{"id":25225,"date":"2015-10-12T11:08:19","date_gmt":"2015-10-12T14:08:19","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=25225"},"modified":"2015-10-12T11:08:19","modified_gmt":"2015-10-12T14:08:19","slug":"sumiram-com-a-sinfonica-do-theatro-municipal-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/sumiram-com-a-sinfonica-do-theatro-municipal-do-rio\/","title":{"rendered":"Sumiram com a sinf\u00f4nica do Theatro Municipal do Rio"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Marcelo Auler<\/span><br \/>\nNa quinta-feira, 8, um amigo foi ao Theatro Municipal do Rio disposto a assistir \u201cum programa de excel\u00eancia\u201d, conforme descreveu a pr\u00f3pria secret\u00e1ria de Cultura do Rio, Eva Doris Rosental, no encarte com a programa\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo. Acabou frustrando-se e constatando algo inusitado: o desaparecimento de toda a Orquestra Sinf\u00f4nica da casa.<br \/>\n\u201cApoteose da Dan\u00e7a\u201d, um programa que re\u00fane \u201cduas coreografias contempor\u00e2neas, promovendo o encontro de dois momentos da produ\u00e7\u00e3o da m\u00fasica de concerto\u201d, ainda conforme o programa vendido no teatro a R$ 10,00, atraiu um bom p\u00fablico. O espet\u00e1culo divide-se em duas partes, A abertura com \u201cAge of Innocence\u201d (A era da Inoc\u00eancia) uma obra de Edwaard Liang, datada de 2008. A ela seguiria a S\u00e9tima Sinfonia (de 1999) de Uwe Schotz.<br \/>\n<figure id=\"attachment_25226\" aria-describedby=\"caption-attachment-25226\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-25226 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/A-INGRESSO-editado.jpg\" alt=\"A-INGRESSO-editado\" width=\"700\" height=\"503\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25226\" class=\"wp-caption-text\">No ingresso o anuncio da Sinf\u00f4nica para as duas apresenta\u00e7\u00f5es.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nAmbas apresenta\u00e7\u00f5es, conforme o anunciado com\u00a0o Ballet e a Orquestra Sinf\u00f4nica do Theatro Municipal sob a reg\u00eancia do maestro Tobias Volkmann. Foi a oportunidade que \u201cFormiga\u201d, o amigo do blog,\u00a0achou ter encontrado para ouvir \u201dao vivo\u201d, pela primeira vez, a pe\u00e7a de Philip Glass, um compositor moderno, al\u00e9m da S\u00e9tima de Beethoven, essa sua velha conhecida.<br \/>\n<figure id=\"attachment_25230\" aria-describedby=\"caption-attachment-25230\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-25230 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/texto-da-secretaria.jpg\" alt=\"texto-da-secretaria\" width=\"700\" height=\"487\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25230\" class=\"wp-caption-text\">Texto de apresenta\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo feito pela secret\u00e1ria de Cultura\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nNa hora do espet\u00e1culo, por\u00e9m, a surpresa inusitada: n\u00e3o havia orquestra no fosso, mas \u00e1udio em grava\u00e7\u00e3o. A orquestra desapareceu, No lugar colocaram duas caixas de som e, ainda por cima, o som estava muito mal reproduzido. N\u00e3o sabiam os organizadores do espet\u00e1culo que na plateia estava o Formiga, ou melhor, Jos\u00e9 Claudio Barbedo, que durante 30 anos (1967-1997) dominou as mesas de \u00e1udio do Sistema Globo de R\u00e1dio, onde fez o diabo em termos de som, vinhetas, transmiss\u00f5es, e tudo do g\u00eanero. Ou seja, entende bem do assunto.\u00a0O testemunho dele:<br \/>\n<em>\u201cN\u00e3o acreditei no que estava vendo\/ouvindo. Nem me liguei no bal\u00e9, de t\u00e3o irritado. E o som da grava\u00e7\u00e3o era mal reproduzido, duas caixas colocadas nas laterais do palco, duas caixas para baile-funk, que tocam alto e distorcem todo o som. A pe\u00e7a, ironicamente, se chama \u201cAge of Innocence\u201d.\u00a0E eu fui pego na minha inoc\u00eancia\u2026\u201d<\/em><br \/>\nEle ainda tentou fotografar as caixas de som, mas foram retiradas mais r\u00e1pido do que o tempo que levou at\u00e9 as mesmas. No fosso, encontrou dois m\u00fasicos. E do fagotista, soube que n\u00e3o estava previsto \u2013 apesar de anunciado \u2013 a orquestra durante a primeira pe\u00e7a. Sequer ela ensaiou o\u00a0 n\u00famero. Apareceria apenas para a S\u00e9tima de Beethoven.