{"id":24643,"date":"2015-09-21T11:23:55","date_gmt":"2015-09-21T14:23:55","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=24643"},"modified":"2015-09-21T11:23:55","modified_gmt":"2015-09-21T14:23:55","slug":"movimento-cais-maua-de-todos-responde-a-criticas-de-colunista-do-zh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/movimento-cais-maua-de-todos-responde-a-criticas-de-colunista-do-zh\/","title":{"rendered":"Movimento Cais Mau\u00e1 de Todos responde a cr\u00edticas de colunista do ZH"},"content":{"rendered":"<p>Dizem que ningu\u00e9m l\u00ea texto longo na internet, que se n\u00e3o tiver foto de gatinho n\u00e3o tem a menor chance. Mas, de qualquer maneira, fica aqui registrada a carta aberta que enviamos \u00e0 jornalista Rosane de Oliveira, em resposta ao coment\u00e1rio que ela publicou no s\u00e1bado em ZH, nos taxando de atrasados, rom\u00e2nticos, respons\u00e1veis por uma verdadeira &#8220;muralha de conservadorismo&#8221;<br \/>\n\u00c9 longo, mas ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a ler.<br \/>\nGostar\u00edamos de fazer algumas observa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao teu texto de s\u00e1bado na ZH, te passar um pouco da vis\u00e3o de quem est\u00e1 se opondo a este projeto para o cais, ou seja, o famoso &#8220;contradit\u00f3rio&#8221;, ok?<br \/>\nVamos l\u00e1:<br \/>\n1. com todo respeito, uma \u201cmuralha de conservadorismo\u201d se constr\u00f3i por quem acredita que o combo-revitaliza\u00e7\u00e3o &#8220;shopping + torres + estacionamento &#8221; \u00e9 sin\u00f4nimo de melhoria de uma cidade.<br \/>\nEncarar um shopping como agente revitalizador urbano poderia ser aceit\u00e1vel nos anos 60 do s\u00e9culo passado, quando o consumo de massa e a pol\u00edtica rodoviarista estavam no topo da lista das novidades em termos de estrat\u00e9gias de desenvolvimento econ\u00f4mico e urbano de uma cidade. Hoje esse tipo de instrumento de desenvolvimento urbano torna-se a cada dia mais obsoleto, em parte pelo crescimento do sistema de vendas online (veja artigo do Estad\u00e3o abaixo), em parte pela consci\u00eancia de que esses bunkers no meio da cidade nada t\u00eam de urbanos, j\u00e1 que, entre outros efeitos colaterais, provocam o esvaziamento das ruas ao transferirem n\u00e3o s\u00f3 o com\u00e9rcio como tamb\u00e9m as pessoas para dentro de um ambiente fechado e controlado. As pessoas que defendem shopping e estacionamento no centro de Porto n\u00e3o percebem que o espa\u00e7o p\u00fablico de uma cidade \u00e9 realmente onde a cidade acontece, onde ela existe, e que portanto promover condi\u00e7\u00f5es para que as pessoas permane\u00e7am nas ruas, usufruam e se apropriem do espa\u00e7o p\u00fablico de uma cidade \u00e9 dever de sua gest\u00e3o. Ali\u00e1s, nesse sentido a Prefeitura parece ter esquecido de que ela mesma j\u00e1 esteve alinhada a esse pensamento, afinal o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental de Porto Alegre estabelece que um dos vetores de desenvolvimento econ\u00f4mico do centro da cidade \u00e9 justamente o com\u00e9rcio de porta de rua.