{"id":254,"date":"2006-08-14T13:49:24","date_gmt":"2006-08-14T16:49:24","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=254"},"modified":"2006-08-14T13:49:24","modified_gmt":"2006-08-14T16:49:24","slug":"retratos-imaginarios-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/retratos-imaginarios-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Retratos imagin\u00e1rios de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_tomlisboa4.jpg?0.9646287025597964\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"188\" height=\"250\" \/><\/strong><\/p>\n<blockquote style=\"margin-right: 0px\">\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Detalhe da &#8216;polaroid&#8217; impressa por Tom Lisboa em frente \u00e0 Camara Municipal (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><br \/>\n\u201cPerceba como cada um dos cinco andares do Edif\u00edcio Hermann, \u00e0 sua esquerda, possui uma sacada diferente\u201d. A frase, escrita num papel amarelo retangular, est\u00e1 colada num orelh\u00e3o na Rua da Praia, perto das Lojas Americanas. Um pouco mais adiante, noutro telefone, o mesmo papel amarelo avisa: \u201cOlhe para cima: voc\u00ea est\u00e1 sendo observado\u201d.<br \/>\nAs mensagens s\u00e3o o resultado da interven\u00e7\u00e3o urbana que o artista visual Tom Lisboa realizou na cidade na semana passada, intitulada &#8220;Polar\u00f3ides (In)Vis\u00edveis&#8221;. Em pequenos cart\u00f5es amarelados, com formato e tamanho que lembram as fotografias polar\u00f3ides, Tom Lisboa sugere olhares fotogr\u00e1ficos pouco comuns para cidade. A proposta \u00e9 provocar o pedestre\u00a0a reparar\u00a0detalhes que passam despercebidos no cotidiano.<br \/>\n\u201cA rela\u00e7\u00e3o com a polaroid e a fotografia n\u00e3o s\u00e3o equivocadas. Polaroid tem a ver com este registro instant\u00e2neo que estou propondo. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que minha polaroid n\u00e3o imp\u00f5e a vis\u00e3o de um fot\u00f3grafo, ela apenas d\u00e1 a descri\u00e7\u00e3o de um poss\u00edvel enquadramento. A imagem \u00e9 a pessoa quem faz\u201d, explica Lisboa.<br \/>\nO artista visual repete na capital do Rio Grande do Sul a iniciativa realizada em Curitiba no m\u00eas de maio, reconhecida por um dos mais importantes pr\u00eamios de fotografia nacional, o Porto Seguro. Apesar de tecnicamente n\u00e3o ser um trabalho de fotografia, Polar\u00f3ides (In)Vis\u00edveis utiliza os fundamentos b\u00e1sicos da arte: enquadramento, ilumina\u00e7\u00e3o e profundidade de campo. \u201cA boa foto n\u00e3o depende da c\u00e2mera, mas sim, da vis\u00e3o do fot\u00f3grafo\u201d, opina.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_tomlisboa5.jpg?0.3652320977891093\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"188\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">O artista fixa as <em>Polaroides (In)Vis\u00edveis<\/em> em paradas de \u00f4nibus e telefones p\u00fablicos0<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos orelh\u00f5es, as paradas de \u00f4nibus do centro de Porto Alegre tamb\u00e9m receberam os adesivos amarelos. \u201cS\u00e3o locais onde tradicionalmente, a pessoa se permite observar, pois est\u00e1 parada, esperando o \u00f4nibus ou fazendo uma liga\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\nAl\u00e9m do local incomum, Tom Lisboa buscou \u00e2ngulos que dificilmente s\u00e3o percebidos. O alto dos pr\u00e9dios, um detalhe ao fundo de uma cena ou um reflexo na fachada de vidros. \u201cUma das caracter\u00edsticas das imagens \u00e9 que geralmente n\u00e3o s\u00e3o cart\u00f5es postais, s\u00e3o aquelas coisas mais invis\u00edveis para querm anda diariamente na correria\u201d.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">A imagem escondida<\/span><\/strong><br \/>\nMunido de um caderninho, \u2018molduras\u2019 de polar\u00f3ides e uma caneta, Tom Lisboa sai a caminhar pela cidade, buscando \u00e2ngulos n\u00e3o usuais da urbanidade. Quando enxerga um ponto de \u00f4nibus ou telefone p\u00fablico, p\u00e1ra e come\u00e7a a observar o entorno. \u201cFico um temp\u00e3o olhando para os lados, para cima, esperando aparecer uma imagem que eu queira destacar\u2019, conta. Foi assim que descobriu a assimetria nas sacadas do Edif\u00edcio Hermann e a est\u00e1tua em cima do pr\u00e9dio da Livraria do Globo, na Rua da Praia, que parece observar o movimento na avenida.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_tomlisboa3.jpg?0.0009117535968916624\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"188\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">No ponto de \u00f4nibus, ele procura o \u00e2ngulo ideal da foto<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Em frente \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores, por exemplo, Tom Lisboa sugere um enquadramento do cen\u00e1rio formado pelos trilhos do aerom\u00f3vel, a chamin\u00e9 da Usina do Gas\u00f4metro e os coqueiros da avenida Loureiro da Silva.<br \/>\nLisboa, p\u00e1ra, observa, anota no caderninho e em seguida, transcreve o texto para o papel amarelo. Colada na parada de \u00f4nibus, a polar\u00f3ide vira uma esp\u00e9cie de exposi\u00e7\u00e3o permanente.<br \/>\nOu nem tanto: minutos depois, o artista volta ao local e, surpresa, a interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 mais l\u00e1. \u201c\u00c9 a primeira vez que desenvolvo um desprendimento t\u00e3o grande da minha obra, j\u00e1 soube de turistas que levaram uma polar\u00f3ide como souvenir\u201d, confessa.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_tomlisboa.jpg?0.8267707364806305\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"187\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Minutos depois, a sugest\u00e3o \u00e9 levada embora por um pedestre<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Para quem n\u00e3o conseguir achar as polar\u00f3ides de Lisboa pela cidade, a dica \u00e9 aguardar at\u00e9 3 de setembro, quando ele abre uma\u00a0exposi\u00e7\u00e3o na Galeria Lunara, na Usina do Gas\u00f4metro. Nesse mesmo dia, ser\u00e1 lan\u00e7ado o site do artista, de onde o internauta pode tamb\u00e9m \u2018baixar\u2019 as sugest\u00f5es de fotografias imagin\u00e1rias \u2013 de Porto Alegre e Curitiba.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Detalhe da &#8216;polaroid&#8217; impressa por Tom Lisboa em frente \u00e0 Camara Municipal (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1) Naira Hofmeister \u201cPerceba como cada um dos cinco andares do Edif\u00edcio Hermann, \u00e0 sua esquerda, possui uma sacada diferente\u201d. A frase, escrita num papel amarelo retangular, est\u00e1 colada num orelh\u00e3o na Rua da Praia, perto das Lojas Americanas. 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