{"id":27177,"date":"2015-12-02T12:09:38","date_gmt":"2015-12-02T15:09:38","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=27177"},"modified":"2015-12-02T12:09:38","modified_gmt":"2015-12-02T15:09:38","slug":"cais-maua-um-emblema-da-historia-do-rio-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/cais-maua-um-emblema-da-historia-do-rio-grande\/","title":{"rendered":"Cais Mau\u00e1, um emblema da hist\u00f3ria do Rio Grande"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Geraldo Hasse<\/span><br \/>\nEm 2008, ao realizar a velha ideia de escrever um <a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/loja\/inicio\/9-navegando-pelo-rio-grande.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">livrinho sobre a hist\u00f3ria da navega\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul<\/a>, me dei conta da centralidade do Cais Mau\u00e1 na hist\u00f3ria de Porto Alegre. Nunca \u00e9 tarde para ver ca\u00edrem as fichas.<br \/>\nDesde crian\u00e7a em vinha margeando a hist\u00f3ria do transporte hidrovi\u00e1rio no territ\u00f3rio ga\u00facho.<br \/>\n<em><strong>\u00daLTIMO DIA: <a href=\"http:\/\/www.catarse.me\/dossiecaismaua\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Contribua com o financiamento coletivo do Dossi\u00ea Cais Mau\u00e1<\/a><\/strong><\/em><br \/>\nMe criei em Cachoeira, na beira do rio Jacu\u00ed (onde havia um porto fluvial que agonizava enquanto eu crescia e estudava nos anos 50), depois morei em Pelotas (onde o movimento do porto local estava diariamente na minha pauta como rep\u00f3rter de r\u00e1dio dos anos 60) e, ap\u00f3s muitas andan\u00e7as pelo Brasil (nos anos 90 morei em Vit\u00f3ria, que tem um grande movimento portu\u00e1rio), acabei entrando no s\u00e9culo XXI em Os\u00f3rio, cidade cercada por lagoas que serviram como vias de navega\u00e7\u00e3o antes da constru\u00e7\u00e3o das rodovias que a\u00ed est\u00e3o.<br \/>\nEra inevit\u00e1vel que ao retornar \u00e0 quer\u00eancia eu tivesse o impulso de, como deve ter feito o escriv\u00e3o da frota vasca\u00edna ao voltar da \u00cdndia, vasculhar a mem\u00f3ria regional em busca de uma s\u00edntese \u00fatil sobre algo fundamental no cotidiano riograndense.<br \/>\nAssim nasceu o livro <em>Navegando pelo Rio Grande<\/em> (J\u00c1 Editores, 2008). \u00c9 um barquinho de papel (102 p\u00e1ginas) que d\u00e1 uma viajada legal pela hist\u00f3ria dos ancoradouros, rios e lagoas do Rio Grande do Sul.<br \/>\nNa introdu\u00e7\u00e3o, o editor Elmar Bones botou o dedo na ferida ao lembrar a contradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em que est\u00e3o mergulhados os ga\u00fachos: embora vivam num ambiente rico em estradas l\u00edquidas formadas por lagoas e rios, passam a maior parte do tempo falando de gado, campo e lavoura.<br \/>\nOra, direis, o que tudo isso tem a ver com o Cais Mau\u00e1?<br \/>\nA\u00ed \u00e9 que est\u00e1: o Cais Mau\u00e1 \u00e9 um dos maiores emblemas da hist\u00f3ria de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Um peda\u00e7o da alma da cidade, como o Gas\u00f4metro, a Rua da Praia, o Theatro S\u00e3o Pedro, o viaduto Ot\u00e1vio Rocha, os est\u00e1dios Ol\u00edmpico\u00a0e\u00a0Beira Rio, a Ilha da Pintada.<br \/>\n<figure id=\"attachment_27078\" aria-describedby=\"caption-attachment-27078\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Viaduto-Otavio-Rocha-Foto-Glauccio-Dutra.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27078\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Viaduto-Otavio-Rocha-Foto-Glauccio-Dutra.jpg\" alt=\"Na foto de Glauccio Dutra, a luminosidade noturna deixa ainda mais imponente o Viaduto. \u00c0 luz do dia, a deteriora\u00e7\u00e3o \u00e9 evidente.\" width=\"725\" height=\"483\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27078\" class=\"wp-caption-text\">O cais \u00e9 um s\u00edmbolo da cidade como o\u00a0Viaduto Ot\u00e1vio Rocha \/Glauccio Dutra<\/figcaption><\/figure><br \/>\nEsse nome, Cais Mau\u00e1, tem apenas um s\u00e9culo e homenageia o pioneiro Jo\u00e3o Evangelista de Souza, o Bar\u00e3o de Mau\u00e1, mas foi na beira do Gua\u00edba que a capital come\u00e7ou no s\u00e9culo XVIII (a maioria das cidades come\u00e7ou assim, na beira de um corpo d\u2019\u00e1gua).