{"id":282,"date":"2006-11-07T15:56:39","date_gmt":"2006-11-07T18:56:39","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=282"},"modified":"2006-11-07T15:56:39","modified_gmt":"2006-11-07T18:56:39","slug":"a-obra-de-carlos-reverbel-em-volume-unico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/a-obra-de-carlos-reverbel-em-volume-unico\/","title":{"rendered":"A obra de Carlos Reverbel em volume \u00fanico"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/feira2006\/med_reverbel.jpg?0.487369759297333\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"240\" height=\"340\" \/><\/p>\n<p align=\"justify\">Carlos Reverbel \u00e9 um dos jornalistas mais importantes da hist\u00f3ria recente do Rio Grande do Sul. Pesquisador respeitado nas \u00e1reas de hist\u00f3ria e cultura rio-grandense, atuou na imprensa ga\u00facha durante mais de 60 anos, em ve\u00edculos como a Revista do Globo e os jornais Correio do Povo e Zero Hora. Como rep\u00f3rter e pesquisador, Reverbel foi um incans\u00e1vel incentivador da cultura rio-grandense e sua biografia do escritor Sim\u00f5es Lopes Neto &#8211; <em>Um Capit\u00e3o da Guarda Nacional<\/em>, edi\u00e7\u00e3o esgotada &#8211; \u00e9 considerada at\u00e9 hoje um marco na redescoberta do autor regionalista pelotense pelo resto do pa\u00eds. Como cronista, conquistou o respeito e a admira\u00e7\u00e3o de autores como Rubem Braga e Luis Fernando Verissimo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para resgatar sua trajet\u00f3ria, Elmar Bones e Claudia Laitano se debru\u00e7aram sobre a obra do ga\u00facho e selecionaram trechos indispens\u00e1veis dos seus escritos, publicados no volume <strong><em>Carlos Reverbel \u2013 Textos Escolhidos<\/em><\/strong>, que sai pelo selo do\u00a0J\u00c1 Editores, com apoio do projeto Copesul Cultural. Al\u00e9m de reportagens realizadas na d\u00e9cada de 50, o leitor vai encontrar a biografia de Sim\u00f5es Lopes Neto e as colet\u00e2neas de cr\u00f4nicas <em>Barcos de Papel<\/em> (1979) e <em>Sauda\u00e7\u00f5es Aftosas<\/em> (1980) e o livro de mem\u00f3rias <em>Arca de Blau<\/em> (1993).<\/p>\n<p align=\"justify\">O lan\u00e7amento acontece em duas datas. Nesta segunda-feira, 6, um evento no Memorial do Ro Grande do Sul apresenta o livro para convidados. Na ter\u00e7a-feira, 7, os autores autografam <strong><em>Carlos Reverbel \u2013 Textos Escolhidos<\/em><\/strong>, na Pra\u00e7a de Aut\u00f3grafos da Feira do Livro, a partir das 17h30.<\/p>\n<p align=\"justify\">O livro, dividido em tr\u00eas partes, abre com as reportagens que t\u00eam Sim\u00f5es Lopes Neto como personagem principal. Na introdu\u00e7\u00e3o deste cap\u00edtulo, um ensaio do professor Fl\u00e1vio Loureiro Chaves destaca a import\u00e2ncia de Carlos Reverbel nos estudos da obra do autor do Negrinho do Pastoreio. Na segunda parte, S\u00e9rgio da Costa Franco Antecipa as cr\u00f4nicas de Reverbel. Ao fim,\u00a0uma reedi\u00e7\u00e3o de\u00a0A Arca de Blau, com fotos e correspond\u00eancia.<\/p>\n<p align=\"justify\">Reverbel conquistou boa parte de seu prest\u00edgio gra\u00e7as a textos que investigavam diferentes aspectos da cultura rio-grandense. Desde o in\u00edcio de sua carreira, no entanto, o rigor de rep\u00f3rter e pesquisador conviveu com a ironia fina e o agudo senso de observa\u00e7\u00e3o do cronista.<\/p>\n<p align=\"justify\">Carlos Reverbel trabalhou nos mais importantes ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do Estado ao longo de mais de 60 anos de carreira jornal\u00edstica. Estava na Editora Globo, no auge do sucesso da Revista do Globo, ao lado de nomes como Erico Verissimo e Mario Quintana, e participou da cria\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia de S\u00e3o Pedro, revista que seria um marco na hist\u00f3ria cultural do Estado. Como editor das p\u00e1ginas de Cultura do Correio do Povo, publicou textos dos mais importantes intelectuais do pa\u00eds, movimentando a cena cultural local. Como cronista, na Folha da Tarde, no Correio e na Zero Hora, conquistou leitores com gra\u00e7a e leveza.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas reportagens da Revista do Globo, com a qual come\u00e7ou a colaborar no in\u00edcio dos anos 40, j\u00e1 aparece sua habilidade para retratar a vida cotidiana em Porto Alegre com a gra\u00e7a e a intelig\u00eancia que revelaria muitos anos mais tarde nas cr\u00f4nicas publicadas nos jornais Folha da Tarde e Correio do Povo \u2013 parte delas reunida nas colet\u00e2neas Barco de Papel e Sauda\u00e7\u00f5es Aftosas \u2013 e depois em Zero Hora, onde manteve uma coluna semanal de 1987 a 1997. Nessas cr\u00f4nicas, assim como na se\u00e7\u00e3o Bibliografia Rio-grandense, publicada no Correio do Povo entre 1964 e 1966, Reverbel revela-se um incans\u00e1vel garimpador de hist\u00f3rias e personagens da cultura ga\u00facha, al\u00e9m de um narrador elegante e preocupado com o prazer dos seus \u2013 muitos \u2013 leitores.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Servi\u00e7o<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><em>Carlos Reverbel \u2013 Textos Selecionados<br \/>\n<\/em><\/strong>Autores: Elmar Bones e Claudia Laitano<br \/>\nJ\u00c1 Editores<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carlos Reverbel \u00e9 um dos jornalistas mais importantes da hist\u00f3ria recente do Rio Grande do Sul. Pesquisador respeitado nas \u00e1reas de hist\u00f3ria e cultura rio-grandense, atuou na imprensa ga\u00facha durante mais de 60 anos, em ve\u00edculos como a Revista do Globo e os jornais Correio do Povo e Zero Hora. 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