<br \/>\nO melhor exemplo dessa crise do modelo do shopping se v\u00ea nos Estados Unidos, pa\u00eds criador desse modelo de equipamento urbano, e que h\u00e1 algum tempo j\u00e1 come\u00e7a a sentir seus efeitos colaterais. Al\u00e9m dos preju\u00edzos decorrentes da retra\u00e7\u00e3o desse tipo de economia, o pa\u00eds n\u00e3o sabe ainda o que fazer com o crescente n\u00famero de edif\u00edcios desse tipo que est\u00e3o em estado de abandono. Seguem aqui dois links com breves artigos sobre o tema, caso queiras buscar mais informa\u00e7\u00e3o a respeito:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/\u2026\/n\u2026\/2014\/12\/141219_vert_cul_fim_shopping\">http:\/\/www.bbc.com\/\u2026\/n\u2026\/2014\/12\/141219_vert_cul_fim_shopping<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/economia.estadao.com.br\/\u2026\/geral,o-desinteresse-ameri\u2026\">http:\/\/economia.estadao.com.br\/\u2026\/geral,o-desinteresse-ameri\u2026<\/a><br \/>\n2. Uma \u201cmuralha de conservadorismo\u201d tamb\u00e9m se constr\u00f3i por quem acredita que nenhum neg\u00f3cio prospera sem estacionamento.<br \/>\nRepensar o lugar do carro nas cidades \u00e9 talvez o maior desafio deste s\u00e9culo 21.<br \/>\nO que vemos hoje no mundo todo \u2013 de pa\u00edses desenvolvidos aos em desenvolvimento &#8211; \u00e9 um movimento no sentido de diminuir o fluxo de carros em \u00e1reas centrais, qualificar transporte p\u00fablico e priorizar modais n\u00e3o motorizados, ou seja, pedestres e ciclistas. A cultura do autom\u00f3vel individual, embora ainda seja propagandeada por aqueles que acreditam na ideia do \u201cdesenvolvimento a qualquer custo\u201d, \u00e9 reconhecidamente uma cadeia produtiva extremamente nociva n\u00e3o s\u00f3 ao meio ambiente mas tamb\u00e9m ao ambiente urbano e \u00e0 sa\u00fade mental e social do ser humano. Falando especificamente do ciclo final dessa cadeia, o excesso de autom\u00f3veis individuais nas cidades, al\u00e9m de congestionarem as vias e com isso dificultarem o deslocamento entre pontos, gera impactos negativos tamb\u00e9m no ambiente por onde circulam. A polui\u00e7\u00e3o do ar, da vis\u00e3o e do som faz com que ruas muito movimentadas tenham seus im\u00f3veis residenciais desvalorizados \u2013 ningu\u00e9m quer morar em rua barulhenta &#8211; bem como diminuem significativamente a presen\u00e7a de pedestres circulando \u2013 ningu\u00e9m quer caminhar por rua barulhenta \u2013 o que por consequ\u00eancia acarreta a desvaloriza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis comerciais voltados para a rua. E assim o c\u00edrculo vicioso de esvaziamento e desvaloriza\u00e7\u00e3o de uma rua se completa, e \u00e9 exatamente o que vemos no horizonte da nossa avenida Mau\u00e1, hoje, j\u00e1 vazia e desagrad\u00e1vel, o que s\u00f3 tende a piorar com o aumento exponencial do tr\u00e1fego de autom\u00f3veis estimulados pelas 4 mil vagas de estacionamento junto ao Cais.<br \/>\n3. Uma \u201c muralha de conservadorismo\u201d se constr\u00f3i por quem acredita que os rom\u00e2nticos s\u00e3o contra a iniciativa privada.<br \/>\nPelo contr\u00e1rio, achamos que o instrumento PPP \u00e9 bastante apropriado, desde que devidamente regulado pelo Estado em prol da cidade. A quest\u00e3o \u00e9 que isso n\u00e3o est\u00e1 acontecendo: a regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe, a iniciativa privada comanda a opera\u00e7\u00e3o, define o que quer \u00e0 revelia da lei e modifica incessantemente o projeto buscando enxugar recursos. Que fique bem claro, queremos sim a revitaliza\u00e7\u00e3o dos armaz\u00e9ns e seu uso para com\u00e9rcio, restaurantes, servi\u00e7o e cultura. O que n\u00e3o aceitamos \u00e9 o argumento de que a desfigura\u00e7\u00e3o da \u00e1rea com um projeto mutilado \u00e9 a \u00fanica possibilidade. Esse discurso de &#8220;ou \u00e9 isso ou \u00e9 nada&#8221; n\u00e3o cola.