{"id":25999,"date":"2015-11-05T22:56:00","date_gmt":"2015-11-06T01:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=25999"},"modified":"2015-11-05T22:56:00","modified_gmt":"2015-11-06T01:56:00","slug":"esperar-nao-e-saber-e-anomia-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/esperar-nao-e-saber-e-anomia-mesmo\/","title":{"rendered":"Esperar n\u00e3o \u00e9 saber. \u00c9 anomia mesmo."},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Enio Squeff<\/span><br \/>\n<em>\u00a0&#8220;Quem disser que sabe o que est\u00e1 acontecendo no Brasil, est\u00e1 no m\u00ednimo\u00a0<\/em>mal <em>informado<\/em>&#8221; (Paulo Totti, jornalista)<br \/>\nDe meu querido amigo, Bernardo Kucinsky, h\u00e1 dias:&#8221; Sempre pensei que fosse dif\u00edcil ser judeu, mas estou me dando conta de que hoje \u00e9 mais dif\u00edcil ser brasileiro&#8221;.<br \/>\nBernardo n\u00e3o se referia apenas aos percal\u00e7os de um pa\u00eds violento &#8211; 40 mil assass\u00ednios por ano &#8211; ou \u00e0 completa submiss\u00e3o da grande imprensa aos\u00a0partidos de oposi\u00e7\u00e3o\u00a0 ou mesmo \u00e0 parcialidade do Judici\u00e1rio, que s\u00f3 v\u00ea os crimes\u00a0do PT e trata de esconder os dos partidos que s\u00e3o contra o governo &#8211; mas ao\u00a0sentido de uma palavra que parece definir a situa\u00e7\u00e3o do Brasil como um todo &#8211; a\u00a0anomia. O termo que define a uma conting\u00eancia, principalmente do Estado, que\u00a0seria desprovido de leis e de regras &#8211; nomearia \u00e0 fei\u00e7\u00e3o um pa\u00eds entalado por um\u00a0certo tipo de anarquia, uma proverbial falta de regras. A anomia, no entender\u00a0n\u00e3o s\u00f3 do Bernardo, seria tanto do governo que, passado um ano, n\u00e3o disse ao\u00a0que veio; quanto da oposi\u00e7\u00e3o que s\u00f3 tem como programa, para o pa\u00eds, um pa\u00eds\u00a0imenso e complexo como o Brasil, o impeachment da presidente.<br \/>\nMelhor defini\u00e7\u00e3o parece, de fato, muito dif\u00edcil.\u00a0Anomia.<br \/>\nDe um lado, h\u00e1 um Judici\u00e1rio na pessoa de um juiz, S\u00e9rgio Moro, que s\u00f3\u00a0v\u00ea e procura os crimes do Partido do Trabalhadores, nada de isen\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o\u00a0est\u00e1 s\u00f3. Tem como se fiel avalista, um ministro do STF, Teori Zavascky que,\u00a0parece\u00a0 decidido a eliminar o\u00a0 instituto do Habeas Corpus no Pa\u00eds. Ambos, com o\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico\u00a0 a comandar &#8211; e n\u00e3o ministro da Justi\u00e7a &#8211; uma Pol\u00edcia Federal\u00a0entregue \u00e0s feras antipetistas; e agindo como tal.<br \/>\nAnomia, de fato. Pois, no Planalto, h\u00e1 uma presidente a quem certamente falta aid\u00e9ia do que venha a ser governar uma na\u00e7\u00e3o que est\u00e1, queiram ou n\u00e3o, entre as grandes pot\u00eancias. Ou perdemos a posi\u00e7\u00e3o entre \u00a0as dez maiores economias?.<br \/>\nAnomia, esta a palavra. E n\u00e3o deixa de ser um perigo, por favor: onde a pol\u00edtica se\u00a0desmantela, a aparente aus\u00eancia de pol\u00edtica das ditaduras &#8211; o governo de um\u00a0homem s\u00f3 ou de um Judici\u00e1rio digamos ( n\u00e3o custa pensar em todas as\u00a0possibilidades), passa a ser um tema bastante palat\u00e1vel para parte de uma\u00a0sociedade cada vez mais despolitizada. S\u00f3 que,\u00a0 de pol\u00edtica, como n\u00e3o \u00e9 novidade, alguns membros do Judici\u00e1rio sabem muito bem o que seja. E de como pratic\u00e1-la.