{"id":289,"date":"2006-11-21T16:07:08","date_gmt":"2006-11-21T19:07:08","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=289"},"modified":"2006-11-21T16:07:08","modified_gmt":"2006-11-21T19:07:08","slug":"camara-levanta-mapa-do-livro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/camara-levanta-mapa-do-livro\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara levanta mapa do livro"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><strong>Guilherme Kolling<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Um levantamento in\u00e9dito da C\u00e2mara Riograndense do Livro vai revelar o n\u00famero e a localiza\u00e7\u00e3o das livrarias no Rio Grande do Sul. A pesquisa deve ficar pronta em 2007.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cO empres\u00e1rio ter\u00e1 um mapa completo, onde poder\u00e1 ver as car\u00eancias e as oportunidades em todo o Estado\u201d, observa o presidente da C\u00e2mara do Livro, Waldir da Silveira. A falta de pontos de venda \u00e9 uma das principais queixas de editores e distribuidores.<\/p>\n<p align=\"justify\">A C\u00e2mara estima que dois ter\u00e7os dos munic\u00edpios ga\u00fachos n\u00e3o tenham livraria. \u201cIsso acontece at\u00e9 em cidades com 100 mil pessoas, quando a Unesco recomenda uma livraria para cada 10 mil habitantes\u201d, lembra Paulo Ledur, ex-presidente da CRL e diretor da AGE Editora.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se o interior sofre com a escassez, Porto Alegre vive outra realidade desde que come\u00e7aram a chegar as grandes redes, como Saraiva, Siciliano, Porto e Cultura, que instalaram lojas imensas nos shopping centers da cidade. Uma conseq\u00fc\u00eancia imediata foi o fechamento de diversas lojas pequenas. \u201c\u00c9 uma tend\u00eancia perigosa que se observa no Brasil, pois afeta o ponto de venda e por conseq\u00fc\u00eancia os editores\u201d, lamenta Ledur.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/feira2006\/med_Paulo%20Ledur_Guilherme%20Kolling%205.jpg?0.6458333655559998\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"254\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Ledur reclama da falta de pontos de venda no Estado (Foto: Guilherme Kolling\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Luis Gomes, editor da Sulina, n\u00e3o tem ilus\u00f5es: \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que surjam mais dessas grandes livrarias. E a presen\u00e7a delas resulta na queda do livreiro de bairro, que ter\u00e1 cada vez menos espa\u00e7o\u201d. Jo\u00e3o Cervo, propriet\u00e1rio das livrarias Cervo e tesoureiro da CRL vai no mesmo tom: \u201cAs mega est\u00e3o centralizando o mercado\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O presidente da C\u00e2mara do Livro, Waldir Silveira, procura relativizar o efeito: \u201cSempre existe um impacto com a chegada das grandes. Mas elas est\u00e3o ocupando uma lacuna deixada no mercado pela quebra da Sulina, da Mercado Aberto e a crise da Globo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">\u201cPequeno tem que se especializar\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">\u201c\u00c9 pena que estejam fechando as livrarias de cal\u00e7ada em fun\u00e7\u00e3o das grandes cadeias porque, salvo exce\u00e7\u00e3o, o atendimento \u00e9 muito ruim. Vendem sapatos ou livros do mesmo jeito\u201d, lamenta Jo\u00e3o Carneiro, editor da Tomo Editorial.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ele acha que a tend\u00eancia do consumidor \u00e9 ir ao shopping e que \u201ca livraria, como espa\u00e7o de conviv\u00eancia, onde o livreiro orienta o cliente sobre as novidades,\u00a0 infelizmente, est\u00e1 acabando\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O representante dos livreiros na C\u00e2mara Riograndense do Livro, Vitor Zandomeneghi, entende que a chegada das grandes empresas \u00e9 um fen\u00f4meno natural do capitalismo. \u201cA economia \u00e9 movida por essas regras, busca-se ganho de escala, por isso essa onda de fus\u00f5es, essa concentra\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<br \/>\nEle acha, no entanto, que h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es e aponta o exemplo dos minimercados, que se mantiveram mesmo com a vinda de Carrefour, Sonae e Wall-Mart. \u201cOs pequenos ter\u00e3o que se habituar \u00e0 concorr\u00eancia e resistir\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">O diretor da L&amp;PM, Paulo Lima, concorda que as grandes redes, salvo exce\u00e7\u00f5es como a Cultura, pecam no preparo do balconista. E v\u00ea nisso uma oportunidade para o pequeno, \u201cque pode dar um atendimento personalizado\u201d. \u201cO livreiro precisa de uma identidade que o diferencie\u201d, concorda Zandomeneghi. