{"id":23502,"date":"2015-08-12T18:20:20","date_gmt":"2015-08-12T21:20:20","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=23502"},"modified":"2015-08-12T18:20:20","modified_gmt":"2015-08-12T21:20:20","slug":"dopinha-recebe-placa-como-antigo-centro-de-tortura-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/dopinha-recebe-placa-como-antigo-centro-de-tortura-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Dopinha recebe placa como antigo centro de tortura de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p>Foi descerrada a placa que identifica a antiga sede do Dopinha como aparelho repressivo da ditadura militar. A cerim\u00f4nia ocorreu na tarde desta quarta-feira, coordenada pelo presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, Jair Krischke. O\u00a0secret\u00e1rio municipal de Direitos Humanos, Luciano Marcantonio, o suplente de senador Cristopher Goulart, neto do ex-presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Goulart, e alguns ex-militares, prestigiaram o ato.<br \/>\nNa casa de n\u00famero 600 da rua Santo Antonio funcionou o primeiro centro clandestino de tortura do cone sul. A iniciativa \u00e9 parte do projeto Marcas da Mem\u00f3ria, parceria entre o MJDH e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e marca o Dia Nacional dos Direitos Humanos.<br \/>\n<figure id=\"attachment_23504\" aria-describedby=\"caption-attachment-23504\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/DSCN1766.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-23504 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/DSCN1766.jpg\" alt=\"Placa identifica local de tortura \" width=\"700\" height=\"525\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23504\" class=\"wp-caption-text\">Placa identifica local de tortura<\/figcaption><\/figure><br \/>\nO objetivo \u00e9 resgatar a mem\u00f3ria dos locais que serviram como aparelhos da repress\u00e3o. Jair Krischke explica que a ideia \u00e9 inspirada em um projeto semelhante, aplicado em Buenos Aires. \u201cTu andas por Buenos Aires ou Montevid\u00e9u e est\u00e1 tudo assinalado. Ent\u00e3o n\u00f3s come\u00e7amos aqui tamb\u00e9m, para que as novas gera\u00e7\u00f5es saibam o que aconteceu neste local e para que nunca mais aconte\u00e7a.\u201d<br \/>\nO Dopinha funcionou de 1964 at\u00e9 setembro de 1966. Krischke explica que o centro era tocado por militares, policiais civis e alguns jovens civis, que trabalhavam infiltrados na Universidade. A exist\u00eancia do centro veio \u00e0 tona, com o epis\u00f3dio que ficou conhecido como Caso das M\u00e3os Amarradas. O sargento Manoel Raymundo Soares, l\u00edder contestador do golpe, foi assassinato e seu corpo foi encontrado no rio Jacu\u00ed, com as m\u00e3os atadas em agosto de 1966.<br \/>\nEste \u00e9 o quarto local identificado pelo projeto. O antigo Quartel da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito, na Duque de Caxias, o col\u00e9gio Paulo Gama, no Partenon, e a sede do Dops, no Pal\u00e1cio da Pol\u00edcia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi descerrada a placa que identifica a antiga sede do Dopinha como aparelho repressivo da ditadura militar. A cerim\u00f4nia ocorreu na tarde desta quarta-feira, coordenada pelo presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, Jair Krischke. 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