{"id":29013,"date":"2016-01-21T20:44:03","date_gmt":"2016-01-21T23:44:03","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=29013"},"modified":"2016-01-21T20:44:03","modified_gmt":"2016-01-21T23:44:03","slug":"mesa-debate-como-concretizar-o-lema-um-outro-mundo-e-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/mesa-debate-como-concretizar-o-lema-um-outro-mundo-e-possivel\/","title":{"rendered":"Mesa apresenta projetos que concretizam um &quot;outro mundo poss\u00edvel&quot;"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 &#8220;se a gente quiser&#8221;, \u00e9 preciso criatividade e muito trabalho, mas d\u00e1 para concretizar, em pequenas a\u00e7\u00f5es, o lema que h\u00e1 15 aos embala o F\u00f3rum Social Mundial\u00a0&#8211;\u00a0&#8220;um outro mundo \u00e9 poss\u00edvel&#8221;.<br \/>\nAlgumas iniciativas que modificam\u00a0o status quo e a forma como pessoas se relacionam entre si foram apresentadas nesta quinta-feira (21), na mesa &#8220;Alternativas Emergentes&#8221;, promovida pela Associa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Prote\u00e7\u00e3o ao Ambiente Natural (Agapan) &#8211; uma delas era o Jornal J\u00c1, que\u00a0\u00e9 o primeiro jornal do Rio Grande do Sul a financiar um projeto exclusivamente atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es de leitores.<br \/>\nA ideia era reunir sob uma mesma pauta a\u00e7\u00f5es de diferentes naturezas, mas que\u00a0tenham nascido, sobretudo, da organiza\u00e7\u00e3o coletiva e independente.<br \/>\nAl\u00e9m da jornalista Naira Hofmeister, que representou o J\u00c1, compuseram a mesa Roberto Abreu, representando a Ag\u00eancia Livre para Informa\u00e7\u00e3o Cidadania e Educa\u00e7\u00e3o (Alice) e Juliano Forster, criador do coletivo Paralelo Vivo.<br \/>\nO desafio de integrar diferentes movimentos e interesses da sociedade civil foi o grande mote da discuss\u00e3o. A fragmenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das principais dificuldades enfrentadas por quem prop\u00f5e iniciativas alternativas como estas.<br \/>\n<span class=\"intertit\">&#8220;O leitor tem que se sentir dono daquele espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;<\/span><br \/>\nA jornalista Naira Hofmeister fez um apanhado dos 30 anos de hist\u00f3ria do Jornal J\u00c1, desde sua cria\u00e7\u00e3o por um grupo de intelectuais no per\u00edodo da abertura pol\u00edtica p\u00f3s-ditadura, a transi\u00e7\u00e3o para um jornal de jornalistas e outras etapas da hist\u00f3ria do ve\u00edculo, que desenvolveu\u00a0diversas iniciativas consideradas alternativas &#8211; jornal de bairro, editora de livros reportagem, publica\u00e7\u00f5es especializadas, resgate da mem\u00f3ria.<br \/>\nA mais recente\u00a0delas, dirigida pela jornalista, foi a campanha de financiamento coletivo de uma s\u00e9rie de reportagens que aprofundam o tema da revitaliza\u00e7\u00e3o do Cais Mau\u00e1, que tem motivado discuss\u00f5es sobre o que a cidade pretende para o local que \u00e9 seu maior s\u00edmbolo. O projeto in\u00e9dito na imprensa ga\u00facha, arrecadou R$ 10 mil somente de pessoas f\u00edsicas.<br \/>\n\u201cTem um componente de parceria entre jornalistas e leitores que tem se ampliar cada vez mais. O leitor tem que se sentir dono daquele espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, defendeu.<br \/>\nO Dossi\u00ea Cais Mau\u00e1, financiado pelos leitores e com participa\u00e7\u00e3o destes inclusive na constru\u00e7\u00e3o da pauta, \u00e9 um exemplo de financiamento alternativo para o trabalho jornal\u00edstico. Naira defendeu que a iniciativa \u00e9 importante pois \u201cempodera o leitor e consequentemente empodera o jornalista, porque ele se sente autorizado.\u201d<br \/>\nE acrescentou: \u201cSe os jornais forem financiados exclusivamente pelas grandes empresas, pautas como meio ambiente e quest\u00f5es urban\u00edsticas n\u00e3o ter\u00e3o um acompanhamento permanente, porque isto n\u00e3o \u00e9 do interesses dos anunciantes.\u201d<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u201cQueremos estimular a cria\u00e7\u00e3o de outras 100 zonas como esta at\u00e9 2020\u201d<\/span><br \/>\n<figure id=\"attachment_29015\" aria-describedby=\"caption-attachment-29015\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29015\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/2016-01-21-16.17.13.jpg\" alt=\"Juliano Forster representa o Paralelo Vivo, que integra 20 empresas de cria\u00e7\u00e3o e sustentabilidade\" width=\"725\" height=\"544\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-29015\" class=\"wp-caption-text\">Juliano Forster representa o Paralelo Vivo, que integra 20 empresas de cria\u00e7\u00e3o e sustentabilidade<\/figcaption><\/figure><br \/>\nJuliano Forster buscou dar uma ideia do que \u00e9 e de como funciona o <a href=\"http:\/\/www.worldurbancampaign.org\/global-urban-development-paralelo-vivo-and-sustainable-innovation-zones-porto-alegre-brazil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Paralelo Vivo<\/a>, tarefa n\u00e3o muito f\u00e1cil, devido \u00e0 complexidade dos processos e das rela\u00e7\u00f5es internas do espa\u00e7o. Conceitualmente, o Paralelo \u00e9 um hub, ou ent\u00e3o, \u201cuma jun\u00e7\u00e3o de iniciativas\u201d empresariais, todas vinculadas com a sustentabilidade e o meio ambiente,\u00a0como explica Forster.