<br \/>\nFoi quando ele comprou o programa em busca de alguma indica\u00e7\u00e3o sobre o \u00e1udio gravado da primeira apresenta\u00e7\u00e3o. Mas nada no folheto indicava isso, ao contr\u00e1rio o anunciado era a Orquestra do Teatro Municipal, regida por Tobias Volkman. Em seguida, o relato dele:<br \/>\n<figure id=\"attachment_25229\" aria-describedby=\"caption-attachment-25229\" style=\"width: 575px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-25229 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/P-02.jpg\" alt=\"P-02\" width=\"575\" height=\"800\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-25229\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz com resumo da programa\u00e7\u00e3o afixado na entrada do Theatro Municipal\/Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<em>\u201cPergunto \u00e0 recepcionista que vende o programa porque n\u00e3o havia nada anunciado no programa \u2013 e em qualquer outro lugar \u2013 sobre uma das pe\u00e7as n\u00e3o ser \u201cao vivo\u201d, ser gravada, e ela nem sabia disso. Pe\u00e7o para chamarem um respons\u00e1vel pelo teatro, e s\u00f3 conseguem localizar o pobre locutor (n\u00e3o, n\u00e3o peguei o nome dele, mas tem boa voz), que me mostra como anunciou o espet\u00e1culo da noite e, ap\u00f3s ler o programa comigo, concorda que sim, tudo d\u00e1 a entender que as duas pe\u00e7as, a do Phil Glass e a do Beethoven, ser\u00e3o executadas com a orquestra do Teatro Municipal \u201cao vivo\u201d. Me sinto perdendo a inoc\u00eancia. Eu, \u201csenior citizen\u201d (pago meia entrada por isso), sendo lesado, aos 65 anos, pelo Governo do Estado, pelo Pez\u00e3o \u2013 afinal de contas, t\u00e1 l\u00e1 o nome dele, mais Chico Dornelles, no programa do teatro.<\/em><br \/>\nS\u00edntese: sumiram com uma orquestra de 100 m\u00fasicos por metade de um espet\u00e1culo no Theatro Municipal. Seguindo assim, podiam ter anunciado que \u00e9 o \u201cBal\u00e9 do Municipal\u201d, e apresentarem um FILME do Corpo de Bal\u00e9, j\u00e1 que apresentam a orquestra em grava\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<em>Os bailarinos? Cara, nem vi, de t\u00e3o p\u2026 que estava. Mas foram aplaudidos.<\/em><br \/>\n<em>Ser\u00e1 que s\u00f3 eu que ainda noto que sumiram com uma orquestra de 100 m\u00fasicos?\u201d<\/em><br \/>\nCheretando o programa em casa, descubro, na \u00faltima p\u00e1gina, antes da segunda contra-capa, escrito em letras bem mi\u00fadas, algo intitulado \u201cRepert\u00f3rio\u201d, com nomes das obras, nomes de regentes, nomes de gavadoras\u2026. T\u00e1, defina \u201crepert\u00f3rio\u201d para mim, por favor. Ser\u00e1 que foram os CDS, ou LPS, ou FITAS, ou MP3, MP4, FLAC, WAV, o cacete, de onde tiraram o p\u00e9ssimo \u00e1udio que reproduziram, em vez de colocar a orquestra movida a arco, sopro, cuspe e porrada em pele?\u201d<br \/>\nFica, portanto o alerta a quem pretende ir ao Municipal ouvir a m\u00fasica de Philip Glass: n\u00e3o h\u00e1 orquestra, mas grava\u00e7\u00e3o mal feita e mal reproduzida. Isto, apesar\u00a0de o Theatro Municipal contar com toda uma sinf\u00f4nica. Algu\u00e9m est\u00e1 lesando o publico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcelo Auler Na quinta-feira, 8, um amigo foi ao Theatro Municipal do Rio disposto a assistir \u201cum programa de excel\u00eancia\u201d, conforme descreveu a pr\u00f3pria secret\u00e1ria de Cultura do Rio, Eva Doris Rosental, no encarte com a programa\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo. Acabou frustrando-se e constatando algo inusitado: o desaparecimento de toda a Orquestra Sinf\u00f4nica da casa. \u201cApoteose [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":25228,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-25225","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-6yR","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25225","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25225"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25225\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25225"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25225"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25225"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}