{"id":23534,"date":"2015-08-13T11:52:55","date_gmt":"2015-08-13T14:52:55","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=23534"},"modified":"2015-08-13T11:52:55","modified_gmt":"2015-08-13T14:52:55","slug":"inovacao-ate-no-discurso-de-abertura-do-5o-forum-brasil-coreia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/inovacao-ate-no-discurso-de-abertura-do-5o-forum-brasil-coreia\/","title":{"rendered":"5\u00ba F\u00f3rum Brasil Coreia discute a tecnologia\u00a0da informa\u00e7\u00e3o aplicada na sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Sergio Lagranha<\/span><br \/>\nA cerim\u00f4nia de abertura do 5\u00ba F\u00f3rum Brasil Coreia, na noite de quarta-feira (12\/8) na Unisinos, teve inova\u00e7\u00e3o \u2013 seu mote principal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia \u2013 at\u00e9 no discurso. Pela primeira vez, segundo disse, o embaixador da Coreia dota Sul no Brasil, Jeong-gwan Lee, pronunciou-se em portugu\u00eas. E o fez t\u00e3o bem, ao ler suas palavras, que ao final arrancou sonoros e demorados aplausos da plateia que lotou o Anfiteatro Padre Werner, no campus da Unisinos, em S\u00e3o Leopoldo.<br \/>\nNo pa\u00eds h\u00e1 cerca de tr\u00eas meses, Lee disse que h\u00e1 in\u00fameras \u00e1reas a serem exploradas por Brasil e Coreia, cujas capacidades s\u00e3o distintas e complementares. O reitor da Unisinos, padre Marcelo Fernandes de Aquino, que falou a seguir, brincou: \u201cO embaixador fala muito melhor portugu\u00eas do que n\u00f3s falamos coreano\u201d. O reitor defendeu a reafirma\u00e7\u00e3o de valores republicanos e democr\u00e1ticos pelo Brasil como a \u201cgrande oportunidade do momento\u201d. Pregou o compromisso com a transpar\u00eancia, repulsa \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e a inclus\u00e3o das pessoas \u00e0 vida digna.<br \/>\nO presidente da Korea Foundation for Advanced Studies (KFAS), Inkook Park, ressaltou a import\u00e2ncia do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico na supera\u00e7\u00e3o de problemas enfrentados pelas na\u00e7\u00f5es. Conforme ele, o Brasil conseguir\u00e1 desenvolver-se cada vez mais de forma sustent\u00e1vel e ter\u00e1 crescente influ\u00eancia global.<br \/>\nO coordenador do 5\u00ba F\u00f3rum Brasil Coreia, professor doutor Rodrigo da Rosa Righi, destacou a presen\u00e7a de visitantes estrangeiros, al\u00e9m dos coreanos. Entre eles, representantes dos Estados Unidos, \u00cdndia e Alemanha e dos estados de Santa Catarina, Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e Roraima.<br \/>\nEste ano, o foco do F\u00f3rum ser\u00e1 na cadeia de semicondutores (chips) e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o\u00a0aplicadas\u00a0\u00e0\u00a0sa\u00fade. O campo da sa\u00fade \u00e9 vasto e s\u00f3 no Rio Grande do Sul h\u00e1 uma demanda de insumos e equipamentos m\u00e9dicos, num montante aproximado de R$ 4 bilh\u00f5es anuais, informa o\u00a0CEO do Parque Tecnol\u00f3gico S\u00e3o Leopoldo\u00a0(Tecnosinos), Luiz Maldaner. \u201cMais de 80% dessa demanda \u00e9 satisfeita com produtos importados de outros estados brasileiros e do exterior. Assim, h\u00e1 um vasto campo para pesquisa e desenvolvimento nessa \u00e1rea que pode ser perfeitamente desenvolvida aqui na regi\u00e3o. Essa \u00e9 uma \u00e1rea nova que pode desempenhar um importante papel no sentido de tornar-se um novo polo de desenvolvimento para o Estado.\u201d O Tecnosinos est\u00e1 junto ao Campus, em S\u00e3o Leopoldo, e sua\u00a0governan\u00e7a se estabelece entre a Unisinos, empresas e iniciativa p\u00fablica.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Pain\u00e9is abordam Medical Valley e Internet do futuro<\/span><br \/>\nDurante o Painel 1 da primeira noite do F\u00f3rum Brasil Coreia, sobre Tecnologias Avan\u00e7adas para a Sa\u00fade, o representante do Central Institute of Healthcare Engineering (ZiMT), Tobias Zobel, discorreu a respeito do Medical Valley, de Erlangen (Alemanha).\u00a0\u00a0Trata-se de um cluster de tecnologia para a sa\u00fade, que envolve dezenas de hospitais e cerca de 500 companhias em um raio de 15 quil\u00f4metros, empregando 45 mil profissionais.