{"id":25337,"date":"2015-10-15T15:12:29","date_gmt":"2015-10-15T18:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=25337"},"modified":"2015-10-15T15:12:29","modified_gmt":"2015-10-15T18:12:29","slug":"dilma-tenta-reacao-meio-a-crise-economica-mais-intensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/dilma-tenta-reacao-meio-a-crise-economica-mais-intensa\/","title":{"rendered":"Dilma tenta rea\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 crise econ\u00f4mica mais intensa"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">PC de Lester<\/span><br \/>\nA baixa popularidade n\u00e3o amea\u00e7a Dilma Rousseff, mas o descr\u00e9dito decorrente dos excessos da campanha eleitoral \u00e9 que dinamitou sua credibilidade a ponto de nenhuma for\u00e7a politica, hoje em dia, acreditar que os cacos possam ser juntados e colados a tempo de salvar o pa\u00eds de um colapso econ\u00f4mico de alta periculosidade. Com isto ela n\u00e3o tem apoio significativo para se relan\u00e7ar e reconduzir seu governo sob algum consenso ou, mais diretamente falando, num rumo, qualquer rumo.<br \/>\nOs gastos desenfreados no ano eleitoral e, crescentemente, no per\u00edodo eleitoral e, por fim, no segundo turno desmontaram a imagem austera que a presidente ainda mantinha no seu primeiro mandato. Foi com isto que abalou sua imagem e jogou sua credibilidade pelo ralo.<br \/>\nAntes, entre 2011 e 2013, o descontrole fiscal s\u00f3 era observado pelos iniciados (acad\u00eamicos, empres\u00e1rios etc.), mas n\u00e3o chegavam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Depois da elei\u00e7\u00e3o, quando a conta do cart\u00e3o de cr\u00e9dito implodiu as contas do governo e chegou aos trabalhadores e empres\u00e1rios com uma percep\u00e7\u00e3o de governo vol\u00favel (leia-se populista, no jarg\u00e3o pol\u00edtico), a confian\u00e7a se foi.<br \/>\nCom o descr\u00e9dito veio a retra\u00e7\u00e3o do consumo das fam\u00edlias e o encolhimento das empresas, com reflexos imediatos no desemprego e na arrecada\u00e7\u00e3o. A\u00ed est\u00e1 o problema, pois ningu\u00e9m, tanto nas fam\u00edlias como no setor privado acredita que Dilma tem as qualidades para liderar um projeto de restabelecimento do dinamismo. Ou seja: os agentes econ\u00f4micos est\u00e3o paralisados, nem gastando nem aplicando dinheiro em nada.<br \/>\nSe isto n\u00e3o mudar o pa\u00eds pode continuar parado. Por isto, tem gente querendo que a presidente entregue o governo. Os mais imaturos politicamente prop\u00f5em seu afastamento; os realistas, cientes de que quebras institucionais s\u00e3o piores que o marasmo, sugerem que ela entregue a gest\u00e3o a uma composi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as com credibilidade para botar as pessoas e, principalmente, os capitais em movimento.<br \/>\nO impasse deriva deste dilema: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. Dilma ainda n\u00e3o est\u00e1 suficientemente assustada para aceitar a tutela. Acredita no seu taco e se escuda na legitimidade de sua vota\u00e7\u00e3o contabilizada nas urnas, embora seja evidente que 80 por cento de seu eleitorado j\u00e1 lhe abandonou e, num patamar mais amplo, esteja quase sozinha, com apenas nove por cento de aprova\u00e7\u00e3o. \u00c9 um paradoxo.<br \/>\nUma solu\u00e7\u00e3o vir\u00e1 da profundidade e da velocidade com que a crise econ\u00f4mica for atingindo o sistema. No momento, a presidente opera numa prioridade discut\u00edvel, que \u00e9 se concentrar no embate contra seus opositores na \u00e1rea judicial e na pol\u00edtica. As duas s\u00e3o fios desencapados. \u00c9 preciso n\u00e3o cometer erro para n\u00e3o levar um choque letal. Na Justi\u00e7a, trazendo para sua equipe advogados de real compet\u00eancia. Veja como ela saiu-se mal no embate contra o Tribunal de Contas. No caso do impeachment, deve manter sua margem de seguran\u00e7a parlamentar.<br \/>\nNo mais, o pior que pode lhe acontecer \u00e9, em consequ\u00eancia de insucesso no julgamento de suas pedaladas, perder seu direito de se candidatar. \u00c9 pouco prov\u00e1vel que ela volte \u00e0s urnas t\u00e3o cedo, pois \u00e9 ineleg\u00edvel para cargos executivos. Caso se decida a candidatar-se em 2016 a vereadora em Porto Alegre, seu domic\u00edlio eleitoral, teria at\u00e9 mar\u00e7o do ano que vem para renunciar. Neste caso, a pedalada poderia atrapalhar seus planos. Portanto, essa impopularidade acachapante n\u00e3o tem efeito, \u00e9 apenas um constrangimento para si e seus auxiliares mais conhecidos, que est\u00e3o expostos a vaias. S\u00f3 isto, pois at\u00e9 hoje, que se sabe, ningu\u00e9m morreu de vaia. Se n\u00e3o for isto, Dilma pensa ir levando a trancos e barrancos at\u00e9 seu \u00faltimo dia no Pal\u00e1cio do Planalto, em 2018, como declarou enfaticamente na semana retrasada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PC de Lester A baixa popularidade n\u00e3o amea\u00e7a Dilma Rousseff, mas o descr\u00e9dito decorrente dos excessos da campanha eleitoral \u00e9 que dinamitou sua credibilidade a ponto de nenhuma for\u00e7a politica, hoje em dia, acreditar que os cacos possam ser juntados e colados a tempo de salvar o pa\u00eds de um colapso econ\u00f4mico de alta periculosidade. 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