<br \/>\nNa funda\u00e7\u00e3o desse belo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, os armaz\u00e9ns, a via f\u00e9rrea, o acostamento e tudo mais acompanhavam a linha d\u2019\u00e1gua. A cidade era dominada pela horizontalidade. A \u00fanica coisa vertical por ali eram os guindastes, que se tornariam obsoletos em face da evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas de carga e descarga de navios.<br \/>\nAo longo do s\u00e9culo XX, a zona portu\u00e1ria da capital foi enriquecida com a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios verticais que abrigaram resid\u00eancias, escrit\u00f3rios e reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Por que tanta constru\u00e7\u00e3o? Claro, havia a atra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, mas a raz\u00e3o mais poderosa para tanta edifica\u00e7\u00e3o \u00e9 que o porto era o lugar mais rico da cidade. Por ali passavam os melhores produtos, as grandes cargas.<br \/>\nObservem a Avenida Sep\u00falveda, que nasce diante do port\u00e3o do porto na Avenida Mau\u00e1 e n\u00e3o tem nem 100 metros de extens\u00e3o.<br \/>\nDois pr\u00e9dios hist\u00f3ricos est\u00e3o frente a frente. De um lado, a Alf\u00e2ndega Federal. De outro, a Secretaria da Fazenda do Estado. S\u00e3o duas fortalezas fiscais \u00e0 espreita da riqueza que circulava entre o porto e a cidade.<br \/>\n<figure id=\"attachment_27180\" aria-describedby=\"caption-attachment-27180\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/upload-20151020145731img_6754.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-27180\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/upload-20151020145731img_6754.jpg\" alt=\"O pr\u00e9dio da Fazenda do Estado \u00e9 testemunha da riqueza que circulava no Cais | Sefaz\/RS\" width=\"725\" height=\"482\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-27180\" class=\"wp-caption-text\">O pr\u00e9dio da Fazenda do Estado \u00e9 testemunha da riqueza que circulava no Cais | Sefaz\/RS<\/figcaption><\/figure><br \/>\nA riqueza que circulava ali e, a partir dos anos 1950, passou a circular, principalmente, pelas rodovias, hoje respons\u00e1veis por 80% do transporte de cargas do RS, o estado mais bem provido de vias naveg\u00e1veis, depois do Amazonas.<br \/>\nO s\u00edmbolo do progresso, o novo emblema rodovi\u00e1rio chamado Ponte do Gua\u00edba (inaugurada em 1958) virou um problema porque, al\u00e9m de atrapalhar a navega\u00e7\u00e3o, n\u00e3o d\u00e1 conta do tr\u00e1fego de caminh\u00f5es, tanto que o governo federal est\u00e1 construindo uma nova ponte.<br \/>\nO Cais Mau\u00e1 foi abandonado pela maioria dos navios que se foram para o Cais Navegantes, para a foz do rio Gravata\u00ed, para o terminal Santa Clara no Jacu\u00ed em Triunfo e, mais ainda, para Rio Grande. O Mau\u00e1 foi esvaziado pela migra\u00e7\u00e3o das cargas para outros locais com maior calado, entre outros itens considerados importantes pelos operadores portu\u00e1rios, os armadores e os donos das cargas.<br \/>\nEm consequ\u00eancia, a cidade de Porto Alegre viu a zona portu\u00e1ria perder o antigo movimento. Hoje, temos mais de um quil\u00f4metro de cais para os catamar\u00e3s e o barc\u00e3o Cisne Branco. E para as embarca\u00e7\u00f5es de\u00a0fiscaliza\u00e7\u00e3o da ingl\u00f3ria Superintend\u00eancia de Portos e Hidrovias (SPH), herdeira do poderoso Departamento de Portos, Rios e Canais (Deprec).<br \/>\nO centro de Porto Alegre permanece vivo em torno do Mercado P\u00fablico, das reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, dos escrit\u00f3rios e das lojas.<br \/>\nQuem chega de avi\u00e3o ou se aproxima pela BR-290 ou pela BR-116 identifica no aglomerado de pr\u00e9dios do centro uma semelhan\u00e7a com Manhattan, mas ao cair dentro do labirinto central a maioria das pessoas n\u00e3o compreende como o miolo da capital ga\u00facha se tornou essa mescla de antiguidade, modernidade e decad\u00eancia.<br \/>\nCom um p\u00e9 em cada canoa, o Cais Mau\u00e1 \u00e9 um reduto hist\u00f3rico que corre o risco de deteriorar-se como outras taperas da nossa hist\u00f3ria.