{"id":248,"date":"2006-08-02T13:42:27","date_gmt":"2006-08-02T16:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=248"},"modified":"2006-08-02T13:42:27","modified_gmt":"2006-08-02T16:42:27","slug":"eles-querem-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/eles-querem-publico\/","title":{"rendered":"Eles querem p\u00fablico"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_publica1.jpg?0.9595414549512512\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">O\u00a0primeiro videoclipe da P\u00fablica despertarou\u00a0interesse das gravadoras do centro do pa\u00eds (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Em atividade desde 2001 no circuito alternativo de Porto Alegre, a Banda P\u00fablica come\u00e7a a ensaiar os passos para a fama, com o lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum, \u201cPolaris\u201d, pelo selo Mondo 77, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A hist\u00f3ria come\u00e7a no Bom Fim, entre as ruas Fernandes Vieira e a Tomaz Flores, onde moram o guitarrista Pedro Metz e o pianista Jo\u00e3o Amaro, fundadores da P\u00fablica. Ao longo da trajet\u00f3ria da banda, se incorporaram o guitarrista, Guri Assis Brasil, o baterista Cacha\u00e7a e, finalmente, o baixista Guilherme Almeida, que entrou para a turma em 2005.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cA banda sempre teve um compromisso de trabalhar s\u00e9rio, de ter uma carreira de m\u00fasico, mais objetivamente de m\u00fasico da P\u00fablica\u201d, ressalta Metz. Com as metas tra\u00e7adas, eles come\u00e7aram a investir na profissionaliza\u00e7\u00e3o: em mar\u00e7o de 2005 gravaram um EP, ou Extended Play, um disco que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o curto como um Single, que tem entre duas ou quatro m\u00fasicas, e nem n\u00e3o longo para ser um \u00e1lbum de fato.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desse trabalho, surgiu o primeiro videoclipe da P\u00fablica, \u201cBicicleta\u201d, lan\u00e7ado logo em seguida. Com as veicula\u00e7\u00f5es na MTV e em programas da TV local, n\u00e3o demorou at\u00e9 despertarem o interesse das gravadoras do centro do pa\u00eds: o lan\u00e7amento do segundo clipe da P\u00fablica, num show na casa noturna Ox, no in\u00edcio de julho, marcou a assinatura do contrato com a Mondo 77. \u201cEles tinham adorado nosso som e o clipe, mas queriam nos ver no palco para bater o martelo\u201d, lembra Guri.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Um p\u00e9 no Bom Fim, outro na Ind\u00fastria Cultural<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_bandapublica.jpg?0.5826521558679857\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"263\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Na Lancheria do Parque, eles dizem que sua meta \u00e9 S\u00e3o Paulo<br \/>\n(Foto: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Agora, entre um e outro sandu\u00edche na Lancheria do Parque, eles sonham com o futuro. \u201cS\u00e3o Paulo \u00e9 uma meta, com certeza\u201d, acredita Guri. Pedro Metz complementa. \u201cO mercado do Sul tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil, mesmo porque n\u00e3o somos uma banda que tenha uma peculiaridade, uma semelhan\u00e7a com as coisas que foram feitas no rock ga\u00facho, ent\u00e3o \u00e9 natural que a gente procure as grandes cidades\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Eles querem seguir caminho semelhante \u00e0 dos amigos da Cachorro Grande, que, junto com a resid\u00eancia em S\u00e3o Paulo, conquistaram tamb\u00e9m uma gravadora e muitos f\u00e3s Brasil afora. \u201cFicar famosos? Nunca pensamos nisso, mas \u00e9 uma conseq\u00fc\u00eancia, no momento em que tivermos um hit que comece a tocar na r\u00e1dio\u201d. A faixa Long Plays j\u00e1 circula na Internet e \u00e9 a aposta de Guri para estourar.<\/p>\n<p align=\"justify\">A inser\u00e7\u00e3o na \u201cInd\u00fastria Cultural\u201d traz junto a preocupa\u00e7\u00e3o com o visual da banda. \u201cDepois da MTV, a imagem \u00e9 algo fundamental\u201d, acredita Metz. Mas ele faz quest\u00e3o de sublinhar que a inquieta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica n\u00e3o se sobrep\u00f5e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o musical. \u201cConversamos muito sobre roupas, cabelos, temos estilos semelhantes, mas \u00e9 muito mais pela conviv\u00eancia e prefer\u00eancias musicais do que algo for\u00e7ado\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m do mais, Pedro considera que esse pode ser um dos caminhos para a banda ficar mais conhecida: \u201cSe interessar apenas pela imagem \u00e9 muito vazio e nossas m\u00fasicas n\u00e3o s\u00e3o dif\u00edceis de assimilar. \u00c9 uma porta de entrada\u201d, resume.