{"id":24148,"date":"2015-09-06T11:15:23","date_gmt":"2015-09-06T14:15:23","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=24148"},"modified":"2015-09-06T11:15:23","modified_gmt":"2015-09-06T14:15:23","slug":"o-que-osorio-teria-a-aprender-na-galicia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-que-osorio-teria-a-aprender-na-galicia\/","title":{"rendered":"O que Os\u00f3rio teria a aprender na Gal\u00edcia"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intermenos assina\">Geraldo Hasse\u00a0<\/span><br \/>\nO Brasil precisa dos ventos da renova\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o da coisa p\u00fablica<br \/>\nSendo o trabalho a chave-mestra da luta pela sobreviv\u00eancia e o dinheiro a pedra-de-toque da economia, temos que os dois &#8212; o trampo e a grana &#8212; precisam andar juntos para construir resultados positivos para a sociedade em geral. Em caso de descompasso, sobrev\u00e9m a crise econ\u00f4mica, que gera a crise pol\u00edtica, como estamos vendo no Brasil neste momento.<br \/>\nMuitas pessoas resmungam dizendo que a culpa \u00e9 do governo e, particularmente, da presidenta; empres\u00e1rios, economistas e jornalistas tentam convencer a opini\u00e3o p\u00fablica de que \u00e9 preciso colocar a gest\u00e3o das coisas nas m\u00e3os da iniciativa privada, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma garantia de que a sa\u00edda seja pela via do capital, pois quem toca as coisas s\u00e3o os trabalhadores.<br \/>\nAinda que o aparelho estatal seja ineficiente por decorr\u00eancia da acomoda\u00e7\u00e3o do funcionalismo, a iniciativa privada n\u00e3o tem o monop\u00f3lio da efici\u00eancia. Por isso \u00e9 preciso equacionar o problema da dispensabilidade dos operadores econ\u00f4micos. Mesmo que a empresa privada tenha o poder de dispensar seus empregados e o Estado n\u00e3o possa demitir seus funcion\u00e1rios, as coisas n\u00e3o se resumem ao dilema \u2013 demitir ou n\u00e3o.<br \/>\nO que fazer, agora que a revolu\u00e7\u00e3o social petista entrou em colapso ap\u00f3s 13 anos de id\u00edlio entre o trabalho e o capital?<br \/>\nPor enquanto, as medidas tomadas e as propostas apresentadas apontam para perdas na base da pir\u00e2mide social, enquanto o topo mant\u00e9m privil\u00e9gios preservados pelo patrimonialismo, o empreguismo, o nepotismo e outros ismos inerentes \u00e0 hist\u00f3ria organizacional do pa\u00eds.<br \/>\nTalvez seja o momento de lembrar Chantada, a cidade galega visitada em julho de 2006 por um grupo de administradores p\u00fablicos e privados de Os\u00f3rio convidados a conhecer as usinas e\u00f3licas locais montadas 20 anos antes nessa regi\u00e3o a 400 quil\u00f4metros de Madrid.<br \/>\nVivendo da agricultura e explorando intensamente o vento como fonte de energia el\u00e9trica, as duas cidades apresentavam um contraste brutal quanto ao sistema de administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica: conservador no Brasil e liberal na Espanha, o funcionalismo municipal era formado por 700 pessoas em Os\u00f3rio (30 mil habitantes) e apenas sete em Chantada (9 mil habitantes), cujos servi\u00e7os essenciais eram tocados, todos, por contratos e empreitadas renovados periodicamente.<br \/>\nMoral da hist\u00f3ria: se o objetivo da gest\u00e3o p\u00fablica \u00e9 beneficiar a maioria da popula\u00e7\u00e3o, por que insistir num sistema operacional pernicioso?<br \/>\n<span class=\"intermenos\">LEMBRETE DE OCASI\u00c3O<\/span><br \/>\n\u201cEssa proposta de aumento (salarial) do Judici\u00e1rio \u00e9 um descalabro total na atual conjuntura\u201d. \u00a0\u00a0(Luiz Gonzaga Beluzzo, economista da Unicamp em entrevista ao Estad\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse\u00a0 O Brasil precisa dos ventos da renova\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o da coisa p\u00fablica Sendo o trabalho a chave-mestra da luta pela sobreviv\u00eancia e o dinheiro a pedra-de-toque da economia, temos que os dois &#8212; o trampo e a grana &#8212; precisam andar juntos para construir resultados positivos para a sociedade em geral. 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