{"id":25190,"date":"2015-10-08T13:53:03","date_gmt":"2015-10-08T16:53:03","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=25190"},"modified":"2015-10-08T13:53:03","modified_gmt":"2015-10-08T16:53:03","slug":"quilombo-mormaca-em-sertao-e-o-nono-territorio-reconhecido-pelo-incra-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/quilombo-mormaca-em-sertao-e-o-nono-territorio-reconhecido-pelo-incra-no-estado\/","title":{"rendered":"Quilombo Morma\u00e7a, em Sert\u00e3o, \u00e9 o nono territ\u00f3rio reconhecido pelo Incra no Estado"},"content":{"rendered":"<p>O Incra reconheceu e declarou como terras da comunidade remanescente de quilombo Morma\u00e7a uma \u00e1rea de 410 hectares no munic\u00edpio ga\u00facho de Sert\u00e3o (RS). A portaria foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de quarta-feira, 7.<br \/>\nEsta \u00e9 a nona Portaria declarando territ\u00f3rio quilombola no estado. Destas \u00e1reas, quatro j\u00e1 est\u00e3o tituladas: Casca, em Mostardas (t\u00edtulo parcial); Ch\u00e1cara das Rosas, em Canoas; Fam\u00edlia Silva, em Porto Alegre (t\u00edtulo parcial) e Rinc\u00e3o dos Martimianos, em Restinga Seca (t\u00edtulo parcial).<br \/>\nO pr\u00f3ximo passo para que o processo de regulariza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio quilombola avance \u00e9 a desintrus\u00e3o da \u00e1rea, com a desapropria\u00e7\u00e3o de propriet\u00e1rios n\u00e3o-quilombolas inseridos no per\u00edmetro reconhecido pelo Instituto, a partir de decreto presidencial. A \u00faltima etapa ser\u00e1 a titula\u00e7\u00e3o em nome da comunidade, um t\u00edtulo coletivo e indiviso.<br \/>\nA a\u00e7\u00e3o beneficia 21 fam\u00edlias da comunidade, cuja hist\u00f3ria remonta ao s\u00e9culo XIX. O relat\u00f3rio s\u00f3cio-hist\u00f3rico-antropol\u00f3gico elaborado por equipe da Universidade Federal do\u00a0 Rio Grande do Sul, demonstra que a Comiss\u00e3o de Terras de Passo Fundo gerou um registro escrito que atesta a presen\u00e7a dessas fam\u00edlias na regi\u00e3o desde, pelo menos, a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica (15 de novembro de 1889). A ocupa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do territ\u00f3rio vem da rela\u00e7\u00e3o dos antepassados da comunidade com seus ex-senhores. A figura de Francisca Morma\u00e7a, filha da escrava alforriada Firmina, \u00e9 a refer\u00eancia para a mem\u00f3ria coletiva de seus descendentes, que hoje avan\u00e7am no reconhecimento do territ\u00f3rio.<br \/>\nA \u00e1rea declarada pelo Incra (410 ha) \u00e9 a mesma indicada no Relat\u00f3rio T\u00e9cnico de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (RTID) da comunidade. As contesta\u00e7\u00f5es de ocupantes n\u00e3o-quilombolas apresentadas ao Instituto, tanto na superintend\u00eancia do Rio Grande do Sul quanto em Bras\u00edlia, n\u00e3o foram aceitas.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Incra reconheceu e declarou como terras da comunidade remanescente de quilombo Morma\u00e7a uma \u00e1rea de 410 hectares no munic\u00edpio ga\u00facho de Sert\u00e3o (RS). A portaria foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de quarta-feira, 7. Esta \u00e9 a nona Portaria declarando territ\u00f3rio quilombola no estado. Destas \u00e1reas, quatro j\u00e1 est\u00e3o tituladas: Casca, em Mostardas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":25191,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-25190","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-6yi","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25190","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25190"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25190\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25190"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25190"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25190"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}