<br \/>\nBeethoven definia a anomia da \u00c1ustria de seu tempo com uma \u00fanica\u00a0frase &#8220;enquanto os austr\u00edacos tiverem salsicha e cerveja, eles jamais far\u00e3o a\u00a0revolu\u00e7\u00e3o&#8221;. Trocando a cerveja por cacha\u00e7a, talvez, mesmo assim, n\u00e3o definamos\u00a0a sociedade brasileira atual.<br \/>\nE a\u00ed entra todo o imbroglio.<br \/>\nPara o professor de direito constitucional da PUC, de S\u00e3o Paulo, Pedro Estev\u00e3o\u00a0Serrano, a id\u00e9ia da anomia \u00e9 perfeita: desde que se a considere como aus\u00eancia de\u00a0&#8220;normas&#8221;, ela atinge todos os setores da sociedade brasileira. A express\u00e3o, de\u00a0fato, aplica-se a um extenso leque que vai das arbitrariedades da Pol\u00edcia, ao\u00a0Judici\u00e1rio, mas n\u00e3o de forma menos nociva, ao parlamento brasileiro e \u00e0 m\u00eddia.<br \/>\nA\u00a0leni\u00eancia da oposi\u00e7\u00e3o &#8211; e n\u00e3o menos dos grandes jornais e televis\u00f5es &#8211; com umhomem como Eduardo Cunha &#8211; que comprovadamente ( n\u00e3o \u00e9 uma hip\u00f3tese) tem\u00a0contas na Su\u00ed\u00e7a, conta n\u00e3o declarada \u00e0s autoridades, prescinde da cautela nas\u00a0acusa\u00e7\u00f5es. Pode-se supor que n\u00e3o\u00a0 seja condenado &#8211; mas o &#8220;in dubio pro reo&#8221; s\u00f3se lhe aplica na teoria, ao ser submetido a julgamento.\u00a0Que existe o crime e o cad\u00e1ver, disso n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida.<br \/>\nA anomia da justi\u00e7a brasileira, a prop\u00f3sito, n\u00e3o \u00e9 uma hip\u00f3tese, j\u00e1 que a\u00a0notoriedade da persegui\u00e7\u00e3o escancarada a cidad\u00e3os como o presidente Lula, est\u00e1\u00a0longe de ser uma exce\u00e7\u00e3o, ou um procedimento extempor\u00e2neo.<br \/>\nN\u00e3o obstante,\u00a0tudo mais \u00e9 invocada como um mantra para que o presidente da C\u00e2mara seja\u00a0poupado de &#8220;pr\u00e9-julgamentos&#8221;. Como se seu crime n\u00e3o estivesse comprovado.<br \/>\nEle tem contas n\u00e3o declaradas ao fisco brasileiro, mas sobretudo negadas por ele\u00a0perante o Congresso. Ponto. Enquanto isso. por\u00e9m, cabe aos filhos do ex-presidente Lula &#8211; e \u00e0s noras tamb\u00e9m &#8211; comprovarem que n\u00e3o s\u00e3o criminosos.<br \/>\nAnomia, mas principalmente da m\u00eddia.<br \/>\nO governador Geraldo Alkmin, de S\u00e3o Paulo, certamente \u00e9 o \u00fanico na longa listade governantes paulistas que em vez de abrir escolas, as est\u00e1 fechando. Existe\u00a0algo parecido na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o no Brasil ou de S\u00e3o Paulo?<br \/>\nNem como\u00a0fantasia do mais destrambelhado opositor do PSDB. Apesar disso, muito\u00a0dificilmente se l\u00ea\u00a0 ou se v\u00eaem quaisquer not\u00edcias ou coment\u00e1rios na televis\u00e3o\u00a0brasileira &#8211; incluindo-se as que n\u00e3o est\u00e3o subordinadas ao governo paulista,\u00a0como a TV Brasil. Ali\u00e1s, calcula-se que a TV Brasil fa\u00e7a de tudo para n\u00e3o ser\u00a0acusada de &#8220;chapa branca&#8221; por defender Dilma Rousseff; e, de fato, diga-se, a TV\u00a0estatal federal n\u00e3o tem dado raz\u00f5es para que a acusem de parcialidade (embora\u00a0se lhe possa invectivar por n\u00e3o ser minimamente competente). Em compensa\u00e7\u00e3o,\u00a0n\u00e3o existe nada t\u00e3o tucanamente parcial quanto a TV Cultura de S\u00e3o Paulo.