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio desenvolver um nicho, atividades na loja, estreitar relacionamento com clientes, criar promo\u00e7\u00f5es\u201d, sugere o diretor da Artes e Of\u00edcios, Lu\u00eds Fernando Ara\u00fajo.<\/p>\n<p align=\"justify\">\u201cO fil\u00e3o do pequeno livreiro \u00e9 a especializa\u00e7\u00e3o\u201d, repete o presidente da C\u00e2mara do Livro. \u201cTem que oferecer um bom servi\u00e7o, com funcion\u00e1rios qualificados, que conhecem o livro, sabem falar das obras, como faz com sucesso o Rui, da Palmarinca. Ou ter um mix de atividades, como a Palavraria e a Livraria do Arvoredo\u201d, exemplifica Silveira.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">\u201cAqui n\u00e3o tem Paulo Coelho\u201d<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"color: #cc3300\"><span style=\"color: #000000\"><strong>Naira Hofmeister<\/strong><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">O pequeno livreiro come\u00e7a a buscar alternativas para competir com as megastores. Comprando grandes quantidades de livros, as redes ganham descontos que podem chegar a 60%, enquanto a livraria recebe entre 25% e 30%. Uma sa\u00edda seria a Lei do Pre\u00e7o Fixo, como prop\u00f5e a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Livreiros.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Europa, a lei limita em 6% o desconto que pode ser dado a um lan\u00e7amento, no primeiro ano. Aqui, enquanto a proposta n\u00e3o vira lei, a sa\u00edda \u00e9 se aproximar do cliente e resgatar a rela\u00e7\u00e3o leitor-livreiro. \u201cQuem tem prazer na leitura gosta de escolher com calma, ler trechos e discutir com algu\u00e9m o conte\u00fado\u201d, lembra Carlos Luiz da Silva, s\u00f3cio da Palavraria, que j\u00e1 tem tr\u00eas anos na rua Vasco da Gama. A opini\u00e3o dos livreiros \u00e9 que esse leitor n\u00e3o vai \u00e0 livraria de bairro atr\u00e1s dos best sellers. \u201cAqui n\u00e3o tem Paulo Coelho. Se o cliente pede, eu encomendo, mas se colocar na estante, posso at\u00e9 me queimar\u201d, revela Silva.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m de manter uma prateleira com t\u00edtulos diferenciados, lan\u00e7amentos, cursos e o caf\u00e9 expresso se tornaram quase um imperativo para as casas de m\u00e9dio e pequeno porte. Foi isso que perceberam os propriet\u00e1rios de duas novas livrarias do Bom Fim. \u201cFizemos uma pesquisa com clientes e, mais do que ter um site, eles acham necess\u00e1rio o caf\u00e9 e o espa\u00e7o cultural\u201d, relata Bl\u00e1sio Hickmann, que durante 25 anos manteve a Livraria Digital \u2013 especializada em inform\u00e1tica \u2013 e agora aposta na diversifica\u00e7\u00e3o do acervo, com a Letras &amp; Cia, na avenida Osvaldo Aranha.<\/p>\n<p align=\"justify\">Natalie Illanes Nogueira veio de S\u00e3o Paulo com dois amigos para abrir a Zouk, uma loja onde os clientes encontram \u201clivros renegados pelas grandes livrarias\u201d. Durante a reforma da casa na rua Garibaldi, ela conta que foram tantos os pedidos para que a livraria tivesse um caf\u00e9 que n\u00e3o viu alternativa. \u201cApesar disso, \u00e9 rar\u00edssimo algu\u00e9m entrar aqui s\u00f3 para isso\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Ventura busca sa\u00edda na internet<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">O fim de 2006 deve marcar o encerramento das atividades de mais uma livraria no centro de Porto Alegre. Desta vez \u00e9 a Ventura, que h\u00e1 quatro anos funciona numa loja alugada na Marechal Floriano Peixoto, 489. O atendimento \u00e0 clientela ser\u00e1 mantido por telefone e Internet. \u201cVou ter um custo cinco vezes menor e manter 70% da clientela\u201d, diz o propriet\u00e1rio Gustavo Ventura, o Gus. \u201cA gera\u00e7\u00e3o que renovaria as vendas de balc\u00e3o \u00e9 internauta, usa muito o computador. A partir do acervo virtual estou atingindo gente da Para\u00edba, por exemplo, que jamais viria at\u00e9 a loja comprar\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com 13 anos de experi\u00eancia no mercado livreiro da capital, Gustavo v\u00ea a figura do livreiro se tornando anacr\u00f4nica, como o amolador de facas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 mais a rela\u00e7\u00e3o afetiva com o espa\u00e7o da livraria, nem com o propriet\u00e1rio\u201d. Mesmo assim, ele espera que a solu\u00e7\u00e3o virtual seja tempor\u00e1ria e que com os resultados possa voltar ao que realmente gosta \u2013 a atividade no balc\u00e3o em meio \u00e0s prateleiras de livros e em contato com os clientes. \u201c\u00c9 uma estrat\u00e9gia para enfrentar um momento de crise\u201d, diz. \u201cPretendo usar a ferramenta da Internet para sustentar o projeto do balc\u00e3o, do perfil da Ventura, da constitui\u00e7\u00e3o de um acervo de bons t\u00edtulos, independente de pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/feira2006\/MED_VENTURA_NAIRA.jpg?0.935033722080791\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"300\" height=\"251\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\"><strong>Ventura: recuo estrat\u00e9gico na livraria (Foto: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\">Ao serem informados da crise, alguns clientes tradicionais tentaram reagir. Um deles despachou um e-mail com um apelo no melhor estilo S.O.S, pedindo aos amigos que fossem at\u00e9 o balc\u00e3o comprar os t\u00edtulos que pudessem para salvar a Ventura. \u201cAquela livraria com ilumina\u00e7\u00e3o discreta, silenciosa, que s\u00f3 tinha livros e n\u00e3o nos entupia com badulaques de papelaria. Dava para ficar em sil\u00eancio, para sentar num banquinho e ler. Suspendia o tempo\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gustavo recebeu muitos telefonemas e manifesta\u00e7\u00f5es de apoio, mas nada que pudesse reverter a situa\u00e7\u00e3o. Parte do acervo, cerca de 3 mil t\u00edtulos, j\u00e1 est\u00e3o no site <a href=\"http:\/\/www.estantevirtual.com.br\/\">www.estantevirtual.com.br<\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Prosa i Verso fechou as portas<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Outro exemplo das dificuldades dos pequenos \u00e9 a Prosa i Verso, livraria de 23 anos que fechou as portas em outubro. Refer\u00eancia para f\u00e3s de literatura, o espa\u00e7o foi homenageado com um texto de Luis Fernando Verissimo na inaugura\u00e7\u00e3o. Ainda que a propriet\u00e1ria Sara Turkenitch sublinhe que a decis\u00e3o foi resultado da vida pessoal e n\u00e3o do mercado, ela admite que est\u00e1 mais dif\u00edcil manter uma livraria. \u201cA entrada da Saraiva at\u00e9 n\u00e3o prejudicou muito, mas depois que a Cultura chegou n\u00f3s sentimos, porque l\u00e1 virou um point\u201d. A instala\u00e7\u00e3o da Siciliano no shopping Moinhos tamb\u00e9m dividiu a clientela da Prosa i Verso.<\/p>\n<p align=\"justify\">Gilberto Tarakdian, propriet\u00e1rio da Rogil Livraria, tamb\u00e9m foi atingido pelas novas megastores. Ele chegou a ter tr\u00eas filiais, todas com grandes espa\u00e7os. Hoje opera num espa\u00e7o pequeno no Centro Comercial Bom Fim. \u201cA gente tinha uma loja na 24 Outubro que ia bem, mas com a constru\u00e7\u00e3o do shopping Moinhos, fomos obrigados a fechar\u201d, lembra. Os livreiros concordam em um outro ponto: a \u00e9poca \u00e1urea da venda de livros na Capital foi o in\u00edcio dos anos 90. Mas da segunda metade em diante, os clientes come\u00e7aram a sumir. Sara acredita que n\u00e3o \u00e9 um caso isolado. \u201cN\u00e3o conhe\u00e7o segmento isento da crise\u201d.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong><span style=\"color: #cc3300\">Sebos tamb\u00e9m reclamam<\/span><\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">Mesmo os donos de sebos \u2013 que trabalham com faixas de pre\u00e7o inferiores ou com t\u00edtulos esgotados \u2013 reclamam da queda nas vendas. Mas a culpa n\u00e3o recai sobre as grandes redes. \u201cH\u00e1 espa\u00e7o para todos no mercado\u201d, garante Neiva Maria Piccinini, s\u00f3cia do Beco dos Livros, que mant\u00e9m 6 lojas no centro de Porto Alegre. No caso dos usados, o problema \u00e9 a renova\u00e7\u00e3o da clientela. Os antigos consumidores est\u00e3o morrendo e os jovens n\u00e3o adquiriram o h\u00e1bito de freq\u00fcentar sebos. \u201cN\u00e3o sei onde foram parar os velhinhos poliglotas que levavam livros em tr\u00eas ou quatro idiomas\u201d, lamenta Eduardo Luizelli, propriet\u00e1rio da Livraria Aurora, que chegou a ter quatro lojas no auge dos seus 50 anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Hoje, afogado nos 150 mil volumes da loja que restou, Luizelli planeja a aposentadoria. Gustavo Venura, que tamb\u00e9m vende usados, diz que o principal p\u00fablico \u2013 universit\u00e1rio \u2013 tem pouco tempo para ir at\u00e9 o Centro. Prevendo o problema, Carmem Menezes implantou em 1998 o site A Tra\u00e7a, que comercializa usados pela Internet. \u201cNo in\u00edcio era devagar, mas hoje vendemos diariamente e somos conhecidos nacionalmente\u201d. A tend\u00eancia, na opini\u00e3o dos livreiros, \u00e9 que o mercado virtual cres\u00e7a ainda mais. Mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que os sebos acabem. \u201cA maioria dos clientes que entra aqui gosta de ficar com as m\u00e3os sujas de p\u00f3, procurando o livro que quer\u201d, observa Neiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guilherme Kolling Um levantamento in\u00e9dito da C\u00e2mara Riograndense do Livro vai revelar o n\u00famero e a localiza\u00e7\u00e3o das livrarias no Rio Grande do Sul. 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