{"id":24975,"date":"2015-10-01T13:15:05","date_gmt":"2015-10-01T16:15:05","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=24975"},"modified":"2015-10-01T13:15:05","modified_gmt":"2015-10-01T16:15:05","slug":"familia-fidelix-antiga-ilhota-e-a-quarta-comunidade-quilombola-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/familia-fidelix-antiga-ilhota-e-a-quarta-comunidade-quilombola-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Familia Fid\u00e9lix, antiga Ilhota, \u00e9 a quarta comunidade quilombola de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p>Uma \u00e1rea de 4,5 mil metros quadrados entre os bairros Azenha e Cidade Baixa, em Porto Alegre, foi identificada pelo Incra\/RS como territ\u00f3rio da comunidade remanescente de quilombo Fam\u00edlia Fid\u00e9lix. O edital com as informa\u00e7\u00f5es do Relat\u00f3rio T\u00e9cnico de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (RTID) da \u00e1rea foi publicado hoje (01) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<br \/>\nEsta \u00e9 uma importante etapa no processo que culmina com a titula\u00e7\u00e3o da comunidade. Com a publica\u00e7\u00e3o do RTID, o Incra\/RS passa a notificar os ocupantes n\u00e3o-quilombolas da \u00e1rea, que podem apresentar contesta\u00e7\u00f5es ao relat\u00f3rio em um prazo de 90 dias. No caso da Fam\u00edlia Fid\u00e9lix, 77% do territ\u00f3rio \u00e9 formado por terras do patrim\u00f4nio do Munic\u00edpio de Porto Alegre.<br \/>\n\u201cRecebemos a not\u00edcia com muito entusiasmo\u201d, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria e Cultural Remanescentes de Quilombo Fam\u00edlia Fid\u00e9lix, S\u00e9rgio Fid\u00e9lix. Ele lembra que a comunidade luta pela regulariza\u00e7\u00e3o da sua \u00e1rea desde 2004 \u2013 cinco fam\u00edlias chegaram a ser despejadas, sendo posteriormente reintegradas. O processo no Incra\/RS foi aberto em 2007. \u201cFoi moroso. Esperamos que mais comunidades sejam contempladas. A titula\u00e7\u00e3o \u00e9 um anseio das comunidades, \u00e9 uma repara\u00e7\u00e3o que buscamos\u201d, refor\u00e7a.<br \/>\nEsta \u00e9 a quarta comunidade quilombola na capital ga\u00facha a ter seu territ\u00f3rio identificado \u2013 al\u00e9m da Fam\u00edlia Fid\u00e9lix, a Fam\u00edlia Silva (bairro Tr\u00eas Figueiras), Alpes (Gl\u00f3ria) e Luiz Guaranha\/Areal da Baronesa (Cidade Baixa) j\u00e1 tiveram seus RTIDs publicados. Destas, a Fam\u00edlia Silva j\u00e1 tem t\u00edtulo parcial da sua \u00e1rea, e Luiz Guaranha\/Areal da Baronesa recebeu, em julho, c\u00f3pia da lei aprovada pelo munic\u00edpio que determina a titula\u00e7\u00e3o das \u00e1reas detidas pelo poder p\u00fablico local.<br \/>\nEm todo o Rio Grande do Sul, 19 comunidades quilombolas j\u00e1 tiveram seu RTID publicado, e quatro est\u00e3o tituladas: Fam\u00edlia Silva (Porto Alegre), Ch\u00e1cara das Rosas (Canoas), Casca (Mostardas) e Rinc\u00e3o dos Martimianos (Restinga Seca).<br \/>\n<figure id=\"attachment_24977\" aria-describedby=\"caption-attachment-24977\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/01886_fidelix3_9034134866366324520.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-24977 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/01886_fidelix3_9034134866366324520.jpg\" alt=\"01886_fidelix3_9034134866366324520\" width=\"700\" height=\"452\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-24977\" class=\"wp-caption-text\">Reduto de ocupa\u00e7\u00e3o negra, os la\u00e7os de parentesco fortaleceram a configura\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intermenos\">Hist\u00f3ria <\/span><br \/>\nO relat\u00f3rio s\u00f3cio-hist\u00f3rico-antropol\u00f3gico elaborado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aponta que a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio em Porto Alegre remonta \u00e0 d\u00e9cada de 1980, quando fam\u00edlias descendentes de escravos em Santana do Livramento migraram para capital, ap\u00f3s sucessivos deslocamentos e perda de terras na fronteira oeste do Estado.<br \/>\nNa regi\u00e3o da antiga \u201cIlhota\u201d, reduto de ocupa\u00e7\u00e3o negra na capital ga\u00facha, os la\u00e7os de parentesco e compadrio fortaleceram a configura\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio da comunidade Fam\u00edlia Fid\u00e9lix. Os n\u00facleos familiares trazem as mem\u00f3rias de seus ascendentes, as escravas Felicidade Marques (matriarca da Fam\u00edlia Fid\u00e9lix), Anast\u00e1cia (matriarca dos Santiago Freitas) e Belis\u00e1ria (matriarca dos Nascimento Damasceno).<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma \u00e1rea de 4,5 mil metros quadrados entre os bairros Azenha e Cidade Baixa, em Porto Alegre, foi identificada pelo Incra\/RS como territ\u00f3rio da comunidade remanescente de quilombo Fam\u00edlia Fid\u00e9lix. O edital com as informa\u00e7\u00f5es do Relat\u00f3rio T\u00e9cnico de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (RTID) da \u00e1rea foi publicado hoje (01) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. 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