{"id":252,"date":"2006-08-10T13:47:12","date_gmt":"2006-08-10T16:47:12","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=252"},"modified":"2006-08-10T13:47:12","modified_gmt":"2006-08-10T16:47:12","slug":"paulo-multimidia-jose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/paulo-multimidia-jose\/","title":{"rendered":"Paulo \u201cMultim\u00eddia\u201d Jos\u00e9"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_paulojose2.jpg?0.7503641775131336\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"216\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666\"><span style=\"font-size: xx-small\"><strong>Em a\u00e7\u00e3o no longa-metragem <span style=\"color: #666666\"><em>Saneamento B\u00e1sico, o filme,<\/em> de Jorge Furtado (Foto<\/span>: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O ga\u00facho Paulo Jos\u00e9, 68 anos, pode ser considerado um ator popular, completo. Come\u00e7ou a fazer teatro aos dez anos e sua carreira profissional nos palcos teve in\u00edcio na milit\u00e2ncia no Teatro de Equipe, em Porto Alegre, onde realizava espet\u00e1culos pol\u00edticos.<\/p>\n<p align=\"justify\">No Rio de Janeiro, foi fundador do Teatro de Arena, ao lado de Augusto Boal. Nos mais de 40 filmes em que participou, encarnou tipos brasileiros no cinema, como o anti-her\u00f3i Macuna\u00edma e o Jo\u00e7a Ram\u00edrez, na produ\u00e7\u00e3o <em>Anahy de Las Missiones.<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\">No hor\u00e1rio nobre da telinha, emocionou as fam\u00edlias sentadas na poltrona da sala em mais de 30 novelas. A mais recente participa\u00e7\u00e3o em uma produ\u00e7\u00e3o da TV foi na miniss\u00e9rie JK, no in\u00edcio de 2006, na Globo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Seu protagonismo cultural n\u00e3o se restringe apenas a belas atua\u00e7\u00f5es. Paulo Jos\u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 produtor e diretor de teatro e, agora, estr\u00e9ia como realizador audiovisual. Apesar de j\u00e1 ter dirigido as miniss\u00e9ries <em>O Tempo e o Vento, Agosto e Incidente em Anteres<\/em>, todas na TV Globo, esta \u00e9 a primeira vez que lan\u00e7a um longa-metragem, <em>Grupo Galp\u00e3o<\/em>, que teve pr\u00e9-estr\u00e9ia em Porto Alegre na segunda-feira (7)\u00a0\u00e0 noite, em sess\u00e3o comentada no Santander Cultural.<\/p>\n<p align=\"justify\">O filme segue em cartaz\u00a0durante a mostra Do Palco \u00e0 Tela do Cine Santander, composta de filmes sobre o teatro, at\u00e9 13 de agosto. O document\u00e1rio que Paulo Jos\u00e9 apresenta parece ser uma s\u00edntese de sua vida cultural.<\/p>\n<p align=\"justify\">No filme, o ga\u00facho assina a produ\u00e7\u00e3o e sua esposa, Kika Lopes, dirige a obra. Do outro lado das c\u00e2meras, o Paulo Jos\u00e9 que aparece \u00e9 o diretor de espet\u00e1culos da trupe mineira, que prepara a montagem de <em>Um homem \u00e9 um homem,<\/em> de Bertold Brecht.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m do trabalho com o grupo de Belo Horizonte, Paulo Jos\u00e9 acaba de estrear no teatro da UERJ, no Rio de Janeiro, a pe\u00e7a Ant\u00f4nio e Cle\u00f3patra, de Shakespeare; terminou as grava\u00e7\u00f5es do novo longa-metragem de Jorge Furtado, <em>Saneamento B\u00e1sico, o filme<\/em>, e se prepara para dar in\u00edcio a outro projeto de cinema, A Ceia dos Cardeais, ao lado dos colegas e amigos Domingos de Oliveira e Aderbal Freire Filho.