{"id":249,"date":"2006-08-04T13:43:23","date_gmt":"2006-08-04T16:43:23","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=249"},"modified":"2006-08-04T13:43:23","modified_gmt":"2006-08-04T16:43:23","slug":"depois-de-ibere-e-a-vez-de-weingartner","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/depois-de-ibere-e-a-vez-de-weingartner\/","title":{"rendered":"Depois de Iber\u00ea, \u00e9 a vez de Weing\u00e4rtner"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/media2_weingrtner.jpg?0.9203621615637322\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"217\" height=\"300\" \/><br \/>\n<\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Auto-retrato de Weing\u00e4rtner: artista reconhecido nacionalmente (Reprodu\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O momento \u00e9 mesmo de preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da arte ga\u00facha. Depois de a Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo ter conclu\u00eddo o primeiro volume do cat\u00e1logo completo do autor \u2013 o livro com as gravuras j\u00e1 est\u00e1 sendo vendido \u2013 chegou a vez de Pedro Weing\u00e4rtner, outro \u00edcone do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">Suas gravuras foram catalogadas pelo N\u00facleo de Gravuras do RS, que obteve patroc\u00ednio do Fumproarte para pesquisa, edi\u00e7\u00e3o de um livro e uma mostra no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. O trabalho apresenta uma face menos conhecida de Weing\u00e4rtner: ilustra\u00e7\u00f5es em metal, que utilizam a t\u00e9cnica da \u00e1gua-forte, produzidas entre 1908 e 1925, quatro anos antes de sua morte.<\/p>\n<p align=\"justify\">O levantamento feito durante o primeiro semestre deste ano revelou 27 obras, que estar\u00e3o expostas no Margs a partir do dia 10 de agosto. A data marca tamb\u00e9m o lan\u00e7amento do livro com as informa\u00e7\u00f5es mais precisas divulgadas at\u00e9 hoje sobre a produ\u00e7\u00e3o de Weing\u00e4rtner.<\/p>\n<p align=\"justify\">As 48 p\u00e1ginas da publica\u00e7\u00e3o refletem a mostra do Margs e trazem surpresas: al\u00e9m de obras completamente desconhecidas e outras que fogem das tem\u00e1ticas tradicionais de Weing\u00e4rtner \u2013 o meio rural, por exemplo \u2013, algumas gravuras s\u00e3o releituras de quadros do artista. Entre os destaques, a famosa As Gar\u00e7as e um Auto-retrato.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cN\u00e3o temos ambi\u00e7\u00e3o de esgotar o assunto. Esse \u00e9 apenas o in\u00edcio de um processo mais amplo\u201d, avalia Paulo Gomes, curador da mostra e coordenador do projeto. Ele classifica o autor como \u201c\u00fanico artista ga\u00facho de relev\u00e2ncia nacional, antes da d\u00e9cada de 50\u201d. Ainda assim, sua obra \u00e9 pouco conhecida, mesmo na terra natal, Porto Alegre.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cTemos pouqu\u00edssimos estudos sobre arte do Rio Grande do Sul anteriores a 1950\u201d. Gomes conta que a principal bibliografia utilizada na pesquisa foi o livro de \u00c2ngelo Guido, que tamb\u00e9m mapeou a produ\u00e7\u00e3o de Weing\u00e4rtner, ainda na primeira metade do s\u00e9culo XX. Os dados levantados por Guido apontam cerca de 200 obras e, entre elas, 14 gravuras. O principal problema \u00e9 a dificuldade de identifica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que nesse cat\u00e1logo algumas obras n\u00e3o cont\u00eam nome, data, nem a t\u00e9cnica utilizada, o que dificulta a localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda h\u00e1 vazios hist\u00f3ricos sobre o artista: \u201cN\u00e3o sabemos onde e quando Weing\u00e4rtner aprendeu a fazer gravuras e nem quem foi seu professor\u201d. Descobrir o t\u00edtulo das obras tamb\u00e9m \u00e9 um desafio: diferentes reprodu\u00e7\u00f5es de uma mesma gravura exibem nomes distintos, que assim ficaram registrados. A tiragem de algumas imagens tamb\u00e9m n\u00e3o ficou clara, pois o artista n\u00e3o costumava numerar as c\u00f3pias da maneira tradicional, incluindo a quantidade total de reprodu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cH\u00e1 obras com numera\u00e7\u00e3o do um ao cinco e depois, 22 ou 50\u201d. Weing\u00e4rtner tamb\u00e9m n\u00e3o assina algumas delas, mas a identifica\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel gra\u00e7as a matrizes encontradas em cole\u00e7\u00f5es particulares e no Museu de S\u00e3o Leopoldo. Paulo Gomes levanta outro problema: nem todas 27 gravuras foram localizadas. Nesses casos, uma reprodu\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica vai representar a obra, tanto na exposi\u00e7\u00e3o como no livro.