{"id":27333,"date":"2015-12-05T21:18:27","date_gmt":"2015-12-06T00:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=27333"},"modified":"2015-12-05T21:18:27","modified_gmt":"2015-12-06T00:18:27","slug":"27333-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/27333-2\/","title":{"rendered":"M\u00e3os de Cunha contaminam o impeachment"},"content":{"rendered":"<p>Por mais que se deteste a presidente Dilma, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ver a fragilidade desse processo de impeachment deflagrado contra ela.<br \/>\nOs fundamentos jur\u00eddicos s\u00e3o\u00b4discut\u00edveis. A legitimidade pol\u00edtica est\u00e1 contaminada pelas m\u00e3os do presidente \u00a0da C\u00e2mara. O respaldo popular \u00e9 uma hip\u00f3tese, que ainda precisa se materializar.<br \/>\nO que anima o impeachment \u00e9 o notici\u00e1rio golpista, com seu discurso \u00fanit\u00e1rio .<br \/>\nMais interessados em provar suas teses do que mostrar a realidade, os grandes canais da m\u00eddia, quase em un\u00edssono, valorizam as raz\u00f5es jur\u00eddicas, extrapolam o apoio popular e minimizam o fato de Educardo Cunha ter contra ele graves e consistentes acusa\u00e7\u00f5es de corrup\u00e7\u00e3o e quebra de decoro parlamentar.<br \/>\nTem-se o suspeito de crimes, em vez de afast\u00e1-lo e investig\u00e1-lo, deixa-se na m\u00e3o dele uma arma que pode abalar a Rep\u00fablica. Isso n\u00e3o vem ao caso?<br \/>\nO PMDB que nada fez em rela\u00e7\u00e3o a Cunha, agora quer se afastar de Dilma?<br \/>\nO PSDB que nada fez em rela\u00e7\u00e3o a Cunha, quer incriminar Dilma?<br \/>\nA m\u00eddia que nada cobrou em rela\u00e7\u00e3o a Cunha, agora quer derrubar \u00a0Dilma?<br \/>\n(Uma pesquisa do Datafolha apontou Cunha como a figura menos confi\u00e1vel da Rep\u00fablica. Ningu\u00e9m deu manchete!)<br \/>\nUma situa\u00e7\u00e3o de crise permite sempre muitas leituras. Ainda mais uma crise como essa, cercada de monumentais interesses por todos os lados.<br \/>\nMas essa leitura de que falta legitimidade ao mandato de Dilma e que a retirada da presidente tem consistentes justificativas legais e pol\u00edticas dentro do marco democr\u00e1tico, n\u00e3o resiste ao bom senso. Ainda mais com a assinatura de Cunha.<br \/>\nEssa \u00e9 a fragilidade essencial desse processo.\u00a0<span style=\"font-weight: 300\">Ela poderia ser superada, talvez, por um maci\u00e7o apoio popular ao impeachment. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 300\">\u00c9 improv\u00e1vel que s\u00f3 \u00a0propaganda e manipula\u00e7\u00e3o do notici\u00e1rio consigam produzir isso nas atuais condi\u00e7\u00f5es. Como disse a revista <em>The Economist<\/em>, esse impeachment do Cunha pode aumentar as chances de Dilma chegar a 2018.<\/span><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais que se deteste a presidente Dilma, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ver a fragilidade desse processo de impeachment deflagrado contra ela. Os fundamentos jur\u00eddicos s\u00e3o\u00b4discut\u00edveis. 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