<br \/>\n4. Uma \u201c muralha de conservadorismo\u201d se constr\u00f3i por quem acredita que os \u201crom\u00e2nticos\u201d veem como exemplos a serem seguidos o caso de Puerto Madero e do Porto de Barcelona.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 verdade. Sem nem entrarmos no m\u00e9rito de erros e acertos desses dois projetos de \u201crefer\u00eancia\u201d, a tentativa de compara\u00e7\u00e3o esbarra em dois fatores b\u00e1sicos: 1. O nosso porto \u00e9 significativamente menor do que os outros dois e praticamente n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de expans\u00e3o \u2013 a \u00e1rea dispon\u00edvel nas depend\u00eancias do cais \u00e9 relativamente pequena, e ele est\u00e1 totalmente envolvido pela cidade, portanto n\u00e3o h\u00e1 para onde crescer. Essa dificuldade de expans\u00e3o \u2013 e obten\u00e7\u00e3o de retorno financeiro com as transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias que da\u00ed derivam &#8211; est\u00e1 demonstrada claramente no atual projeto, em que se tenta desesperadamente equacionar \u00edndices construtivos de ocupa\u00e7\u00e3o do solo na \u00e1rea das torres e do shopping, na tentativa de tornar o empreendimento vi\u00e1vel &#8211; coisa que ali\u00e1s parece n\u00e3o ter ocorrido ainda, dada a quantidade de altera\u00e7\u00f5es que o projeto tem sofrido nos \u00faltimos anos. 2. Porto Alegre n\u00e3o \u00e9 uma cidade com o perfil tur\u00edstico de Barcelona ou Buenos Aires. Para fins de compara\u00e7\u00e3o, em 2014 Porto Alegre arrecadou cerca de 19 milh\u00f5es de reais com tributa\u00e7\u00e3o relacionada ao turismo; no mesmo per\u00edodo, Barcelona, que \u00e9 a quarta cidade mais visitada da Europa movimentou mais de 14 bilh\u00f5es de euros e em Buenos Aires os turistas gastaram mais de 3 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Esses dados demonstram ainda que, al\u00e9m da compara\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel em termos de modelo de gest\u00e3o, tipo de equipamento urbano a ser implantado etc, a ideia divulgada pela prefeitura e empresa consorciada de propor uma ocupa\u00e7\u00e3o da \u00e1rea com vistas a um retorno de arrecada\u00e7\u00e3o para a cidade atrav\u00e9s do turismo \u00e9 uma vis\u00e3o, no m\u00ednimo, ing\u00eanua.<br \/>\nO que sim os \u201crom\u00e2nticos\u201d veem \u00e9 que um modelo de reocupa\u00e7\u00e3o bem sucedida da \u00e1rea deve se basear na ideia de reintegrar esse pequeno trecho de tecido urbano ao restante do centro da cidade, n\u00e3o s\u00f3 em termos de espa\u00e7o, mas tamb\u00e9m de cultura e economia. O futuro do Cais como empreendimento autossustent\u00e1vel \u2013 e de Porto Alegre como uma cidade refer\u00eancia em planejamento urbano &#8211; est\u00e1 na ideia de pensar aquela \u00e1rea como parte de um conjunto maior \u2013 a regi\u00e3o central e a cidade \u2013 e que tipo de benef\u00edcios ela pode trazer para o todo, n\u00e3o s\u00f3 em termos de retorno financeiro imediato \u2013 gera\u00e7\u00e3o de empregos na constru\u00e7\u00e3o civil ou nas lojas do shopping, por exemplo &#8211; mas tamb\u00e9m em que tipo de benef\u00edcios socioecon\u00f4micos ela pode trazer em um horizonte de m\u00e9dio, longo prazo. Destinar parte dos armaz\u00e9ns para usos voltados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e bem-estar f\u00edsico e social pode, por exemplo, ajudar a enxugar as contas da sa\u00fade e da educa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as no futuro, hoje t\u00e3o prec\u00e1rias e t\u00e3o carentes de investimento.