<br \/>\nA origem do coletivo foi casual: sua empresa, a <a href=\"http:\/\/hidrocicle.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hidrocicle<\/a>, que projeta sistemas de uso e tratamento\u00a0da \u00e1gua,\u00a0precisava\u00a0reduzir custos e decidiu dividir o galp\u00e3o que ocupava, no bairro Floresta, com outros empreendimentos.<br \/>\nO resultado, entretanto, foi al\u00e9m e criou uma\u00a0rede de projetos colaborativos e uma catapulta para bons neg\u00f3cios com foco ambiental.\u00a0Hoje, o espa\u00e7o se constitui em uma zona de cria\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, abrigando 20 empresas, onde trabalham cerca de 50 pessoas ao todo.<br \/>\nAl\u00e9m de repartirem o aluguel e as despesas, eles dividem experi\u00eancias, informa\u00e7\u00f5es, contatos e at\u00e9 mesmo clientes.<br \/>\nUma destas empresas \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/Horteria.urbana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Horteria<\/a>, que desenvolve solu\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o de hortas urbanas. S\u00e3o ideias como o cultivo vertical de hortali\u00e7as, ideal\u00a0para quem mora em apartamento e tem pouco espa\u00e7o.<br \/>\nOutra iniciativa que integra a zona \u00e9 a <a href=\"http:\/\/cestafeiraorganicos.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Cesta Feira<\/a>, que funciona como um sistema de compra de produtos org\u00e2nicos com entrega a domic\u00edlio. Os produtos s\u00e3o comprados diretamente de agricultores familiares e entregues semanalmente na casa dos clientes.<br \/>\nEntre as metas de m\u00e9dio prazo, estimular a cria\u00e7\u00e3o de outras cem zonas semelhantes ao redor do mundo at\u00e9 2020. O projeto mais ambicioso \u00e9 tornar o Rio Grande do Sul o local mais inovador e sustent\u00e1vel da Am\u00e9rica Latina at\u00e9 2030.<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u201cNo Boca, s\u00e3o os moradores de rua que fazem a pauta e criam as regras\u201d<\/span><br \/>\nAssim como o F\u00f3rum Social Mundial, o <a href=\"http:\/\/www.alice.org.br\/mais-projetos\/linha-1-%E2%80%93-novos-canais-de-comunicacao\/boca-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">jornal Boca de Rua<\/a> tamb\u00e9m est\u00e1 completando 15 anos. A edi\u00e7\u00e3o pioneira foi feita em 2001 e circulou no primeiro FSM. O Boca \u00e9 o projeto mais antigo da Alice (Ag\u00eancia Livre para Informa\u00e7\u00e3o Cidadania e Educa\u00e7\u00e3o). Al\u00e9m de dar visibilidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de rua, o jornal possibilita gera\u00e7\u00e3o de renda, atrav\u00e9s da venda de exemplares.<br \/>\nAbreu disse que o projeto nasceu de uma conversa com um grupo de moradores de rua que ficavam na pra\u00e7a Dom Sebasti\u00e3o, em frente ao Col\u00e9gio Ros\u00e1rio. Nesse di\u00e1logo, os moradores disseram que sentiam a necessidade de contar sua hist\u00f3rias: se sentiam invis\u00edveis.<br \/>\nNo Boca de Rua, os moradores de rua fazem a pauta e criam as regras. Uma das defini\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo \u00e9 n\u00e3o ter an\u00fancios. \u201cComprometeria completamente a linha editorial e a pr\u00f3pria ideia do projeto.\u201d<br \/>\nAbreu citou um caso, de uma mat\u00e9ria que tratava de um inc\u00eandio na Vila Liberdade, em 2013. O jornal foi procurado por uma grande empresa do ramo da constru\u00e7\u00e3o civil: queriam bancar a edi\u00e7\u00e3o. A equipe se reuniu e decidiu n\u00e3o aceitar a oferta da construtora.<br \/>\nA luta do jornal agora \u00e9 por uma sede que possa comportar as reuni\u00f5es de pauta, que j\u00e1 tiveram como local a sede do Gapa (Grupo de Apoio \u00e0 Preven\u00e7\u00e3o da AIDS), a Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana e recentemente se abrigaram\u00a0no Museu da Comunica\u00e7\u00e3o Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa &#8211; depois de passarem um bom per\u00edodo ocorrendo sob a sombra das \u00e1rvores na Reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 &#8220;se a gente quiser&#8221;, \u00e9 preciso criatividade e muito trabalho, mas d\u00e1 para concretizar, em pequenas a\u00e7\u00f5es, o lema que h\u00e1 15 aos embala o F\u00f3rum Social Mundial\u00a0&#8211;\u00a0&#8220;um outro mundo \u00e9 poss\u00edvel&#8221;. 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