{"id":274,"date":"2006-10-27T15:46:04","date_gmt":"2006-10-27T18:46:04","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=274"},"modified":"2006-10-27T15:46:04","modified_gmt":"2006-10-27T18:46:04","slug":"esta-aberta-a-temporada-do-livro-na-praca-da-alfandega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/esta-aberta-a-temporada-do-livro-na-praca-da-alfandega\/","title":{"rendered":"Est\u00e1 aberta a temporada do livro na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/feira2006\/aberturafeira.jpg?0.21305486652958044\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"233\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Sineta marcou abertura oficial da Feira 2006 (Fotos: Cristine Rochol\/PMPA\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O Armaz\u00e9m B do Cais do Porto se transformou, no final da tarde dessa sexta-feira, 27 de outubro, no palco do cerimonial de abertura da 52\u00aa Feira do Livro de Porto Alegre e recebeu convidados \u2013 ilustres e an\u00f4nimos \u2013 da chamada \u2018festa do livro\u2019, que segue at\u00e9 12 de novembro no centro de Porto Alegre.<\/p>\n<p align=\"justify\">Simp\u00e1tico e simples, o mestre de cerim\u00f4nia, Alcy Cheuiche cumpriu sua fun\u00e7\u00e3o, atendendo \u00e0s in\u00fameras solicita\u00e7\u00f5es da imprensa, deixando claro que a ordem das entrevistas era \u2018por chegada\u2019. Frei Rov\u00edlio, que se despedia do cargo, tamb\u00e9m foi muito\u00a0 requerido antes do in\u00edcio da solenidade.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u00c0s 17h45, uma apresenta\u00e7\u00e3o de Taek\u00f4 \u2013 um enorme tambor japon\u00eas \u2013 abriu os festejos, lembrando o pa\u00eds homenageado dessa edi\u00e7\u00e3o. Alunos surdos da escola Frei Pac\u00edfico interpretaram na linguagem de sinais os hinos do Brasil e do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p align=\"justify\">Entre os discursos, o primeiro, do presidente da C\u00e2mara Riograndense do Livro, Valdir da Silveira, lembrou a pesquisa encomendada pela institui\u00e7\u00e3o \u2013 que divulga os resultados na ter\u00e7a-feira, 31 \u2013 sobre \u00edndices de leitura e escolaridade no Rio Grande do Sul: \u201cSabemos que temos um Estado leitor e realizamos a feira para incentivar a forma\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Mas tamb\u00e9m que o saber n\u00e3o est\u00e1 ao alcance de todos\u201d. Silveira defendeu uma \u201cguerra em favor da educa\u00e7\u00e3o\u201d, dando a deixa para Presidente do Instituto Gerdau, Beatriz Johannpeter, lan\u00e7ar a campanha \u201cTodos pela educa\u00e7\u00e3o\u201d, que enfoca a melhoria do Ensino B\u00e1sico no Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Poesia nas falas dos patronos<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Frei Rov\u00edlio, patrono da edi\u00e7\u00e3o 2005 do evento, subiu ao palco para a passagem oficial do cargo a Alcy Cheuiche, que capitaneia a 52\u00aa Feira do Livro. O religioso lembrou que o territ\u00f3rio da Pra\u00e7a dos Jacarand\u00e1s, ou da Alf\u00e2ndega, \u00e9 do livro, mas que a literatura n\u00e3o se restringe mais ao meio f\u00edsico das p\u00e1ginas e das prateleiras. \u201cA palavra busca espa\u00e7o, e encontra no Orkut, nos blogs e em outras ferramentas da Internet\u201d. Lembrou que nem todos sobrevivem \u00e0 sele\u00e7\u00e3o editorial, que nem sempre se orienta pela qualidade da publica\u00e7\u00e3o, mas que no \u201cpalco virtual, todos s\u00e3o autores\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Quando subiu ao palco, Alcy Cheuiche invocou \u201cVossa Excel\u00eancia M\u00e1rio Miranda Quintana, para, em seu nome, saudar a todos os presentes\u201d. Cheuiche tamb\u00e9m demonstrou a habilidade da narrativa oral, herdada do pai, numa met\u00e1fora sobre a poesia e o talento do colega.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cEm outubro de 1906, tr\u00eas meses antes de o 14 Bis subir um pouquinho ao c\u00e9u, um homem desceu voando em Alegrete e, com seu poder, atravessou as paredes de uma casa, ate chegar ao ber\u00e7o onde dormia um beb\u00ea de olhos azuis\u201d. Continuou a hist\u00f3ria, revelando que o \u2018anjo\u2019 era Merc\u00fario, deus romano do com\u00e9rcio, que levou o menino ao Monte Olimpo, morada de todos os deuses. \u201cL\u00e1 reunidos, eles decidiram o que seria feito daquela crian\u00e7a, que estava destinada a ser um grande entre os homens\u201d. Ceres \u2013 divindade que representa a fertilidade \u2013 pediu que o menino fosse agricultor, Escul\u00e1pio, que fosse m\u00e9dico. \u201cAt\u00e9 que Apolo perguntou porque tanta discuss\u00e3o, se o garoto havia nascido poeta\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">A met\u00e1fora de Cheuiche terminou com a mensagem de que a poesia atravessa as barreiras e pediu que na Feira que nasce na beira do Gua\u00edba, a luz do mais belo p\u00f4r-do-sol, iluminasse o evento.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s os discursos do prefeito de Porto Alegre Jos\u00e9 Foga\u00e7a e do Governador Germano Rigotto \u2013 que entregou aValdir da Silveira um documento publicizando o patroc\u00ednio de R$ 660 mil da LIC e outros R$ 150 mil do Banrisul ao evento \u2013, finalmente a tradicional cena que inicia a do Livro na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega: o Xerife e sua sineta andaram por entre as barracas, levando aos ouvidos de todos, aquilo que j\u00e1 estava claro nos olhos que percorriam os t\u00edtulos em exibi\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 aberta a temporada do livro na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sineta marcou abertura oficial da Feira 2006 (Fotos: Cristine Rochol\/PMPA\/J\u00c1) Naira Hofmeister O Armaz\u00e9m B do Cais do Porto se transformou, no final da tarde dessa sexta-feira, 27 de outubro, no palco do cerimonial de abertura da 52\u00aa Feira do Livro de Porto Alegre e recebeu convidados \u2013 ilustres e an\u00f4nimos \u2013 da chamada \u2018festa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-274","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-x-categorias-velhas"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbQjBd-4q","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/274\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}