<br \/>\n5. Uma \u201cmuralha de conservadorismo\u201d se constr\u00f3i por quem acredita que os rom\u00e2nticos est\u00e3o atrasados em seu discurso, tentando reverter o irrevers\u00edvel.<br \/>\nEm primeiro lugar, importante deixar claro que, ao contr\u00e1rio do que tem sido divulgado por correntes defensoras do atual projeto, o processo de apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o de poss\u00edveis projetos para o cais com a popula\u00e7\u00e3o passou ao largo da ideia de um \u201camplo debate\u201d. Desde o estabelecimento das diretrizes urban\u00edsticas que delinearam o modelo de neg\u00f3cios at\u00e9 o est\u00e1gio atual em que se encontra o projeto, a postura predominante foi a da tomada de decis\u00f5es a \u201cportas fechadas\u201d, com divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00f5es apenas pro forma. Se houve audi\u00eancias p\u00fablicas anteriores a essa, a prova cabal de que n\u00e3o houve interesse, por parte da prefeitura ou da empresa consorciada, em estabelecer um di\u00e1logo efetivo com a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 no fato de que nem nos mecanismos de busca do site da prefeitura, nem na p\u00e1gina da consorciada \u00e9 poss\u00edvel encontrar qualquer refer\u00eancia a eventos de discuss\u00e3o p\u00fablica anteriores a esse.<br \/>\nTu mesma pode fazer essa busca se quiseres verificar:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www2.portoalegre.rs.gov.br\/portal_pmpa_\u2026\/default.php\u2026\">http:\/\/www2.portoalegre.rs.gov.br\/portal_pmpa_\u2026\/default.php\u2026<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/vivacaismaua.com.br\/?s=audiencia\">http:\/\/vivacaismaua.com.br\/?s=audiencia<\/a><br \/>\nAl\u00e9m disso, a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: enquanto se analisa o EIA\/RIMA para conceder a Licen\u00e7a Pr\u00e9via, o projeto pode sim sofrer altera\u00e7\u00f5es ou mesmo ser negado. Portanto a Audi\u00eancia P\u00fablica n\u00e3o serve apenas para esclarecer o projeto, mas para o \u00f3rg\u00e3o ambiental receber novas informa\u00e7\u00f5es e sugest\u00f5es visando a licen\u00e7a. Ou seja, embora seja consultiva, dependendo dos argumentos e import\u00e2ncia do que se apresentar o \u00f3rg\u00e3o ambiental tem a obriga\u00e7\u00e3o de consider\u00e1-los na Licen\u00e7a Pr\u00e9via. Portanto questionamentos nessa etapa est\u00e3o absolutamente dentro da normalidade protocolar. Por outro lado, o empreendedor afirmar que &#8220;descarta alterar o projeto&#8221; nessa fase \u00e9 no m\u00ednimo desconhecimento da legisla\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o dizer arrog\u00e2ncia. E essa distor\u00e7\u00e3o tem a ver obviamente com a conduta de subservi\u00eancia do nosso poder p\u00fablico, que fez crer que o simples recebimento do documento era uma vit\u00f3ria e que n\u00e3o caberia question\u00e1-lo. \u00c9 triste quando essa postura deseducadora da cidadania encontra eco em alguns formadores de opini\u00e3o.<br \/>\nO fato de estarmos questionando pontos do projeto que ultrapassam os temas ambientais e de tr\u00e1fego \u2013 que em si j\u00e1 s\u00e3o suficientes para a ru\u00edna desse projeto \u2013 se embasa na constata\u00e7\u00e3o de que a cada nova leva de documenta\u00e7\u00e3o divulgada h\u00e1 uma crescente queda da qualidade do projeto original em prol de uma melhora na \u201ctaxa de retorno do investimento\u201d (que ainda n\u00e3o parece ter sido atingida). Isso demonstra n\u00e3o s\u00f3 a desqualifica\u00e7\u00e3o do projeto atual mas tamb\u00e9m invalida qualquer consulta\/aprova\u00e7\u00e3o p\u00fablica realizada previamente, uma vez que o projeto j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo e, mais profundamente, demonstra a inviabilidade do modelo formulado pelo poder p\u00fablico atrav\u00e9s do CAUGE (Comiss\u00e3o de An\u00e1lise Urban\u00edstica e Gerenciamento da Secretaria do Planejamento de Porto Alegre) e portanto a necessidade de uma revis\u00e3o estrutural do processo.