{"id":29166,"date":"2016-01-31T15:27:11","date_gmt":"2016-01-31T18:27:11","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=29166"},"modified":"2016-01-31T15:27:11","modified_gmt":"2016-01-31T18:27:11","slug":"29166-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/29166-2\/","title":{"rendered":"Artistas instalam mosaico na ocupa\u00e7\u00e3o Lanceiros Negros"},"content":{"rendered":"<p>Os moradores da ocupa\u00e7\u00e3o Lanceiros Negros t\u00eam agora uma bela surpresa ao chegarem em casa. A entrada do edif\u00edcio ganhou sua primeira obra de arte: uma enorme Monalisa lanceira negra em mosaico. A obra \u00e9 assinada pelas artistas Silvia Marcon e Ini Viera, do Murb. O coletivo de mosaico urbano atua no Brasil, Argentina e estuda a cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo em Portugal.<br \/>\n<figure id=\"attachment_29168\" aria-describedby=\"caption-attachment-29168\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-29168 size-full\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/12571155_204278783255591_383908416_n.jpg\" alt=\"12571155_204278783255591_383908416_n\" width=\"600\" height=\"800\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-29168\" class=\"wp-caption-text\">Obra em processo de cria\u00e7\u00e3o \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><br \/>\nOutros mosaicos de Monalisas estilizadas podem ser vistos em diversos muros de Porto Alegre, seja na Cidade Baixa ou na Bom Jesus, al\u00e9m de Pelotas, Rio de Janeiro e Buenos Aires.<br \/>\nSilvia conta que a ideia surgiu h\u00e1 cerca de dois anos, motivada por uma oficina de mosaicos que foi convidada a ministrar na Paxart, que funciona como produtora e espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o coletiva. \u201cComo era uma oficina pra galera do grafiti, que trabalha com arte urbana, eu pensei que n\u00e3o poderia ser nada muito \u2018mosaico para tia\u2019. Pensei em v\u00e1rios personagens como Frida Khalo, Che Guevara, Bob Marley e optei pela Monalisa.\u201d<br \/>\n<span class=\"intertit\">Primeira Monalisa gigante foi feita em Buenos Aires<\/span><br \/>\nAs duas artistas se conheceram atrav\u00e9s dos mosaicos. A argentina Ini Viera conhecia o trabalho de Silvia Marcon pela internet. Quando veio a Porto Alegre, no ano passado, fez quest\u00e3o de conhec\u00ea-la. O encontro rendeu uma parceria art\u00edstica e fez as \u201cMonas\u201d, como elas costumam chamar, chegarem at\u00e9 Buenos Aires, onde j\u00e1 s\u00e3o seis. L\u00e1, elas fizeram o primeiro exemplar de grandes dimens\u00f5es e ficou a vontade de fazer um parecido em Porto Alegre.<br \/>\nO primeiro local pensado foi a travessa Lanceiros Negros, no bairro Auxiliadora, onde Silvia j\u00e1 havia instalado dez pequenos mosaicos, mas a comunidade n\u00e3o abra\u00e7ou a ideia. J\u00e1 os moradores da ocupa\u00e7\u00e3o toparam de primeira, n\u00e3o reclamaram nem da sujeira do cimento e a Monalisa Lanceira Negra, de 2,70m x 1,50m colocada na parede da entrada.<br \/>\nA primeira Monalisa conjunta foi feita no final de novembro. \u201cEm dois meses, evoluimos o que outros mosaicistas levam anos para evoluir. A primeira que a gente fez juntas ficou feia, n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o com essa. Os nossos mosaicos parecem feitos por uma pessoa s\u00f3, o que \u00e9 muito importante quando se trabalha em duas ou mais pessoas\u201d, afirmou Ini.<br \/>\nPara instalar o mosaico na ocupa\u00e7\u00e3o, as artistas contaram com o apoio do pintor Nelson Sura, do aprendiz de mosaicista Marco Aur\u00e9lio Martins e da fot\u00f3grafa Beatriz dos Anjos. Toda a cer\u00e2mica usada vem de doa\u00e7\u00f5es e o cimento \u00e9 pago pelas pr\u00f3rprias artistas.<br \/>\nMas at\u00e9 que um monte de pequenas pe\u00e7as de cer\u00e2mica se tornem uma obra de arte na parede, h\u00e1 um longo processo. Tudo come\u00e7a com uma imagem digitalizada, a partir da qual, \u00e9 feito um plotter no tamanho desejado para a obra.<br \/>\nEssa imagem \u00e9 coberta com uma tela de de fibra de vidro, onde a obra \u00e9 montada. Em seguida, a artistas recortam a tela, separando as partes do mosaico por cores. Os fragmentos s\u00e3o reunidos novamente na parede, colados com cimento cola e rejuntados.<br \/>\nForam dez dias de trabalho para que a Monalisa gigante tomasse forma sobre a tela, mas um dia inteiro para cimentar. No s\u00e1bado, elas rejuntam o mosaico e o pintor Nelson Sura d\u00e1 o arremate.<br \/>\n<figure id=\"attachment_29170\" aria-describedby=\"caption-attachment-29170\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-29170\" src=\"https:\/\/jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/IMG_9781.jpg\" alt=\"Crian\u00e7as da ocupa\u00e7\u00e3o observavam atentas o trabalho de montagem \/ Foto Matheus Chaparini\" width=\"725\" height=\"544\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-29170\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as da ocupa\u00e7\u00e3o observavam atentas o trabalho de montagem \/ Foto Matheus Chaparini<\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os moradores da ocupa\u00e7\u00e3o Lanceiros Negros t\u00eam agora uma bela surpresa ao chegarem em casa. A entrada do edif\u00edcio ganhou sua primeira obra de arte: uma enorme Monalisa lanceira negra em mosaico. 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