<br \/>\nZobel disse ver condi\u00e7\u00f5es reais de criar um cluster semelhante no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul, a partir da parceria com a Unisinos. O processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o do Medical Valley tamb\u00e9m contempla Estados Unidos (Boston) e China. Entre os benef\u00edcios da iniciativa de avan\u00e7o tecnol\u00f3gico est\u00e3o a eleva\u00e7\u00e3o da qualidade dos tratamentos m\u00e9dicos e a redu\u00e7\u00e3o de custos.<br \/>\nA m\u00e9dica ga\u00facha radicada em S\u00e3o Paulo Walesca Santos apresentou a Feira Hospitalar, que lidera h\u00e1 23 edi\u00e7\u00f5es e s\u00f3 est\u00e1 atr\u00e1s da Medica, de D\u00fcsseldorf, na Alemanha, em neg\u00f3cios com produtos, equipamentos, servi\u00e7os, tecnologia para hospitais, laborat\u00f3rios, farm\u00e1cias etc. Na edi\u00e7\u00e3o deste ano abrigou 1.250 expositores, 33 pa\u00edses e 96 mil visitantes.<br \/>\nO professor convidado do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Coletiva da Unisinos e presidente da Comiss\u00e3o Cient\u00edfica do CISS\/Hospitalar, Fabio Leite Gastal, observou que o Brasil vem fazendo a transi\u00e7\u00e3o da economia industrial para a economia do conhecimento e que o Rio Grande do Sul, por ter alguns dos melhores hospitais do pa\u00eds, coloca-se em posi\u00e7\u00e3o privilegiada quando a sa\u00fade \u00e9 vista como estrat\u00e9gia econ\u00f4mica.<br \/>\nNo Painel 2, sobre a Internet do Futuro e o Impacto nos Hospitais, Dhananjay Singh, da Hankuk University, disse que h\u00e1 pesquisadores trabalhando para uma nova arquitetura da rede em diferentes continentes. Prev\u00ea-se que em 2020 haver\u00e1 75 bilh\u00f5es de dispositivos conectados.<br \/>\nAntonio Alberti, da Inatel, observou que uma corrente de pesquisadores quer avan\u00e7ar em cima do que se tem hoje e outra \u00e9 mais afeita ao conceito de\u00a0clean slate, come\u00e7ar de novo, com uma nova abordagem, ao qual se filia o projeto NovaGenesis, da Inatel.<br \/>\nNesta quinta-feira, 13, continuam durante a tarde e \u00e0 noite as palestras e pain\u00e9is do 5\u00ba F\u00f3rum Brasil Coreia, no Anfiteatro Padre Werner.\u00a0O F\u00f3rum \u00e9 um evento institucional da Escola Polit\u00e9cnica Unisinos.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Integra\u00e7\u00e3o global da Internet das coisas<\/span><br \/>\nEntre os palestrantes do 5\u00ba F\u00f3rum Brasil Coreia nomes como do professor Daeyoung Kim, do renomado Instituto Avan\u00e7ado de Ci\u00eancia e Tecnologia (Kaist), a porta de entrada para tecnologia e inova\u00e7\u00e3o na Coreia do Sul nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. Em sua palestra que aconteceu ontem no Anfiteatro Padre Werner, no campus da Unisinos, Kim explicou que todos os padr\u00f5es da Internet das Coisas &#8211;\u00a0 revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que tem como objetivo conectar os itens usados do dia a dia \u00e0 rede mundial de computadores &#8211; v\u00e3o coexistir ao mesmo tempo.<br \/>\nKim faz parte do bra\u00e7o coreano das Auto-ID Labs, as principais rede global de pesquisa de laborat\u00f3rios acad\u00eamicos no campo da Internet das Coisas. Os laborat\u00f3rios compreendem sete universidades de pesquisa mais renomados do mundo localizadas em quatro continentes diferentes. A ideia \u00e9 criar um EPC global como um grande padr\u00e3o que vai integrar a Internet das Coisas e oferecer atrav\u00e9s de uma interface comum.\u00a0 Desenvolver como ser\u00e1 a Internet das Coisas em termos de padroniza\u00e7\u00e3o de modo a expandi-la.<br \/>\n\u00c9 uma iniciativa do GS1, uma organiza\u00e7\u00e3o neutra, sem fins lucrativos, que facilita a colabora\u00e7\u00e3o entre parceiros de neg\u00f3cio, organiza\u00e7\u00f5es e prestadores de servi\u00e7os tecnol\u00f3gicos, de forma a resolver desafios de neg\u00f3cio que alavanquem normas e garantam a visibilidade ao longo de toda a cadeia de valor. Existem bra\u00e7os da GS1 em mais de 70 pa\u00edses, inclusive no Brasil.<br \/>\nUm exemplo de a\u00e7\u00e3o do GS1 \u00e9 o c\u00f3digo de barra utilizado no varejo. Em determinado momento todo o processo foi padronizado pelo GS1. A sede do GS1 fica em Bruxelas e periodicamente os membros re\u00fanem-se para melhorar e padronizar o que j\u00e1 existe.