<\/p>\n<p align=\"justify\">A movimenta\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o cultural contrasta com sua condi\u00e7\u00e3o fragilizada, exposta depois da descoberta do mal de Parkinson que o obriga a uma disciplina impressionante. Rec\u00e9m chegado de Bento Gon\u00e7alves, onde por mais de um m\u00eas enfrentou uma rotina de trabalho de 12 horas di\u00e1rias, nas filmagens de <em>Saneamento B\u00e1sico, o filme<\/em>, Paulo Jos\u00e9 veio a Porto Alegre com uma agenda repleta de compromissos para o lan\u00e7amento do longa-metragem da esposa.<\/p>\n<p align=\"left\">A voz se foi com o clima inconstante na Serra. E os rem\u00e9dios pioram os efeitos da bronquite ainda mais. Mesmo assim, Paulo Jos\u00e9 se mostra disposto: com uma rolha entre os dentes, exercita as cordas vocais por 15 minutos antes de come\u00e7ar a entrevista. Recuperada a voz, ele pergunta, sorrindo: \u201cO que \u00e9 mesmo que voc\u00ea quer saber?\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Mesmo admitindo que a televis\u00e3o \u00e9 a \u00e1rea que menos o atrai artisticamente, Paulo Jos\u00e9 critica a opini\u00e3o daqueles que a consideram uma arte menor: \u201cningu\u00e9m gosta de televis\u00e3o, s\u00f3 todo mundo\u201d, brinca, deixando claro que a massa \u00e9 que determina a import\u00e2ncia de uma m\u00eddia, n\u00e3o os especialistas. \u201cA televis\u00e3o tem uma possibilidade de multiplica\u00e7\u00e3o da express\u00e3o do ator e por isso \u00e9 mais bem paga, mas ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a fazer\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se na sua opini\u00e3o o palco representa a face transgressiva da arte, \u00e9 na TV que o p\u00fablico encontra a divers\u00e3o. \u201cO teatro levanta muito mais quest\u00f5es do que respostas e a televis\u00e3o \u00e9 o momento relaxante\u201d. Ainda assim, \u00e9 ela que rege a identidade cultural do pa\u00eds, e, portanto, \u00e9 l\u00f3gico que seja a condutora das pr\u00e1ticas na \u00e1rea. \u201cDe que maneira a massa iria ao cinema, se n\u00e3o estivessem l\u00e1 os atores conhecidos, as hist\u00f3rias a que est\u00e3o acostumados?\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A entrada da Globofilmes no mercado cinematogr\u00e1fico nacional representou um incremento da produ\u00e7\u00e3o, mas gerou tamb\u00e9m cr\u00edticas quanto \u00e0 homogeiniza\u00e7\u00e3o das tem\u00e1ticas. Para Paulo Jos\u00e9, no entanto, n\u00e3o foi apenas a quantidade de filmes que aumentou, mas tamb\u00e9m a qualidade das obras, ou seja, ganhou a ind\u00fastria nacional. \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade que a televis\u00e3o ou esse cinema de massa tenham tirado o p\u00fablico do cinema autoral, porque esse tipo de produ\u00e7\u00e3o nunca teve p\u00fablico de fato\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas artes c\u00eanicas, a regra na opini\u00e3o de Paulo Jos\u00e9 \u00e9 ir para o centro do pa\u00eds: \u201c\u00c9 muito mais interessante estar no Rio de Janeiro ou em S\u00e3o Paulo, onde se irradia teatro, do que em Porto Alegre\u201d. Mesmo assim, salienta que o apoio \u00e0 regionaliza\u00e7\u00e3o da cultura \u2013 principalmente o estatal \u2013 tem proporcionado o desenvolvimento do trabalho de grupos como o Galp\u00e3o (BH), o Armaz\u00e9m, de Curitiba e o Oi N\u00f3is Aqui Traveiz, em Porto Alegre, que receberam patroc\u00ednio da Petrobras. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma pe\u00e7a, mas o grupo que recebe a verba. Isso d\u00e1 mais estabilidade para fazer teatro\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em a\u00e7\u00e3o no longa-metragem Saneamento B\u00e1sico, o filme, de Jorge Furtado (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1) Naira Hofmeister O ga\u00facho Paulo Jos\u00e9, 68 anos, pode ser considerado um ator popular, completo. 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