{"id":267,"date":"2006-09-28T15:35:02","date_gmt":"2006-09-28T18:35:02","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=267"},"modified":"2006-09-28T15:35:02","modified_gmt":"2006-09-28T18:35:02","slug":"monumenta-tem-um-ano-para-reformar-centro-de-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/monumenta-tem-um-ano-para-reformar-centro-de-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Monumenta tem um ano para reformar centro de Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Dentro de 15 meses Porto Alegre ter\u00e1 um centro hist\u00f3rico totalmente recuperado. Essa \u00e9 a expectativa dos t\u00e9cnicos do Programa Monumenta, iniciativa do Minist\u00e9rio da Cultura (MinC), em parceria com a Unesco e o Banco Internacional de Desenvolvimento. O projeto contempla 26 cidades brasileiras.<\/p>\n<p align=\"justify\">No Rio Grande do Sul, foi abra\u00e7ado pelas prefeituras de Porto Alegre e Pelotas, e pelo Governo do Estado. O resultado mais expressivo deve ser o que envolve uma \u00e1rea de 13 hectares no centro da Capital, no eixo que vai do Cais do Porto ao Pal\u00e1cio Piratini, recentemente tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico.<\/p>\n<p align=\"justify\">O projeto inclui a recupera\u00e7\u00e3o de 11 pr\u00e9dios p\u00fablicos e servi\u00e7os como ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e pavimenta\u00e7\u00e3o. A tentativa \u00e9 de recuperar a ambienta\u00e7\u00e3o da Porto Alegre dos s\u00e9culos XVIII e XIX. \u201cTemos um centro cultural magn\u00edfico, todos que o visitam se impressionam com a beleza\u201d, observa a arquiteta e coordenadora do Projeto Monumenta Porto Alegre, Briane Bricca.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/med_igreja_ivogolcaves.jpg?0.4931198855676337\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"450\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Igreja das Dores \u00e9 um dos pr\u00e9dios contemplados pelo Monumenta (Foto: Ivo Gon\u00e7alves\/PMPA)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo a pesquisadora, a \u00e1rea se assemelha, inclusive geograficamente, a locais consagrados, como Salvador. \u201cTemos uma parte baixa, aqui na beira do rio Gua\u00edba, e uma alta, l\u00e1 no Piratini. A General C\u00e2mara seria o nosso Elevador Lacerda\u201d, compara.<\/p>\n<p align=\"justify\">Iniciado em 2002, o Programa Monumenta, do MinC, tem dezembro de 2007 como data limite para a conclus\u00e3o das obras. \u201cAinda teremos uns tr\u00eas ou quatro meses de 2008 para usar o or\u00e7amento do ano anterior\u201d, completa a arquiteta.<\/p>\n<p align=\"justify\">O prazo preocupa porque dos 11 pr\u00e9dios com previs\u00e3o de restauro apenas 3 j\u00e1 est\u00e3o conclu\u00eddos ou em fase final: o P\u00f3rtico Central do Cais do Porto, o Pal\u00e1cio Piratini e o Museu de Artes do Rio Grande do Sul \u2013 Margs. A Biblioteca P\u00fablica do Estado e o pr\u00e9dio que abriga o Memorial do Rio Grande do Sul j\u00e1 est\u00e3o em fase de contrata\u00e7\u00e3o das empreiteiras.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outro entrave pode ser encontrado na viabilidade financeira. O programa possui or\u00e7amento de R$ 16 milh\u00f5es e 850 mil. Desse valor, cerca de R$ 8 milh\u00f5es j\u00e1 foram gastos e R$ 5,6 milh\u00f5es est\u00e3o destinados \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios privados.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ou seja, R$ 13 milh\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o comprometidos, restando pouco menos de R$ 4 milh\u00f5es para as obras nos outros seis locais contemplados: armaz\u00e9ns A e B do Cais do Porto, Igreja Nossa Senhora das Dores, Pinacoteca do Rio Grande do Sul, Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa e as pra\u00e7as da Alf\u00e2ndega e da Matriz.<\/p>\n<p align=\"justify\">O Monumenta financia 70% de cada iniciativa, com recursos do BID (50%) e do Governo Federal (20%). Os demais recursos (30%) devem ser empregados pelo propriet\u00e1rio ou pelo Estado. Ainda assim, \u00e9 dif\u00edcil acreditar que o dinheiro cubra tantas obras, mesmo porque, algumas possuem valores elevados, caso dos armaz\u00e9ns do Cais, que somam R$ 1.759.932 ao todo.<\/p>\n<p align=\"justify\">As duas pra\u00e7as \u2013 Alf\u00e2ndega e da Matriz \u2013 est\u00e3o or\u00e7adas respectivamente em R$ 785.000 e R$ 532.000. Juntas, as tr\u00eas obras devem custar R$ 3.076.932, quase o total do valor dispon\u00edvel. H\u00e1 ainda a Pinacoteca do Rio Grande do Sul, cuja reforma foi fixada em R$ 478.536, o Museu de Comunica\u00e7\u00e3o, com or\u00e7amento de R$ 452.791,00 e a Igreja Nossa Senhora das Dores, que vai custar em torno de R$ 1.518.500.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister Dentro de 15 meses Porto Alegre ter\u00e1 um centro hist\u00f3rico totalmente recuperado. Essa \u00e9 a expectativa dos t\u00e9cnicos do Programa Monumenta, iniciativa do Minist\u00e9rio da Cultura (MinC), em parceria com a Unesco e o Banco Internacional de Desenvolvimento. O projeto contempla 26 cidades brasileiras. No Rio Grande do Sul, foi abra\u00e7ado pelas prefeituras [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-267","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-4j","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=267"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/267\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}