\u00a0Trata-se de uma institui\u00e7\u00e3o estatal, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Ou seja, n\u00e3o \u00e9 uma\u00a0propriedade particular, ou de um governo, \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o do Estado &#8211;\u00a0teoricamente de todos os segmentos pol\u00edticos, da oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso\u00a0mesmo, mas ela age e existe como TV de propriedade do governo do PSDB. Nada\u00a0do que se veicula em mat\u00e9ria de pol\u00edtica na Funda\u00e7\u00e3o Padre Anchieta &#8211; n\u00e3o existe\u00a0opini\u00e3o petista na TV Cultura &#8211; pode sequer ser sonhada como &#8220;independente&#8221;.<br \/>\nTalvez seja dif\u00edcil elencar, em suma, todas as not\u00edcias que saem em quase todosos jornais e revistas que acusam, sem provas, o ex-presidente Lula, e seus\u00a0familiares de estarem envolvidos em corrup\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSeria uma anomalia, uma\u00a0anomia \u00e0s avessas, digamos, que houvesse um desmentido, ou uma retifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nOra, com tudo isso, talvez seja muito pedir \u00e0 imprensa, ou a Oposi\u00e7\u00e3o &#8211; que at\u00e9\u00a0agora parecem ignorar a sua proximidade indecente com Eduardo Cunha &#8211; que\u00a0reconsiderem seu oposicionismo enlouquecido; cabe, contudo, \u00e0 sociedade que\u00a0divise aonde chegamos e aonde podemos ir. Pois h\u00e1 alguns sinais positivos, de\u00a0um m\u00ednimo de governabilidade, digamos. A imprensa n\u00e3o se demorou muito &#8211;\u00a0compreensivelmente pode-se considerar- sobre a demiss\u00e3o do general\u00a0comandante do Terceiro Ex\u00e9rcito. \u00c9 a primeira vez que isso acontece desde a ditadura. Mas n\u00e3o foi s\u00f3 por ter feito cr\u00edticas \u00e0 presidente que o general Ant\u00f4nio\u00a0Hamilton Martins foi desfenestrado de seu alto cargo. Coube-lhe a fa\u00e7anha\u00a0incr\u00edvel de considerar o recentemente falecido coronel Brilhante Ulstra &#8211;\u00a0justamente a vergonha das For\u00e7as Armadas que n\u00e3o precisa de exaltar\u00a0torturadores\u00a0 &#8211; como her\u00f3i. De um ex\u00e9rcito que teve Caxias, Tupy Caldas, Os\u00f3rio,\u00a0ou o marechal Rondon e uma infinidade de outros nomes &#8211; esses sim, aut\u00eanticos homens de bem &#8211; dispensa-se que se o macule com homens, como o tal coronel,\u00a0cuja grande fa\u00e7anha foi a de ter torturado e matado presos pol\u00edticos. Um\u00a0monstro. Ou seja, o general que o elogiou, foi exemplarmente punido tamb\u00e9m\u00a0por querer emascular as For\u00e7as Armadas &#8211; not\u00edcia mais que bastante para ser\u00a0execrado e discutido. Apesar disso, como n\u00e3o logrou reunir as for\u00e7as golpistas,\u00a0nos quais se incluem obviamente a imprensa, grande parte do Judici\u00e1rio e do\u00a0Parlamento &#8211; o que se viu foi um constrangido sil\u00eancio.\u00a0Quem militou na m\u00eddia nos \u00faltimos trinta anos, sabe bem o que eu quero dizer.\u00a0 A\u00a0anomia de que fala o Bernardo Kucinsky \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 a aceita\u00e7\u00e3o de que se pode\u00a0conviver com a falta de normas, mas de que se a pode exaltar e, quem sabe, a\u00a0incrementar. Ent\u00e3o passa a ser aceit\u00e1vel que Jos\u00e9 Dirceu esteja na cadeia por\u00a0suposi\u00e7\u00f5es de que o dinheiro que ele declarou ao fisco e que constava de suas\u00a0contas p\u00fablicas, sejam frutos de &#8220;propina&#8221;(sic), mas que se garanta impunidade a, no m\u00ednimo,\u00a0um mentiroso escancarado, que sempre negou ter contas na Su\u00ed\u00e7a, como\u00a0Eduardo Cunha.<br \/>\nCinismo, sobre cinismo &#8211; e pior &#8211; coletivo. Foi assim na Alemanha, quando o\u00a0cheiro de churrasco humano se espalhava ao redor de Auschwitz e de\u00a0Buchenwald. A classe m\u00e9dia alem\u00e3 e suas elites, faziam que era mesmo de outras\u00a0carnes que n\u00e3o humanas, os efl\u00favios que exalavam dos fornos cremat\u00f3rios dos\u00a0campos de concentra\u00e7\u00e3o. Exagero?