{"id":28848,"date":"2016-01-15T11:56:15","date_gmt":"2016-01-15T14:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=28848"},"modified":"2016-01-15T11:56:15","modified_gmt":"2016-01-15T14:56:15","slug":"28848-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/28848-2\/","title":{"rendered":"[Comunicado] Cerco israelense impede vinda de palestinos ao F\u00f3rum Social"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo de palestino que tinha presen\u00e7a confirmada na programa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Social teve de cancelar a vinda ao Brasil. A organiza\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Social Tem\u00e1tico lan\u00e7ou h\u00e1 pouco uma nota \u00e0 imprensa, relatando que o grupo teria sido impedido de viajar devido ao cerco \u00e0 cidade de Hebron, Cisjord\u00e2nia, pelas for\u00e7as israelenses. A organiza\u00e7\u00e3o do f\u00f3rum reafirma a\u00a0ades\u00e3o \u00e0 campanha BDS, (Boicote Desinvestimento e San\u00e7\u00e3o a Israel) at\u00e9 que a ocupa\u00e7\u00e3o tenha fim \u00a0e manifesta solidariedade ao povo palestino.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nConfira a \u00edntegra da nota:<br \/>\nComunidado \u00e0 imprensa<br \/>\nNota de rep\u00fadio \u00e0<br \/>\n\u00c9 com indigna\u00e7\u00e3o e grande preocupa\u00e7\u00e3o que as organiza\u00e7\u00f5es que promovem o F\u00f3rum Social Tem\u00e1tico FSM 15 Anos, em Porto Alegre, s\u00e3o obrigadas a informar que palestinos convidados para o encontro foram impedidos de viajar ao Brasil, barrados pelo violento fechamento da cidade de Hebron, na Cisjord\u00e2nia, e agravamento da repress\u00e3o em toda Palestina ocupada pelas for\u00e7as israelenses.<br \/>\nDesde outubro de 2015, recebemos not\u00edcias do bloqueio, cerco militar, controle, cadastramento for\u00e7ado, humilha\u00e7\u00e3o, viol\u1ebdncia e seguidos assassinatos, principalmente de jovens e adolescentes, na hist\u00f3rica cidade palestina de Hebron e a transforma\u00e7\u00e3o de \u00e1reas importantes para a popula\u00e7\u00e3o local, como Tel Rumeida and Shuhada Street, em zonas militares fechadas , sem que as mesmas restri\u00e7\u00f5es ocorram para os colonos israelenses, que circulam livremente.<br \/>\nOs palestinos denunciam a imposi\u00e7\u00e3o de &#8220;puni\u00e7\u00e3o coletiva&#8221;, por Israel, \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de Hebron, como forma de lev\u00e1-la \u00e0 exaust\u00e3o para que habitantes abandonem a cidade onde os assentamentos ilegais israelenses avan\u00e7am com viol\u00eancia extrema.<br \/>\nNas \u00e1reas visadas no atual processo de isolamento, foram erguidos bloqueios de sucata, tijolos, cimento, tanques e homens armados que amea\u00e7am e atacam moradores e radicalizam um cerco de terror que tem origens no massacre da Mesquita de Ibrahimi de 1994. Em fevereiro daquele ano, um colono vindo do Brooklin entrou na mesquita durante o Ramadan e abriu fogo matando 29 e ferindo dezenas, at\u00e9 ser contido e morto pela popula\u00e7\u00e3o. Em resposta, nos dias que se seguiram, as for\u00e7as israelenses atacaram e mataram dezenas de civis palestinos que protestavam contra o massacre na mesquita.<br \/>\nPuni\u00e7\u00f5es coletivas, um crime tipificado pelas conven\u00e7\u00f5es internacionais, s\u00e3o empregadas com frequ\u00eancia pelo Estado de Israel. Enquanto o governo e as institui\u00e7\u00f5es israelenses convidam parlamentares, artistas e figuras de visibilidade no exterior para visitas e confer\u1ebdncias em suas universidades, para transmitir uma imagem de normalidade nas rela\u00e7\u00f5es da ocupa\u00e7\u00e3o, jovens feridos por seus soldados s\u00e3o deixados a sangrar nas ruas, sem permiss\u00e3o de acesso do socorro m\u00e9dico. Obsrvadores internacionais s\u00e3o impedidos de entrar para testemunhar o massacre, r\u00e1dios palestinas s\u00e3o fechadas para n\u00e3o emitir pedidos de socorro, e ativistas s\u00e3o impedidos de prestar assist\u00eancia.<br \/>\nIntegrantes do Conselho Internacional do F\u00f3rum Social Mundial e da Frente em Defesa do Povo Palestino no Brasil participaram, no ano passado, de uma Miss\u00e3o Humanit\u00e1ria \u00e0 Palestina, mas dois brasileiros de sobrenome \u00e1rabe n\u00e3o puderam entrar, e todos os(as) demais tiveram acesso negado \u00e0 Faixa de Gaza, massacrada no ano anterior at\u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o total de sua infraestrutura. Testemunharam, no entanto, as condi\u00e7\u00f5es intoler\u00e1veis da vida na Cisjord\u00e2nia ocupada, o avan\u00e7o dos assentamentos ilegais, o controle ostensivo da cidade de Hebron, a a resist\u00eancia incans\u00e1vel do povo palestino.<br \/>\nDenunciamos e cobramos todos os esfor\u00e7os da comunidade internacional, em particular das autoridades brasileiras, para que se posicione pelo fim imediato da ocupa\u00e7\u00e3o da Palestina, pela retirada das for\u00e7as ostensivas da cidade de Hebron, pelo socorro imediato \u00e0s v\u00edtimas da repress\u00e3o, pela reconstru\u00e7\u00e3o da Palestina livre.<br \/>\nReafirmamos nossa firme ades\u00e3o \u00e0 campanha BDS, de Boicote Desinvestimento e San\u00e7\u00e3o a Israel at\u00e9 que a ocupa\u00e7\u00e3o tenha fim, e manifestamos nossa firme solidariedade ao povo palestino, aos integrantes do Conselho Internacional e do processo FSM isolados em Hebron, ao pesquisador e coordenador do Centro Alternatives na Cisjord\u00e2ncia, Ahmad jaradat, e ao diretor do Centro de Criatividade do Professor na Palestina, Refat Sabbat, e a todos os representantes das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil Palestina que repetidamente tem sido impedidos de viajar para relatar ao mundo a realidade da ocupa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAt\u00e9 que a Palestina seja livre!<br \/>\n<em>Organiza\u00e7\u00f5es participantes do F\u00f3rum Social Tem\u00e1tico FSM 15 Anos, Porto Alegre, 15 de Janeiro de 2016<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de palestino que tinha presen\u00e7a confirmada na programa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Social teve de cancelar a vinda ao Brasil. 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