<br \/>\nAtualmente, o grupo de Kim trabalha na implementa\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo livre chamada Oliot (Open linguage for Internet of things).\u00a0\u00a0 O GS1 tem um padr\u00e3o global e o Auto-ID Lab est\u00e1 implementando e oferecendo uma biblioteca para ser baixada de uma forma livre por todos prestadores ao redor do mundo. Se um grupo resolve desenvolver um aplicativo para se comunicar com a Internet das Coisas poder\u00e1 baixar essa biblioteca, o Oliot, que \u00e9 livre, de c\u00f3digo aberto. Kim est\u00e1 implementando na Coreia do Sul\u00a0 o EPC global atrav\u00e9s do Auto-ID Lab. Dentro do projeto do Oliot ele trabalha para a implementa\u00e7\u00e3o do GS1, como disponibilizar isso numa biblioteca. Integram o projeto Oliot tamb\u00e9m empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">F\u00f3rum aproxima academia e ind\u00fastria<\/span><br \/>\nO objetivo do F\u00f3rum Brasil Coreia de aproximar a academia da ind\u00fastria tem tudo a ver com o Instituto Tecnol\u00f3gico de Semicondutores\u00a0(itt Chip),\u00a0criado em julho de 2012 pela Unisinos, mas ainda em fase de implanta\u00e7\u00e3o com a constru\u00e7\u00e3o\u00a0de um pr\u00e9dio\u00a0de dois pavimentos composto por \u00e1rea de apoio, administra\u00e7\u00e3o, \u00e1rea de pesquisa (Sala Limpa) e laborat\u00f3rios.<br \/>\nO\u00a0professor do mestrado em Engenharia El\u00e9trica da\u00a0Unisinos, Willyan Hasenkamp, afirma que n\u00e3o tem como construir o elo entre a comunidade acad\u00eamica e ind\u00fastria sem mostrar o que existe no mundo nessa \u00e1rea. \u201cIsso o F\u00f3rum proporciona e motiva as empresas interessadas.\u201d<br \/>\nEle cita como exemplo a palestra do\u00a0professor da Escola de Engenharia El\u00e9trica e da Computa\u00e7\u00e3o, do\u00a0Georgia Institute of\u00a0 Technology, Muhannad Bakir. A Universidade da Georgia \u00e9\u00a0uma das mais importantes institui\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos e 0\u00a0Instituto de Tecnologias,\u00a0refer\u00eancia mundial na \u00e1rea de encapsulamento e teste de semicondutores, foco da atua\u00e7\u00e3o da Unisinos nesse setor. \u201cPor isso, o F\u00f3rum Brasil Coreia provoca um c\u00edrculo virtuoso\u201d, ressalta\u00a0Hasenkamp.<br \/>\nO objetivo do Instituto \u00e9 criar um centro de refer\u00eancia em encapsulamento e teste de semicondutores, com forma\u00e7\u00e3o de recursos humanos altamente qualificados e suporte tecnol\u00f3gico empresarial, por meio da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. O itt Chip tem sinergia e complementaridade ao Centro Nacional de Tecnologia Eletr\u00f4nica Avan\u00e7ada do RS (Ceitec), criando uma cadeia estruturada da ind\u00fastria de semicondutores no Rio Grande do Sul.<br \/>\nSegundo Hasenkanp, o leigo n\u00e3o tem ideia do que se pode fazer com o encapsulamento de semicondutores. \u201cHoje as pessoas carregam junto ao corpo cerca de 12 chips em celulares, notebooks e tablets. Al\u00e9m disso, eles est\u00e3o presentes tamb\u00e9m nos novos produtos que possuem dispositivos eletr\u00f4nicos como cafeteiras e l\u00e2mpadas LED. Com a Internet das coisas a transmiss\u00e3o de dados deixar\u00e1 tudo conectado. E o Brasil n\u00e3o pode ficar fora desse novo mundo.\u201d<br \/>\nQuando o itt Chip funcionar plenamente, a Unisinos estar\u00e1 apta para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, desenvolvimento de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o para toda a cadeia eletr\u00f4nica do Estado e do Pa\u00eds, aproximando ainda mais empresas da academia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sergio Lagranha A cerim\u00f4nia de abertura do 5\u00ba F\u00f3rum Brasil Coreia, na noite de quarta-feira (12\/8) na Unisinos, teve inova\u00e7\u00e3o \u2013 seu mote principal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia \u2013 at\u00e9 no discurso. Pela primeira vez, segundo disse, o embaixador da Coreia dota Sul no Brasil, Jeong-gwan Lee, pronunciou-se em portugu\u00eas. 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