{"id":270,"date":"2006-10-10T15:39:22","date_gmt":"2006-10-10T18:39:22","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=270"},"modified":"2006-10-10T15:39:22","modified_gmt":"2006-10-10T18:39:22","slug":"a-historia-da-arte-sem-registro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-historia-da-arte-sem-registro\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria da arte sem registro"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/cultura2\/Cidade%20sem%20face2%20-%20media.jpg?0.2991617354193108\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"263\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Andr\u00e9 Venzon e Igor\u00a0Sperotto ocupam atualmente a Galeria (Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><br \/>\nO endere\u00e7o \u00e9 nobre: rua 24 de Outubro, 200.\u00a0O cora\u00e7\u00e3o do Moinhos de Vento \u2013 possivelmente o bairro onde mais existe dinheiro para consumir arte e tempo para lutar por ela \u2013 \u00e9 o cen\u00e1rio de uma hist\u00f3ria que tarda a aparecer.<br \/>\nH\u00e1 exatos 20 anos, num long\u00ednquo 1986, o ent\u00e3o prefeito de Porto Alegre, Alceu Collares, descerrou a placa que inaugurava o Centro de Hist\u00f3ria e Cultura Ant\u00f4nio Klinger Filho. O local, um antigo reservat\u00f3rio de \u00e1gua do DMAE serviria a partir de ent\u00e3o, para outro servi\u00e7o de primeira import\u00e2ncia p\u00fablica: a divulga\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica local e a conserva\u00e7\u00e3o de sua mem\u00f3ria.<br \/>\nApesar do esfor\u00e7o da administra\u00e7\u00e3o, atualmente composta por Jaime Pereira Junior \u2013 servidor do DMAE h\u00e1 12 anos e nos \u00faltimos\u00a0cinco\u00a0\u00e0 frente da Galeria \u2013 e pela estagi\u00e1ria Marinice Velleda Ribeiro, a Galeria de Arte do DMAE n\u00e3o mostra seu potencial para a cidade.<br \/>\nSem verba pr\u00f3pria, ilumina\u00e7\u00e3o e climatiza\u00e7\u00e3o inadequadas e divulga\u00e7\u00e3o insuficiente para se consolidar no meio art\u00edstico, o espa\u00e7o convive com o desconhecimento. Tamb\u00e9m sofre com o descaso de dire\u00e7\u00f5es\u00a0anteriores, sem metodologia para documentar a historia da galeria.<br \/>\nO livro de visitas consegue registrar entre 100 e 300 assinaturas ao m\u00eas. A maior parte do p\u00fablico \u00e9 de alunos das escolas p\u00fablicas de Porto Alegre que fazem parte do Projeto Ambiental desenvolvido pelo Departamento. \u201cAs crian\u00e7as acabam conhecendo porque est\u00e3o de passagem de uma sala para outra\u201d, explica o administrador. Os moradores do bairro tamb\u00e9m s\u00e3o freq\u00fcentadores, em sua maioria, visitantes da pra\u00e7a.<br \/>\nCercado pelos inspiradores jardins da antiga Hidr\u00e1ulica do Moinhos \u2013 com aquele encanamento aparente, pintado com cores vivas \u2013 e integrando o belo conjunto arquitet\u00f4nico da Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento, o subterr\u00e2neo disp\u00f5e de espa\u00e7o invej\u00e1vel para exposi\u00e7\u00f5es de arte. S\u00e3o quatro largos corredores entre paredes enfeitadas com arcos que medem 15m x 19m, um total de 285m\u00b2 de \u00e1rea livre.<br \/>\nNesse espa\u00e7o est\u00e1 inclu\u00edda a \u00e1rea destinada ao acervo, que conta com cerca de 160 obras que v\u00eam sendo catalogadas por Marinice, estudante de Artes Pl\u00e1sticas na UFRGS. As obras foram doadas por artistas que utilizaram o espa\u00e7o para expor trabalhos, como Leandro Selister e Eduardo Guimar\u00e3es.<br \/>\nAs mais antigas datam de 1989, mas algumas pe\u00e7as s\u00e3o de dif\u00edcil identifica\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 problemas porque\u00a0etiquetas se perderam e estou identificando por aproxima\u00e7\u00e3o com outras obras\u201d, revela a estagi\u00e1ria. Jaime tamb\u00e9m reclama da falta de arquivos da hist\u00f3ria do local: \u201cNo m\u00e1ximo, temos alguns convites de exposi\u00e7\u00f5es antigas, nada mais\u201d.<br \/>\nDesde 1997, h\u00e1 um projeto vinculado ao DMAE que solicita obras para uma reforma geral no espa\u00e7o. \u201cEstariam inclu\u00eddos a\u00ed uma biblioteca, acesso para deficientes f\u00edsicos e uma copa exclusiva para a Galeria\u201d, enumera Jaime. A sinaliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser repensada, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 placas indicando o espa\u00e7o de arte dentro do complexo e, obviamente, nenhuma na \u00e1rea externa da Hidr\u00e1ulica. \u201cIsso ajudaria a atrair mais visitantes\u201d.<br \/>\nAtualmente, o espa\u00e7o sedia a mostra A Cidade Sem Face 2 \u2013 Lugares An\u00f4nimos, dos fot\u00f3grafos Andr\u00e9 Venzon e Igor Sperotto, que segue em exposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia 18 desse m\u00eas. A pr\u00f3xima mostra ser\u00e1 uma homenagem ao servidor do DMAE e abre no dia 26 de outubro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andr\u00e9 Venzon e Igor\u00a0Sperotto ocupam atualmente a Galeria (Fotos: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1) Naira Hofmeister O endere\u00e7o \u00e9 nobre: rua 24 de Outubro, 200.\u00a0O cora\u00e7\u00e3o do Moinhos de Vento \u2013 possivelmente o bairro onde mais existe dinheiro para consumir arte e tempo para lutar por ela \u2013 \u00e9 o cen\u00e1rio de uma hist\u00f3ria que tarda a aparecer. 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