{"id":24814,"date":"2015-09-26T22:22:48","date_gmt":"2015-09-27T01:22:48","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=24814"},"modified":"2015-09-26T22:22:48","modified_gmt":"2015-09-27T01:22:48","slug":"o-simulacro-da-ditadura-como-renovacao-do-estado-democratico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/o-simulacro-da-ditadura-como-renovacao-do-estado-democratico\/","title":{"rendered":"O simulacro da ditadura como renova\u00e7\u00e3o do estado democr\u00e1tico"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Cl\u00e1udia Rodrigues<\/span><br \/>\nFl\u00e1vio Tavares, jornalista e professor da UNB, autor de \u201cMem\u00f3rias do Esquecimento\u201d, vencedor do Pr\u00eamio Jabuti 2000 na categoria reportagem, esteve na ARI, Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Imprensa, para homenagear o lan\u00e7amento do kit antiditadura, produzido pela Editora J\u00c1.<br \/>\nTavares participou da resist\u00eancia \u00e0 ditadura, foi preso e libertado com outros catorze presos pol\u00edticos em troca do embaixador dos Estados Unidos, em 1969, mas sua palestra passou longe dos detalhes pessoais vividos na pris\u00e3o e no ex\u00edlio de 10 anos no M\u00e9xico. Ele fez uma an\u00e1lise sobre o momento atual, que considera uma continuidade do simulacro que foi a ditadura.<br \/>\nA ditadura n\u00e3o se instalou como ditadura no imagin\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o, a palavra mais usada pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o para estabelecer o golpe era democracia, o discurso era o da renova\u00e7\u00e3o, do estado democr\u00e1tico.<br \/>\nE assim foi durante os 21 anos de ditadura e continuou o teatro. O Brasil se disse democr\u00e1tico, vendeu a ideologia da democracia durante o golpe, ap\u00f3s o golpe e continua at\u00e9 hoje no teatro das palavras.<br \/>\n\u201dHoje, o que temos de diferente \u00e9 que podemos estar aqui reunidos, na \u00e9poca da ditadura as pessoas, as fam\u00edlias, n\u00e3o podiam falar contra o governo em voz alta dentro de suas casas porque havia a pol\u00edcia pol\u00edtica, os vizinhos podiam denunciar e as pessoas sumiam, mas em termos de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica o que temos \u00e9 um simulacro\u201d, afirma Tavares.<br \/>\nOs partidos pol\u00edticos s\u00e3o todos iguais, n\u00e3o defendem ideologias e n\u00e3o as praticam. Houve uma concess\u00e3o com o rompimento do governo militar para o civil e ficou muito claro que havia limites, o limite do pensar, das id\u00e9ias. Os grandes ide\u00f3logos dos partidos hoje s\u00e3o os publicit\u00e1rios que apresentam \u00e0 sociedade, com participa\u00e7\u00e3o efetiva dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, um teatro. A pol\u00edtica do pa\u00eds ficou viciada no simulacro que iniciou durante a ditadura e refinou-se.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cl\u00e1udia Rodrigues Fl\u00e1vio Tavares, jornalista e professor da UNB, autor de \u201cMem\u00f3rias do Esquecimento\u201d, vencedor do Pr\u00eamio Jabuti 2000 na categoria reportagem, esteve na ARI, Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Imprensa, para homenagear o lan\u00e7amento do kit antiditadura, produzido pela Editora J\u00c1. 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