{"id":24361,"date":"2015-09-11T20:40:36","date_gmt":"2015-09-11T23:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=24361"},"modified":"2015-09-11T20:40:36","modified_gmt":"2015-09-11T23:40:36","slug":"divididos-professores-estaduais-decidem-encerrar-greve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/divididos-professores-estaduais-decidem-encerrar-greve\/","title":{"rendered":"Divididos, professores estaduais decidem encerrar greve"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intermenos\">Felipe Uhr<\/span><br \/>\nPouco depois das quatro horas da tarde desta sexta-feira, assim que a presidente do Cpers, Helenir Schurer, anunciou o fim da greve do magist\u00e9rio p\u00fablico estadual, alguns\u00a0professores localizados pr\u00f3ximos ao palco iniciaram uma\u00a0confus\u00e3o, contrariados com a\u00a0decis\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do sindicato.<br \/>\nO que se viu e ouviu foram insultos, arremessos de cadeiras,\u00a0garrafas de pl\u00e1stico e as tradicionais bandeiras amarelas do Cpers. P\u00e9ssimo exemplo\u00a0da maior categoria de servidores p\u00fablicos do Estado.<br \/>\nAos rep\u00f3rteres, os professores mais exaltados justificaram que nas duas apura\u00e7\u00f5es a maioria decidiu pela perman\u00eancia da greve.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Assembleia\u00a0lotada<\/span><br \/>\nNo come\u00e7o da tarde quando come\u00e7aram a chegar os professores de todas as regi\u00f5es do Estado, era n\u00edtido o clima tenso. J\u00e1 na fila para entrar no Pepsi on Stage deu confus\u00e3o com seguran\u00e7as que tentavam impedir a entrada de grande grupos de uma s\u00f3 vez.<br \/>\nProfessores contr\u00e1rios \u00e0 continua\u00e7\u00e3o da greve pediam apoio ao movimento unificado de todas as categorias de servidores p\u00fablicos: \u201cTemos que permanecer unidos ao demais servidores pois, do contr\u00e1rio, vamos fazer o que?\u201d<br \/>\nJ\u00e1, os que estavam a favor da perman\u00eancia da greve argumentavam que voltar as aulas representava apoiar os projetos do governo Sartori: \u201cSe n\u00e3o mantivermos a greve vamos nos enfraquecer e \u00e9 isso que o Sartori quer\u201d.<br \/>\nNesse ambiente, seis mil professores entraram em uma fila indiana na casa de shows. Cerca de mil educadores assistiram \u00e0 assembleia atrav\u00e9s de tel\u00f5es, do lado de fora.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Aqui n\u00e3o tem hist\u00f3ria, greve at\u00e9 a vit\u00f3ria<\/span><br \/>\nCome\u00e7aram os discursos dos professores, cada um expondo o seu ponto de vista sobre\u00a0a perman\u00eancia ou n\u00e3o da paralisa\u00e7\u00e3o. A cada manifesto era vis\u00edvel uma maior euforia por parte daqueles a favor da continua\u00e7\u00e3o da greve. Toda vez que falavam os que pediam o fim da greve, muitos viravam-se de costas recha\u00e7ando a opini\u00e3o. Depois, foram apresentadas as oito\u00a0propostas que deveriam ser votadas. Enquanto o orador lia as proposi\u00e7\u00f5es, professores rasgavam as folhas recebidas e gritavam em alto e bom som: \u2018Aqui n\u00e3o tem hist\u00f3ria, greve at\u00e9 a vit\u00f3ria\u201d.<br \/>\nA primeira proposta decidia se a categoria continuaria a unidade com os demais servidores. Passou com ampla maioria, sem discuss\u00f5es ou resmungos. A segunda, a mais relevante, dizia o seguinte: Suspender a greve no dia 11 de setembro e retornar ao Estado de Greve acompanhando o Movimento Unificado dos Servidores e instituindo como dias de luta, com greve, nos dias 15 e 22 setembro e todos os outros dias que tenham vota\u00e7\u00f5es de Projetos que ataquem os direitos dos servidores e realizar Ato Unificado com trabalhadores do campo e da cidade. A\u00ed, iniciou o momento de mais apreens\u00e3o do pleito.<br \/>\nQuando a presidente Helenir pediu que os favor\u00e1veis ao fim da greve levantassem seus crach\u00e1s, uma animada professora da atual dire\u00e7\u00e3o, com sua bandeira do Cpers, comentou com uma colega ao ver muitas m\u00e3os para cima: \u201cganhamos de novo e ganhamos f\u00e1cil\u201d. Logo, em seguida, foi a vez dos favor\u00e1veis da greve a estender seus punhos para cima. A professora baixou a bandeira. Foi pedido para que mostrasse a vota\u00e7\u00e3o de quem estava fora. A decep\u00e7\u00e3o foi maior ainda. A presidente exclamou: \u201cVamos repetir a vota\u00e7\u00e3o\u201d. Vieram as vaias. Repetido o mesmo processo, a presidente decretou: \u201c entendemos que por maioria a greve acaba e continua o apoio ao Movimento Unificado\u201d.<br \/>\nFoi quando acabaram as gentilezas. Professores revoltados derrubavam as grades e corriam em dire\u00e7\u00e3o ao palco. Meia d\u00fazia de seguran\u00e7as tentavam apaziguar os \u00e2nimos. Um grupo, descontente com o resultado anunciado, desferia palavras de baixo cal\u00e3o. A presidente tentou seguir com as demais demandas mas n\u00e3o conseguiu. Ao som de \u201cconta, conta!\u201d a presidente anunciou o fim da assembleia. Foi vaiada novamente. Estava encerrada a plen\u00e1ria e a paralisa\u00e7\u00e3o dos professores.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Presidente diz que venceu a maioria<\/span><br \/>\nNo final da reuni\u00e3o, Helenir argumentou que n\u00e3o havia mais condi\u00e7\u00f5es de comandar a plen\u00e1ria e por isso encerrou antes de votar as demais propostas. Quando questionada se a classe estava dividida, ela foi taxativa: \u201cN\u00e3o, isso \u00e9 uma turma de professores aqui de Porto Alegre, e n\u00e3o, do Interior\u201d argumentou. A\u00a0mobiliza\u00e7\u00e3o segue como planejado, os professores voltam a trabalhar na segunda e re\u00fanem-se na ter\u00e7a para protestar contra os projetos do governo Sartori que ser\u00e3o apreciados pelo Legislativo. A oposi\u00e7\u00e3o e muitos professores discordam.