<br \/>\nComo diz o tamb\u00e9m judeu americano Noam\u00a0Chomsky, de um povo como o alem\u00e3o que deu Beethoven, Goethe e Einstein, a\u00a0\u00faltima coisa que se esperava \u00e9 que aderisse \u00e0 barb\u00e1rie nazista. Entretanto, a\u00a0propaganda como epifen\u00f4meno da anomia, sempre d\u00e1 frutos. E na Alemanha\u00a0culta &#8211; um dos momentos mais importantes da cultura ocidental &#8211; ela n\u00e3o s\u00f3 deu,\u00a0mas exceleu. N\u00e3o se espere, finalmente, que a anomia em que vivemos &#8211; culpa\u00a0tamb\u00e9m expressa de uma mandat\u00e1ria como a presidente Dilma sobre a qual n\u00e3o\u00a0se pode dizer qualquer coisa como competente &#8211; n\u00e3o possa redundar em crimes\u00a0hediondos, sob a chancela da Justi\u00e7a com a plena aquiesc\u00eancia do Parlamento. E\u00a0de grande parte da popula\u00e7\u00e3o. Basta aceitar que a aus\u00eancia de normas seja\u00a0razo\u00e1vel em nome de uma indigna\u00e7\u00e3o seletiva. O resto, o \u00f3dio constr\u00f3i por si. Por\u00a0isso a maioridade penal, a flexibiliza\u00e7\u00e3o das leis trabalhistas, o fim dos direitos\u00a0femininos em nome da religi\u00e3o, o retrocesso na demarca\u00e7\u00e3o das terras ind\u00edgenas,\u00a0e por a\u00ed afora; todos devidamente votados pela C\u00e2mara comandada por um r\u00e9u.<br \/>\nA exist\u00eancia das bancadas da Bala, da B\u00edblia e do Boi no Congresso s\u00e3o a\u00a0conseq\u00fc\u00eancia direta da malfadada anomia. E n\u00e3o se espere que desse ovo\u00a0nas\u00e7am cisnes e n\u00e3o v\u00edboras.<br \/>\nDo ventre da sociedade constru\u00edda pelo &#8220;homem\u00a0cordial&#8221; de S\u00e9rgio Buarque de Holanda est\u00e1 se vendo morrerem milhares de\u00a0pessoas assassinadas &#8211; com a participa\u00e7\u00e3o mais que especial das pol\u00edcias civis e\u00a0militares do Pa\u00eds.<br \/>\nA aceitarmos passivamente as mazelas da atual anomia &#8211; com a\u00a0indiferen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 dos tr\u00eas &#8211; mas tamb\u00e9m do chamado &#8220;quarto poder&#8221;(a m\u00eddia) &#8211;\u00a0pode sobrevir sim, o dil\u00favio, como dizia Luis XV sobre a Fran\u00e7a pr\u00e9-\u00a0revolucion\u00e1rio ( &#8220;Apr\u00e9s moi le d\u00e9luge&#8221;).<br \/>\nThomas Carlyle, a prop\u00f3sito, um dos grandes historiadores da Revolu\u00e7\u00e3o\u00a0Francesa, nunca usou qualquer coisa parecida com a palavra &#8220;anomia&#8221;para\u00a0descrever os antecedentes do que resultaram na queda da monarquia na Fran\u00e7a.<br \/>\nMas pesquisou as causas da revolu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o encontrou mais fome, ou\u00a0iniq\u00fcidades sociais nos anos que a antecederam, do que nos s\u00e9culos anteriores\u00a0ao da Fran\u00e7a que se levantou em 1789.<br \/>\nPode-se dizer, do Brasil, que n\u00e3o vivemos o pior dos mundos. Mas a anomia podeser, quem sabe, justamente isso.<br \/>\nEsperar, de novo, n\u00e3o \u00e9 saber. \u00c9 anomia mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enio Squeff \u00a0&#8220;Quem disser que sabe o que est\u00e1 acontecendo no Brasil, est\u00e1 no m\u00ednimo\u00a0mal informado&#8221; (Paulo Totti, jornalista) De meu querido amigo, Bernardo Kucinsky, h\u00e1 dias:&#8221; Sempre pensei que fosse dif\u00edcil ser judeu, mas estou me dando conta de que hoje \u00e9 mais dif\u00edcil ser brasileiro&#8221;. 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