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\">Arte de garagem<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_publica2.jpg?0.7554571671148236\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"263\" \/><br \/>\n<strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">&#8220;Nossas melodias s\u00e3o impens\u00e1veis sem um piano&#8221;, diz Metz. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda transitando no circuito independente, a P\u00fablica se destaca pela preocupa\u00e7\u00e3o art\u00edstica, que existe desde a g\u00eanese do conjunto. \u201cJ\u00e1 come\u00e7amos com m\u00fasicas pr\u00f3prias, nunca fizemos cover, nosso trabalho \u00e9 bastante autoral\u201d, define Pedro Metz, que comp\u00f5e a maioria das letras da banda.<\/p>\n<p align=\"justify\">A melodia \u00e9 dividida entre Metz, Guri e Amaro e a harmonia \u00e9 composta em conjunto. No CD, as grava\u00e7\u00f5es de Amaro foram feitas no piano de cauda da Ospa, substitu\u00eddo no palco por um Teclado Fender Rhode de 88 teclas, vedete dos m\u00fasicos.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cTu tem que ter diferenciais e esse \u00e9 um dos nossos. Nossas melodias s\u00e3o impens\u00e1veis sem um piano, pois \u00e9 um instrumento muito rico. Nosso teclado t\u00e1 estourad\u00e3o mas o som continua excelente\u201d, diz, orgulhoso, Metz.<\/p>\n<p align=\"justify\">O preciosismo musical \u00e9, na opini\u00e3o de Metz, o que os distingue das demais bandas locais. \u201cAs melodias chamam bastante aten\u00e7\u00e3o, s\u00e3o bonitas e transitam entre arranjos ca\u00f3ticos e outros mais certinhos\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A caracter\u00edstica, ali\u00e1s, foi respons\u00e1vel por um per\u00edodo de rejei\u00e7\u00e3o da P\u00fablica na cena local. \u201cNo come\u00e7o a banda era mal vista no underground, porque as melodias s\u00e3o bonitas e as letras falam de amor\u201d, recorda Pedro. Com o passar do tempo, veio o amadurecimento e a consolida\u00e7\u00e3o do estilo. \u201cHoje, muitos m\u00fasicos freq\u00fcentam nossos shows\u201d, agradece Guri.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na hora das apresenta\u00e7\u00f5es, eles gostam de brincar com o p\u00fablico, instigar e modificar as composi\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c0s vezes mudamos uma parte da m\u00fasica, inserimos ou tiramos elementos ou criamos um final diferente, instrumental, por exemplo\u201d, revela Guri.<\/p>\n<p align=\"justify\">O som da P\u00fablica \u00e9 claramente influenciado pelo rock contempor\u00e2neo, e segundo os guris, principalmente aquele produzido na Inglaterra por bandas como Supergrass, Radiohead e Stone Roses. Mesmo muito pr\u00f3ximos do rock\u2019n roll moderninho, os acordes n\u00e3o negam os fundadores da escola: The Beatles e The Rolling Stones encabe\u00e7am a lista de bandas presentes nas composi\u00e7\u00f5es da P\u00fablica, ao lado de David Bowie, The Smiths, e Television.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cCada componente traz uma caracter\u00edstica especial para a banda: o Cacha\u00e7a que sempre ouviu muito Stone Roses, Led Zeppelin, trouxe uma coisa mais indie pra banda. O Guilherme estudou jazz e o Amaro cursou reg\u00eancia na UFRGS\u201d, exemplifica Guri.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quem n\u00e3o conhece o som feito pelos cinco rapazes do Bom Fim, pode baixar o single com as m\u00fasicas, Long Play, Precip\u00edcio e Polaris nos sites: <a href=\"http:\/\/www.tramavirtual.com.br\/publica\">www.tramavirtual.com.br\/publica<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.purevolume.com\/publica\">www.purevolume.com\/publica<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O\u00a0primeiro videoclipe da P\u00fablica despertarou\u00a0interesse das gravadoras do centro do pa\u00eds (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1) Naira Hofmeister Em atividade desde 2001 no circuito alternativo de Porto Alegre, a Banda P\u00fablica come\u00e7a a ensaiar os passos para a fama, com o lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum, \u201cPolaris\u201d, pelo selo Mondo 77, de S\u00e3o Paulo. 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