<br \/>\n\u00c0 luz da l\u00f3gica da economia de mercado, erguer duas ou tr\u00eas torres de vidro pode dar uma sobrevida \u00e0 avenida. Ela precisa mesmo de uma revitaliza\u00e7\u00e3o. Como o poder p\u00fablico n\u00e3o tem recursos para tanto, a responsabilidade foi transferida h\u00e1 cinco anos para a iniciativa privada, que s\u00f3 investe se houver um horizonte de remunera\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo Mau\u00e1 parece haver perspectiva de lucro. N\u00e3o fosse assim, os empres\u00e1rios n\u00e3o estariam revoando. Mas o projeto n\u00e3o anda. Ou faltam condi\u00e7\u00f5es legais, ou escasseiam os parceiros ou entra areia gra\u00e7as a novas demandas judiciais.<br \/>\nO debate em torno do cais Mau\u00e1 tem sido distorcido por diverg\u00eancias de interesses. A palavra revitaliza\u00e7\u00e3o assusta porque sugere o desmanche do velho para que nas\u00e7a o novo. Naturalmente, nessa mudan\u00e7a, tendem a ser privilegiados aqueles que j\u00e1 desfrutam de vantagens na sociedade. Ent\u00e3o como \u00e9 que ficam os pobres, a classe m\u00e9dia baixa \u2013 a maioria da popula\u00e7\u00e3o?<br \/>\nN\u00e3o tenho d\u00favida de que o urbanista Jaime Lerner \u00e9 bem intencionado, mas atr\u00e1s de seus projetos e consultorias costumam atuar alguns tubar\u00f5es do mercado imobili\u00e1rio que, se n\u00e3o forem contidos, entupir\u00e3o a orla de torres e shoppings centers.<br \/>\nUma torre de a\u00e7o e vidro a cada 500 ou 1000 metros da orla seria um novo marco da urbaniza\u00e7\u00e3o no estilo do s\u00e9culo XXI. Torres (em fortalezas) fazem parte da hist\u00f3ria da humanidade. A torre do Gas\u00f4metro tem 90 anos e ningu\u00e9m pensa em derrub\u00e1-la para restabelecer a horizontalidade da orla.<br \/>\nMas quem sabe o que vai acontecer com as orlas do mundo?<br \/>\nNo Gua\u00edba existe at\u00e9 um muro para segurar enchentes, mas os empreendedores da revitaliza\u00e7\u00e3o do Cais Mau\u00e1 (e do Pontal do Estaleiro) pensaram no risco representado pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas? Se os oceanos subirem o tanto que se fala, a Lagoa dos Patos vai subir tamb\u00e9m e, com ela, o Lago Gua\u00edba.<br \/>\nSe o Cais Mau\u00e1 for tomado pelos tubar\u00f5es, corremos o risco de perder a mem\u00f3ria da cidade. N\u00e3o apenas a mem\u00f3ria predial, arquitet\u00f4nica, mas at\u00e9 os arquivos que dormem nos pr\u00e9dios ligados \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMinha maior surpresa na pesquisa para o livro da navega\u00e7\u00e3o foi descobrir que, dentro do edif\u00edcio (quatro andares) da administra\u00e7\u00e3o do porto da capital, existia uma senhora biblioteca com farta documenta\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria dos portos, rios e canais do Estado.<br \/>\nNunca \u00e9 demais lembrar que, embora mudem os locais de atracagem dos navios e deposi\u00e7\u00e3o das cargas, <em>la nave va<\/em> &#8212; a navega\u00e7\u00e3o continua.<br \/>\nMas n\u00e3o olhemos apenas para o cais Mau\u00e1. \u00c9 preciso encarar toda a orla.<br \/>\n\u00c0 margem da Av. da Legalidade e da rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria h\u00e1 uma por\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios apodrecendo e de terrenos baldios. No miolo central h\u00e1 dezenas de pr\u00e9dios vazios, sendo que um ou outro come\u00e7am a ser alvo de ocupa\u00e7\u00f5es com fins residenciais.<br \/>\nEnquanto isso, restam duas perguntas:<br \/>\n1 &#8211; Por que o poder p\u00fablico n\u00e3o toma nenhuma iniciativa para revitalizar os arredores do Cais Mau\u00e1 e do Cais Navegantes?<br \/>\n2 &#8211; Por que a intelig\u00eancia da cidade tem de ficar atrelada \u00e0s iniciativas do capital?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Hasse Em 2008, ao realizar a velha ideia de escrever um livrinho sobre a hist\u00f3ria da navega\u00e7\u00e3o no Rio Grande do Sul, me dei conta da centralidade do Cais Mau\u00e1 na hist\u00f3ria de Porto Alegre. Nunca \u00e9 tarde para ver ca\u00edrem as fichas. 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