{"id":25409,"date":"2015-10-16T04:00:00","date_gmt":"2015-10-16T07:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=25409"},"modified":"2015-10-16T04:00:00","modified_gmt":"2015-10-16T07:00:00","slug":"outubro-rosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/outubro-rosa\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Alice Schuch*<\/span><br \/>\nEla pensa, procura, mas n\u00e3o sabe o que fazer. \u00c9 bela, boa, \u00e9 inteligente, tem tudo e, mesmo assim, \u00e0s vezes experimenta esta particular insatisfa\u00e7\u00e3o, falta-lhe alguma coisa, um vazio que n\u00e3o sabe como resolver. Cai em depress\u00e3o e n\u00e3o consegue sair. Adoece.<br \/>\nA depress\u00e3o \u00e9 a principal porta para as doen\u00e7as e as mulheres s\u00e3o atingidas em peso por esse que \u00e9 um mal do s\u00e9culo. A causa \u00e9 a falta do projeto de vida que deve ter cada uma, na sua individualidade, deveria ter e defender. Ter sonhos, ambi\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia expande uma for\u00e7a que tira a mulher deste vazio interior que muitas sentem. O resultado \u00e9 a vitalidade.<br \/>\nA vitalidade dificulta o desenvolvimento at\u00e9 de doen\u00e7as graves. Pensemos nisso.<br \/>\nA depress\u00e3o alimenta uma alma doente, logo, reflete um corpo doente. Buscar a ajuda que for necess\u00e1ria, criar um projeto de vida, um objetivo de vida. Com isso, ganhar for\u00e7a e independ\u00eancia. Tamb\u00e9m pontuo atitudes consideradas historicamente masculinas e que, n\u00e3o sendo, devem ser desenvolvidas nas mulheres: a a\u00e7\u00e3o eficiente, formalizando o que se quer, movimentando-se, cumprindo e realizando com certo orgulho e praticidade. Assim \u00e9 a origem feminina. Devemos retornar \u00e0 nossa natureza, criando uma forma de agir feminina e eficiente, mudando, assim, a hist\u00f3ria.<br \/>\nCorriqueiramente, a mulher cumpre regras feitas, passadas h\u00e1 muitas gera\u00e7\u00f5es. Vibra, sente a pr\u00f3pria for\u00e7a, eleva ao m\u00e1ximo suas pr\u00f3prias pretens\u00f5es. Pretende o belo, o poder, tem uma sensibilidade especial, uma for\u00e7a de intelig\u00eancia, sabe que possui o poder de gerar a vida, mas no exato momento que a oportunidade real se mostra, entra uma imagem, uma informa\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria que fixa uma forma que d\u00f3i dentro. Adoece.<br \/>\nSurge um medo infundado e ela n\u00e3o colhe a oportunidade, retira-se do jogo. Perde o centro da a\u00e7\u00e3o vencedora, desiste. Rebela-se, culpa os outros, mas n\u00e3o compreende a causa da sua fraqueza.<br \/>\nTodas as mulheres, principalmente as mais inteligentes, percebem a exist\u00eancia de um erro, mas n\u00e3o conseguem identific\u00e1-lo de fato. A diferente \u00e9 considerada uma amea\u00e7a, principalmente se \u00e9 uma l\u00edder. Sente-se combatida, agredida, impotente por fim, sente culpa de n\u00e3o ser igual as outras e desiste. N\u00e3o conseguindo realizar o seu projeto, passa a consider\u00e1-lo imposs\u00edvel, n\u00e3o compreende.<br \/>\nDeixa-se arrastar pela massa e, por sua vez, torna-se parte dela, baila no vazio. Mata a pr\u00f3pria luz, em boa f\u00e9 assassina o pr\u00f3prio n\u00facleo individual. E segue adoecendo.<br \/>\n<strong>*Palestrante, pesquisadora do universo feminino e autora do livro &#8220;Mulher: aonde vais? Conv\u00e9m?&#8221;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alice Schuch* Ela pensa, procura, mas n\u00e3o sabe o que fazer. \u00c9 bela, boa, \u00e9 inteligente, tem tudo e, mesmo assim, \u00e0s vezes experimenta esta particular insatisfa\u00e7\u00e3o, falta-lhe alguma coisa, um vazio que n\u00e3o sabe como resolver. Cai em depress\u00e3o e n\u00e3o consegue sair. 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