{"id":2555,"date":"2009-01-23T14:47:15","date_gmt":"2009-01-23T17:47:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=2555"},"modified":"2009-01-23T14:47:15","modified_gmt":"2009-01-23T17:47:15","slug":"bom-fim-imune-a-crise-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/bom-fim-imune-a-crise-global\/","title":{"rendered":"Bom Fim imune \u00e0 crise"},"content":{"rendered":"<p>Por <strong>Pedro Lauxen<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-caption-dt\">A crise internacional parece n\u00e3o ter chegado ainda ao Bom Fim. Na semana em que a poderosa Microsoft despediu 5 mil empregados e em que dois grandes bancos americanos quebraram, a maioria dos neg\u00f3cios do bairro continua faturando bem, dentro dos altos e baixos comuns do mercado.<\/p>\n<p>Numa amostragem feita pelo Jornal J\u00e1, nota-se pequenos sinais de aperto, mas nada de assustar. Segundo Paulo Marcadenti, gerente da loja de m\u00f3veis P\u00f3rtico, \u201cat\u00e9 outubro as coisas iam bem, mas em novembro e dezembro as vendas ca\u00edram\u201d \u2013 justamente os dois piores meses da crise global.<br \/>\nNo mercadinho Lelo, a propriet\u00e1ria Denise Saldanha defende a tese de que os dois \u00faltimos meses foram ruins para todos por causa da cidade vazia, quando milhares deixam a capital para veranear, fen\u00f4meno j\u00e1 experimentado em anos anteriores. \u00c9 da mesma opini\u00e3o seu Don Levy, 75 anos, dono da lojinha Dennys, de cuecas e lingeries, da Osvaldo.<br \/>\nA tradicional Rainha das Noivas sentiu uma queda nas vendas, mas a gerente Joseane Beatriz Pereira Pires mant\u00e9m a calma e pretende vencer o momento com naturalidade. \u201cVamos seguir trabalhando que isso passa\u201d, projetou. Respons\u00e1vel por nove funcion\u00e1rios, Joseane n\u00e3o precisou fazer nenhum corte de pessoal \u2013 e desemprego \u00e9 sempre o primeiro sinal da crise.<br \/>\n<figure id=\"attachment_2558\" aria-describedby=\"caption-attachment-2558\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/dsc03508.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2558\" title=\"dsc03508\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/dsc03508-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2558\" class=\"wp-caption-text\">Joseane Pires, respons\u00e1vel pela Rainha das Noivas. <\/figcaption><\/figure><br \/>\nNa \u00e1rea de servi\u00e7os, o barbeiro Francisco Freitas, da rua Jo\u00e3o Teles, n\u00e3o viu nenhuma diminui\u00e7\u00e3o anormal nos neg\u00f3cios: \u201cUma pequena redu\u00e7\u00e3o na freguesia \u00e9 mais pela praia, porque crise sempre teve nos 43 anos que tenho de Bom Fim\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_2559\" aria-describedby=\"caption-attachment-2559\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/dsc03517.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2559\" title=\"dsc03517\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/dsc03517-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2559\" class=\"wp-caption-text\">Seu Chico n\u00e3o sentiu os efeitos da crise. <\/figcaption><\/figure><br \/>\nSempre movimentado, o restaurante Casar\u00e3o n\u00e3o enfrenta dificuldades, mas j\u00e1 pode sentir diferen\u00e7as nos custos da mat\u00e9ria-prima. Segundo a propriet\u00e1ria, que est\u00e1 atenta \u00e0s poss\u00edveis consequencias da crise, \u201ca carne vermelha est\u00e1 muito cara, estamos priorizando outras carnes no buffet\u201d. O n\u00famero de almo\u00e7os vendidos era 30% maior no mesmo per\u00edodo do ano passado e a dona sabe bem por que. \u201cAlgumas empresas que n\u00e3o demitiram funcion\u00e1rios, com essa crise cortaram benef\u00edcios, como o valor do vale refei\u00e7\u00e3o\u201d. explicou.<br \/>\nN\u00e3o houve grandes efeitos no setor imobili\u00e1rio. Cl\u00e1udia Mendes, 31 anos, encarregada do setor de loca\u00e7\u00e3o da Adacom est\u00e1 vibrando com a procura por aluguel de im\u00f3veis. \u201cEsta \u00e9poca sempre \u00e9 boa porque vem muitos estudantes do interior pro vestibular, mas este ano est\u00e1 acima da m\u00e9dia\u201d, lembrou. O movimento nas vendas \u00e9 est\u00e1vel.<br \/>\nBianca Aranda, vendedora da loja de moda jovem Forman 4, no conjunto comercial da Vasco da Gama esquina com Jo\u00e3o Telles, sente falta dos clientes e das comiss\u00f5es que ganha a cada venda. Ela contou que o patr\u00e3o abriu uma loja em Tramanda\u00ed para atender os veranistas, \u201cmas l\u00e1 tamb\u00e9m est\u00e1 fraco\u201d. \u201cAcho que o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pelas f\u00e9rias\u201d, incapaz de ligar o que acontece no balc\u00e3o com a crise internacional.<br \/>\nNo Mercado do Bom Fim,dona Leni Santos, da Flora do Sul, lamenta que o Natal n\u00e3o rendeu nem perto do previsto. \u201cEm dezembro devo ter vendido umas 30 folhagens, sendo que s\u00f3 no s\u00e1bado eu j\u00e1 vendi 40\u201d. Ela n\u00e3o v\u00ea uma influ\u00eancia internacional e reza pra que as coisas melhorem em mar\u00e7o.<br \/>\nUm que n\u00e3o culpa nem a crise nem ao veraneio pela baixa nos neg\u00f3cios \u00e9 o vendedor ambulante Paulo Pereira, 43 anos, 30 deles oferecendo \u00e1gua e refri no parque da Reden\u00e7\u00e3o: \u201cT\u00f4 acostumado, \u00e0s vezes passo a tarde inteira aqui e n\u00e3o vendo nada, mas tem dia que d\u00e1 bastante\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Pedro Lauxen A crise internacional parece n\u00e3o ter chegado ainda ao Bom Fim. Na semana em que a poderosa Microsoft despediu 5 mil empregados e em que dois grandes bancos americanos quebraram, a maioria dos neg\u00f3cios do bairro continua faturando bem, dentro dos altos e baixos comuns do mercado. 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