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3333\"><span style=\"color: #cc3300\">Id\u00e9ia \u00e9 montar um cat\u00e1logo completo<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #cc3333\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/reportagem3\/media_weingrtner.jpg?0.733923947693261\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"176\" \/><br \/>\n<span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Obras do autor ga\u00facho estar\u00e3o expostas no Margs em agosto (Reprodu\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Para pesquisar a obra de Pedro Weing\u00e4rtner, a equipe envolvida no projeto articulou uma rede de artistas, colecionadores, marchands e galerias para localizar as gravuras. Mais de 20 obras que comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o e o livro s\u00e3o de cole\u00e7\u00f5es particulares e menos de cinco est\u00e3o em acervos p\u00fablicos. O trabalho \u00e9 parte de um projeto mais amplo, semelhante ao realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, que est\u00e1 catalogando a obra completa de Iber\u00ea.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda em 2003, Paulo Gomes conseguiu o apoio da Lei Rouanet para realizar o levantamento da produ\u00e7\u00e3o de Weing\u00e4rtner distribu\u00edda em cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do Rio Grande do Sul \u2013 s\u00e3o cerca de 80 obras. \u201cAinda n\u00e3o consegui captar recursos. Acredito que o Estado deveria estar no comando de um projeto como esse, mas\u00a0 n\u00e3o consegui nada al\u00e9m do apoio da lei\u201d, reclama. Os poss\u00edveis investidores n\u00e3o se interessaram pelo trabalho, pois as cole\u00e7\u00f5es particulares n\u00e3o entrariam na sistematiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">A sa\u00edda \u00e9 uma iniciativa independente, como a articula\u00e7\u00e3o entre Paulo Gomes e o N\u00facleo de Gravura do Estado. A id\u00e9ia surgiu quando o professor foi convidado a escrever um texto sobre a t\u00e9cnica, em 2005.<\/p>\n<p align=\"justify\">Estudioso da obra de Weing\u00e4rtner, Gomes decidiu divulgar a produ\u00e7\u00e3o de gravuras do artista, pouqu\u00edssimo conhecida pelo p\u00fablico. \u201c\u00c9 a parte menos divulgada de sua obra, menos at\u00e9 que os desenhos\u201d, compara. Ele conta que grande parte da obra do artista est\u00e1 no centro do pa\u00eds. \u201cInclusive ouvi boatos de que a Pinacoteca de S\u00e3o Paulo faria uma retrospectiva\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Biografia<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Pedro Weing\u00e4rtner (1953-1929) \u00e9 dos mais not\u00e1veis pintores ga\u00fachos. Natural de Porto Alegre, eternizou em suas telas cenas t\u00edpicas e paisagens do Sul. Pintor, gravador e desenhista, estudou em Paris e na Alemanha, na Real Academia de Belas Artes de Berlim. Ap\u00f3s passar boa parte de sua vida na Europa, retornou ao Brasil onde afirmou-se como um dos pioneiros a dedicar-se \u00e0 t\u00e9cnica da \u00e1gua-forte.<\/p>\n<p align=\"justify\">Excursionou pelo pampa ga\u00facho colhendo informa\u00e7\u00f5es que utilizaria em telas que se tornaram cl\u00e1ssicas na hist\u00f3ria das artes pl\u00e1sticas sulinas, como o quadro Tempora mutantur, de 1898, comprado pelo ent\u00e3o presidente do Estado, Borges de Medeiros, para colocar no Pal\u00e1cio do Governo. O Museu de Arte do Rio Grande do Sul foi inaugurado em 1954 com uma exposi\u00e7\u00e3o de suas obras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Auto-retrato de Weing\u00e4rtner: artista reconhecido nacionalmente (Reprodu\u00e7\u00e3o\/J\u00c1) Naira Hofmeister O momento \u00e9 mesmo de preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da arte ga\u00facha. 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