{"id":27507,"date":"2015-12-08T18:45:59","date_gmt":"2015-12-08T21:45:59","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=27507"},"modified":"2015-12-08T18:45:59","modified_gmt":"2015-12-08T21:45:59","slug":"fiergs-nao-e-o-aumento-de-impostos-que-vai-resolver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/fiergs-nao-e-o-aumento-de-impostos-que-vai-resolver\/","title":{"rendered":"Fiergs: \u201cN\u00e3o \u00e9 o aumento de impostos que vai resolver\u201d"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Lagranha<br \/>\n\u201cNossa economia depende da pol\u00edtica e, na pol\u00edtica, estamos num labirinto sem saber como achar a sa\u00edda\u201d.<br \/>\nEssa \u00e9 a s\u00edntese do que disse o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Jos\u00e9 M\u00fcller, nesta ter\u00e7a-feira, 8, durante o almo\u00e7o de final de ano com a imprensa.<br \/>\nPara ele, o estado brasileiro n\u00e3o fez as reformas estruturais.<br \/>\nS\u00f3 de juros o governo deve gastar 336 bilh\u00f5es de reais em 2015, sendo que o valor de 2016 deve ser ainda maior. Ou seja, o d\u00e9ficit nominal do governo em 2016 pode passar dos 500 bilh\u00f5es de reais.<br \/>\nA \u00eanfase de seu discurso, por\u00e9m, foi para a situa\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas do Rio Grande do Sul.<br \/>\n\u201cO Rio Grande do Sul est\u00e1 um pouco pior do que o Brasil\u201d, completou.<br \/>\nM\u00fcller leu trechos do documento encomendado pela Fiergs ao escrit\u00f3rio do ex-ministro do Planejamento Jo\u00e3o Sayad e apresentado \u00e0 imprensa em janeiro de 1989, sobre a situa\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas do RS.<br \/>\nO trabalho, ignorado e engavetado pelo governo, j\u00e1 relatava a crise do setor p\u00fablico estadual, citando como principal problema a d\u00edvida p\u00fablica.<br \/>\nA d\u00edvida p\u00fablica comprometeu a capacidade investidora do Estado ga\u00facho nos \u00faltimos anos.<br \/>\nNos \u00faltimos 20 anos, o agroneg\u00f3cio ga\u00facho cresceu 56%, ind\u00fastria 28% e a arrecada\u00e7\u00e3o do Estado 145%. \u201cPortanto, n\u00e3o \u00e9 com aumento de impostos que vamos resolver o problema. O que precisa mudar s\u00e3o as regras do jogo. Afinal, o que queremos para a sociedade brasileira e ga\u00facha? S\u00e3o 37 anos de d\u00e9ficits p\u00fablicos financiados. \u00c9 uma conta muito alta. Uma encrenca bastante grande. Estamos gastando mal e cada vez mais\u201d, lamentou M\u00fcller.<br \/>\nOs jornalistas do Grupo RBS queriam saber a posi\u00e7\u00e3o do presidente da Fiergs em rela\u00e7\u00e3o ao encaminhamento do pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, Muller respondeu que a entidade tem em seus estatutos que seus dirigentes n\u00e3o podem falar em nome da entidade sobre posi\u00e7\u00f5es partid\u00e1rias. Ele preferiu lembrar que ao participar de eventos durante o ano, com empres\u00e1rios alem\u00e3es, japoneses e mesmo numa palestra do ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, todos foram un\u00e2nimes em afirmar que confiam na economia brasileira e que s\u00f3 aguardam o fim da crise pol\u00edtica para voltar a investir no Pa\u00eds.<br \/>\nCen\u00e1rios<br \/>\nA Unidade de Estudos Econ\u00f4micos (UEE) da Fiergs elaborou tr\u00eas cen\u00e1rios poss\u00edveis para o Pa\u00eds no pr\u00f3ximo ano. \u201cVivemos a maior recess\u00e3o da hist\u00f3ria da economia brasileira em 114 anos\u201d, alertou o economista-chefe da Fiergs, Andr\u00e9 Nunes de Nunes, ressaltando que a participa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o no PIB brasileiro caiu de 15% para 11,4% entre 2011 e 2015. Ao fechar o ano, a queda estimada para a ind\u00fastria nacional \u00e9 de 7%, enquanto a ga\u00facha deve sofrer com perdas de 9,1%.<br \/>\nDe acordo com a UEE, o cen\u00e1rio base para 2016 \u00e9 de nova recess\u00e3o para o Brasil, com queda de 2,5% do PIB, menos intensa que 2015 (-3,5%). Nesse cen\u00e1rio, o consumo das fam\u00edlias tende a manter a trajet\u00f3ria de retra\u00e7\u00e3o, acompanhando o aumento do desemprego e a diminui\u00e7\u00e3o na renda real.<br \/>\nNo caso do Rio Grande do Sul, o cen\u00e1rio base contempla um recuo ainda mais significativo do n\u00edvel de atividade: a queda projetada de 2,8% do PIB neste ano dever\u00e1 alcan\u00e7ar 3% em 2016. A agricultura colher\u00e1 uma safra boa (perto da recorde), mas insuficiente para impulsionar o crescimento do PIB. Al\u00e9m disso, a parada da atividade do setor p\u00fablico estadual e o risco de atraso de sal\u00e1rios do funcionalismo dever\u00e3o permanecer.<br \/>\nNo cen\u00e1rio superior, uma recupera\u00e7\u00e3o em n\u00edvel nacional pode come\u00e7ar lentamente e a retomada um pouco mais forte da atividade no segundo semestre indica um resultado de estagna\u00e7\u00e3o para o ano que vem. Dentro desse melhor cen\u00e1rio, o Rio Grande do Sul apresentaria uma pequena queda (-0,5%), limitada pelo ritmo da recupera\u00e7\u00e3o do Brasil.<br \/>\nNo cen\u00e1rio inferior, n\u00e3o est\u00e1 descartada a possibilidade de a redu\u00e7\u00e3o na atividade brasileira se intensificar. Para isso, haver\u00e1 um agravamento da crise pol\u00edtica e fiscal, bem como a total paralisia do setor p\u00fablico. O desemprego pode surpreender negativamente e a confian\u00e7a dos consumidores e dos empres\u00e1rios continuar\u00e1 em decl\u00ednio. O PIB do Pa\u00eds fechar\u00e1 com uma diminui\u00e7\u00e3o de 4%. O contexto macroecon\u00f4mico ser\u00e1 o mesmo para o Estado (-4,5%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Lagranha \u201cNossa economia depende da pol\u00edtica e, na pol\u00edtica, estamos num labirinto sem saber como achar a sa\u00edda\u201d. Essa \u00e9 a s\u00edntese do que disse o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor Jos\u00e9 M\u00fcller, nesta ter\u00e7a-feira, 8, durante o almo\u00e7o de final de ano com a imprensa. 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