\u00eds, mas ele conta que tem um irm\u00e3o vivendo no Canad\u00e1 e outro na It\u00e1lia. O motivo da migra\u00e7\u00e3o \u00e9 quase sempre o mesmo: no Senegal n\u00e3o tem trabalho. Mamouth achava que no Brasil a coisa seria um pouco mais f\u00e1cil, mas reconhece: \u201cem todo lugar tem crise.\u201d<br \/>\n<figure id=\"attachment_23188\" aria-describedby=\"caption-attachment-23188\" style=\"width: 287px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/DSCN1629.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-23188\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/DSCN1629-225x300.jpg\" alt=\"Baye vende rel\u00f3gios, pulseiras e outros produtos \" width=\"287\" height=\"382\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23188\" class=\"wp-caption-text\">Baye vende rel\u00f3gios, pulseiras e outros produtos<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAt\u00e9 o m\u00eas passado, trabalhava em uma empresa de eletr\u00f4nica em Glorinha. Baye vive com outro senegal\u00eas, na avenida Farrapos. Ele diz que n\u00e3o tem nenhum amigo em Porto Alegre, apenas em Glorinha. Ao contr\u00e1rio de Cheikh, Mamouth fala portugu\u00eas fluentemente. \u201cQuem fala franc\u00eas tem mais facilidade de aprender o portugu\u00eas\u201d, explica. <strong>(Matheus Chaparini)<\/strong><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, tem sido comum a migra\u00e7\u00e3o de Senegaleses para o Brasil, em busca de oportunidades de trabalho. No estado, Caxias do Sul \u00e9 a cidade que mais recebe imigrantes do pa\u00eds africano, que s\u00e3o absorvidos como m\u00e3o de obra principalmente pela ind\u00fastria. 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