{"id":2729,"date":"2009-02-06T09:56:50","date_gmt":"2009-02-06T12:56:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=2729"},"modified":"2009-02-06T09:56:50","modified_gmt":"2009-02-06T12:56:50","slug":"novo-folego-para-o-cinema-de-rua-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/novo-folego-para-o-cinema-de-rua-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Novo f\u00f4lego para o cinema de rua em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Dem\u00e9trio Rocha Pereira<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s a gradual extin\u00e7\u00e3o dos cinemas de cal\u00e7ada porto-alegrenses, a s\u00e9tima arte volta a respirar fora dos grandes centros comerciais. O projeto CineSesc prop\u00f5e sua vers\u00e3o ao ar livre. A atra\u00e7\u00e3o coloca em cartaz produ\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais em fevereiro, oferecendo uma alternativa \u00e0 clausura paga das salas de cinema.<br \/>\nNo dia 4, o document\u00e1rio Cartola movimentou a Pra\u00e7a da Matriz. A pr\u00f3xima esta\u00e7\u00e3o \u00e9 o Parque Farroupilha, no dia 7, \u00e0s 20h, com a exibi\u00e7\u00e3o de Piaf, filme biogr\u00e1fico sobre a cantora francesa \u00c9dith Piaf.<br \/>\nNa Pra\u00e7a da Matriz, o espet\u00e1culo estava marcado para as 20h, mas quis a insistente claridade do dia que a sess\u00e3o de cinema esperasse a escurid\u00e3o. E assim, pouco antes das 21h, o document\u00e1rio sobre a vida do sambista carioca se anunciou na tela branca erguida \u00e0s costas do Monumento a J\u00falio de Castilhos. Cadeiras pl\u00e1sticas foram distribu\u00eddas para acomodar o p\u00fablico.<br \/>\n\u00c0 esquerda, um casal abra\u00e7ado. Uma mo\u00e7a ao fundo recepciona o filme com passos de samba. Ao redor do monumento, crian\u00e7as jogam bola, outras tantas se divertem nos brinquedos da pracinha. \u201cOlha, \u00e9 o Chico Buarque\u201d, repara uma das tr\u00eas gurias que tomam chimarr\u00e3o. Dois rapazes chegam de bicicleta e resolvem ficar. Um entregador de lanches decide sentar por uns poucos minutos \u2013 a encomenda n\u00e3o esfriar\u00e1 tanto assim. Tudo sob a luz de uma lua espetada pela chama que a est\u00e1tua da Rep\u00fablica erguia no topo do obelisco.<br \/>\nPara Giovani Borba, da Tela Brasil Cinema Itinerante, uma das caracter\u00edsticas do cinema \u201cde cal\u00e7ada\u201d \u00e9 a espontaneidade do p\u00fablico: \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s salas, o cinema de rua \u00e9 um term\u00f4metro mais fiel. Durante as sess\u00f5es, \u00e9 comum ouvir coment\u00e1rios engra\u00e7ados e respostas mais desinibidas ao filme\u201d. Para ele, os locais p\u00fablicos estimulam uma intera\u00e7\u00e3o que faz do cinema uma experi\u00eancia em comunidade, ao contr\u00e1rio do individualismo das salas.<br \/>\nAdriana Lampert, produtora cultural do Sesc RS, diz que o projeto busca levar o cinema para quem n\u00e3o tem acesso ou n\u00e3o costuma frequentar as salas. \u201cA programa\u00e7\u00e3o atual privilegia produ\u00e7\u00f5es nacionais\u201d, salienta. A ideia \u00e9 dedicar um espa\u00e7o para a difus\u00e3o n\u00e3o apenas do cinema brasileiro, mas tamb\u00e9m de obras pouco conhecidas pelo p\u00fablico. Borba explica: \u201cSe exib\u00edssemos Se eu fosse voc\u00ea, se encheriam as cadeiras aqui. Mas vale a pena promover um choque est\u00e9tico no p\u00fablico\u201d.<br \/>\nMoradora do centro de Porto Alegre e atenta espectadora, Ros\u00e2ngela Almeida, 52 anos, concorda: \u201cFilmes brasileiros e document\u00e1rios costumam estar acess\u00edveis apenas na TV por assinatura. Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para curtas-metragens\u201d. Na cadeira ao lado, Karina Tatim, de 45 anos, moradora de Novo Hamburgo, reclama que o ingresso para as salas nos shoppings s\u00e3o caras demais: \u201cIsso acaba elitizando o p\u00fablico\u201d.<br \/>\nO espet\u00e1culo gratuito na Pra\u00e7a da Matriz mereceu a aten\u00e7\u00e3o de uma plateia diversificada. O espa\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o oferece discrimina\u00e7\u00f5es, a julgar pelos mais de cinquenta espectadores que se acomodaram e transitaram pelo local.<br \/>\nAl\u00e9m de Piaf, fecham a programa\u00e7\u00e3o de fevereiro do CineSesq \u2013 Cinema de rua os filmes Tapete Vermelho (dia 11, na Pra\u00e7a da Matriz) e Cidade Baixa (dia 14, no Parque da Reden\u00e7\u00e3o), sempre a partir das 20 horas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Dem\u00e9trio Rocha Pereira Ap\u00f3s a gradual extin\u00e7\u00e3o dos cinemas de cal\u00e7ada porto-alegrenses, a s\u00e9tima arte volta a respirar fora dos grandes centros comerciais. O projeto CineSesc prop\u00f5e sua vers\u00e3o ao ar livre. A atra\u00e7\u00e3o coloca em cartaz produ\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais em fevereiro, oferecendo uma alternativa \u00e0 clausura paga das salas de cinema. 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