<br \/>\n6. Por fim, uma \u201cmuralha de conservadorismo\u201d se constr\u00f3i por quem acredita que os rom\u00e2nticos n\u00e3o t\u00eam o poder de realizar mudan\u00e7as no curso da hist\u00f3ria da cidade.<br \/>\nQue fique bem claro que os rom\u00e2nticos de Porto Alegre j\u00e1 conseguiram, entre outros, criar o Parc\u00e3o, que antes de se tornar parque nos anos 50 quase foi loteado para a constru\u00e7\u00e3o de cerca 40 edif\u00edcios, assim como conservar o Mercado P\u00fablico e a Usina do Gas\u00f4metro, que na d\u00e9cada de 70 quase foram demolidos para &#8220;melhorar o tr\u00e2nsito&#8221; da regi\u00e3o. E \u00e9 nesse mesmo esp\u00edrito que seguiremos insistindo que se realize um projeto para o Cais Mau\u00e1 que efetivamente seja positivo para a cidade.<br \/>\nVou te colar alguns links com refer\u00eancias, ok? Tudo coisa r\u00e1pida. Nem vou indicar livros, porque sei que o tempo \u00e9 curto.<br \/>\n* Amanda Burden, urbanista de NY fala sobre a High Line, linha f\u00e9rrea elevada de carga dos anos 30, desativada nos anos 80, que cruza Manhattan. A linha ia ser demolida, mas um grupo de rom\u00e2nticos impediu. E hoje ela \u00e9 o espa\u00e7o p\u00fablico mais visitado da cidade.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ted.com\/talks\/amanda_burden_how_public_spaces_make_cities_work?language=pt-br%20-%20t-46933\">http:\/\/www.ted.com\/\u2026\/amanda_burden_how_public_spaces_make_\u2026 &#8211; t-46933<\/a><br \/>\n* Como a cidade de S\u00e3o Francisco aproximou as pessoas da orla, retirando uma highway que funcionava como barreira. (aqui, ao contr\u00e1rio, constru\u00edram 6 pistas na orla do Gua\u00edba. O ex-presidente Sarkozy tentou correr na orla, mas achou muito barulhento e polu\u00eddo.<br \/>\n* A comiss\u00e1ria de transportes de NY (que vir\u00e1 ao Fronteiras este ano) Janete Sadik-Khan fala sobre a experi\u00eancia de fechar para carros a Broadway, criando uma \u00e1rea para pedestres e ciclistas de 50 mil m2. Os comerciantes foram contra num primeiro momento, porque acreditavam que sem carros os neg\u00f3cios cairiam e o que aconteceu foi justamente o contr\u00e1rio.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.ted.com\/\u2026\/janette_sadik_khan_new_york_s_streets\u2026\">http:\/\/www.ted.com\/\u2026\/janette_sadik_khan_new_york_s_streets\u2026<\/a><br \/>\n* Em Mil\u00e3o, capital da moda e do design no mundo, est\u00e1 sendo constru\u00eddo um est\u00e1dio para 48 mil pessoas, sem estacionamento. Qual \u00e9 a l\u00f3gica? Convidar as pessoas a usarem outros meios de locomo\u00e7\u00e3o para acess\u00e1-lo.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/esportes.terra.com.br\/\u2026\/milan-divulga-detalhes-de-pr\u2026\">http:\/\/esportes.terra.com.br\/\u2026\/milan-divulga-detalhes-de-pr\u2026<\/a><br \/>\nObrigada pela aten\u00e7\u00e3o<br \/>\nBeijo<br \/>\nCAIS MAU\u00c1 DE TODOS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizem que ningu\u00e9m l\u00ea texto longo na internet, que se n\u00e3o tiver foto de gatinho n\u00e3o tem a menor chance. 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