<br \/>\n<span class=\"intermenos\">Oposi\u00e7\u00e3o critica postura da dire\u00e7\u00e3o<\/span><br \/>\nDefendendo a manuten\u00e7\u00e3o da greve, a professora Neida Oliveira lamentou a postura da dire\u00e7\u00e3o: \u201cFoi um equ\u00edvoco muito grande da categoria\u201d. Neida ressaltou que seu grupo come\u00e7ar\u00e1, a partir da segunda-feira, uma nova mobiliza\u00e7\u00e3o da categoria. \u201cN\u00e3o apoiamos nem a dire\u00e7\u00e3o, nem esse grupo que atirou cadeiras aqui hoje\u201d. Ela ressaltou que nunca viu uma dire\u00e7\u00e3o encerrar a vota\u00e7\u00e3o sem que houvesse contagem voto a voto, j\u00e1 que houve paridade na vota\u00e7\u00e3o e que h\u00e1 um setor da vanguarda radical muito engajado na luta e que a dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o soube conversar com ele.<br \/>\nOutra l\u00edder de um dos grupos da oposi\u00e7\u00e3o, a ex-presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, disse que vai tentar\u00a0impugnar o resultado da assembleia. Segundo ela, a atual dire\u00e7\u00e3o esta enfraquecendo a classe dos professores. A contagem foi um dos erros questionados pela professora: \u201c Ela deveria ter contado e mantido a ordem da assembleia como sempre foi feito\u201d criticou.<br \/>\nAo final da plen\u00e1ria, eram vis\u00edveis muitos professores cabisbaixos. Alguns diziam que n\u00e3o sabiam mais o que fazer. A\u00a0categoria saiu bem dividida.<br \/>\nConfira algumas imagens da assembleia do Cpers:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_140432.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24331 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_140432.jpg\" alt=\"20150911_140432\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_140437.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24332 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_140437.jpg\" alt=\"20150911_140437\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160818.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24335 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_141442.jpg\" alt=\"20150911_141442\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_141515.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24337 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_141515.jpg\" alt=\"20150911_141515\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160818.jpg\">\u00a0\u00a0<\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160818.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24334 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_141439.jpg\" alt=\"20150911_141439\" width=\"700\" height=\"420\" \/><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24347 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160150.jpg\" alt=\"20150911_160150\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a>\u00a0\u00a0 <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160417.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24348 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160417.jpg\" alt=\"20150911_160417\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a>\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_154119.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24344 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_154119.jpg\" alt=\"20150911_154119\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_153814.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24343 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_153814.jpg\" alt=\"20150911_153814\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_153307.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24342 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_153307.jpg\" alt=\"20150911_153307\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_145717.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24339 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_145717.jpg\" alt=\"20150911_145717\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_145711.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24338 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_145711.jpg\" alt=\"20150911_145711\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160818.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24354 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160818.jpg\" alt=\"20150911_160818\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/a><br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24353 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160808.jpg\" alt=\"20150911_160808\" width=\"700\" height=\"420\" \/><br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-24352 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/20150911_160755.jpg\" alt=\"20150911_160755\" width=\"700\" height=\"420\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felipe Uhr Pouco depois das quatro horas da tarde desta sexta-feira, assim que a presidente do Cpers, Helenir Schurer, anunciou o fim da greve do magist\u00e9rio p\u00fablico estadual, alguns\u00a0professores localizados pr\u00f3ximos ao palco iniciaram uma\u00a0confus\u00e3o, contrariados com a\u00a0decis\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do sindicato. O que se viu e ouviu foram insultos, arremessos de cadeiras,\u00a0garrafas de pl\u00e1stico [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-24361","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-6kV","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24361\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}