{"id":29196,"date":"2016-02-01T11:22:49","date_gmt":"2016-02-01T14:22:49","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=29196"},"modified":"2016-02-01T11:22:49","modified_gmt":"2016-02-01T14:22:49","slug":"29196-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/29196-2\/","title":{"rendered":"A Revolu\u00e7\u00e3o E\u00f3lica (57) &#8211; Gera\u00e7\u00e3o deve continuar crescendo nos pr\u00f3ximos anos"},"content":{"rendered":"<p>A capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica no Brasil dever\u00e1 passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos pr\u00f3ximos oito anos. A estimativa do governo, que consta no Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia, \u00e9 que em 2024 o parque e\u00f3lico brasileiro dever\u00e1 responder por 11,5% de toda a energia gerada pelo pa\u00eds. At\u00e9 o fim de 2016, a capacidade instalada deve chegar a 11 mil MW, segundo proje\u00e7\u00f5es da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Energia E\u00f3lica (Abeeolica).<br \/>\nA energia produzida com a for\u00e7a dos ventos \u00e9 a que apresenta o maior crescimento no pa\u00eds. Entre novembro de 2014 e novembro de 2015 a capacidade instalada do setor cresceu 56,9% em rela\u00e7\u00e3o aos 12 meses anteriores, de acordo com o Minist\u00e9rio de Minas e Energia. No ano passado, foram inauguradas mais de 100 usinas e\u00f3licas no pa\u00eds, com investimentos de R$ 19,2 bilh\u00f5es. Atualmente, existem 349 usinas e\u00f3licas instaladas no Brasil, a maioria na regi\u00e3o Nordeste.<br \/>\n\u201cA energia e\u00f3lica no Brasil \u00e9 algo razoavelmente novo e essa ind\u00fastria foi sendo constru\u00edda com bases muito s\u00f3lidas porque temos um recurso e\u00f3lico muito bom no Brasil, um dos melhores do mundo e, ao entender e saber explorar esse recurso n\u00f3s colocamos a e\u00f3lica em uma situa\u00e7\u00e3o de vantagem comparativa e competitiva muito grande\u201d, diz a presidente da Abeeolica, Elbia Gannoum.<br \/>\nPara a coordenadora da campanha de Energias Renov\u00e1veis do Greenpeace, Larissa Rodrigues, o panorama para a expans\u00e3o da capacidade de gera\u00e7\u00e3o desta energia no pa\u00eds \u00e9 otimista, especialmente levando em conta que o desenvolvimento do setor aconteceu com maior for\u00e7a na \u00faltima d\u00e9cada. No entanto, ela avalia que a meta de alcan\u00e7ar 24 mil MW de capacidade instalada em 2024 ainda \u00e9 t\u00edmida. \u201cQuando voc\u00ea pega o que j\u00e1 est\u00e1 instalado hoje e o que est\u00e1 sendo constru\u00eddo, o que sobra n\u00e3o \u00e9 muita coisa. Pelo que estamos vendo hoje, para 2024 poder\u00edamos ter muito mais\u201d, diz.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Transmiss\u00e3o<\/span><br \/>\nO escoamento da energia produzida pelas usinas e\u00f3licas foi um problema para os primeiros parques constru\u00eddos, que ficaram prontos sem ter um sistema de transmiss\u00e3o conclu\u00eddo para levar a energia a outras regi\u00f5es. Segundo a Abeeolica, isso aconteceu porque houve um desencontro entre os cronogramas de obras das usinas de gera\u00e7\u00e3o de energia e das de linhas de transmiss\u00e3o.<br \/>\n\u201cHoje n\u00e3o tem mais aquele atraso e os pr\u00f3ximos [projetos] tendem a n\u00e3o atrasar mais, porque o modelo \u00e9 outro\u201d, diz a presidente da Abeeolica. Desde 2013, os editais para a contrata\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica condicionam a compra de energia desse tipo de fonte \u00e0 garantia de conex\u00e3o junto \u00e0 rede de transmiss\u00e3o.<br \/>\nA entidade estima que cerca de 300 MW de capacidade instalada em 14 parque e\u00f3licos do Rio Grande do Norte e da Bahia estejam com problemas de conex\u00e3o \u00e0 linhas de transmiss\u00e3o. \u201cEsse percentual n\u00e3o \u00e9 relevante, \u00e9 menos de 5% do total\u201d, avalia Elbia.<br \/>\nPara o Greenpeace, o escoamento da energia \u00e9 o principal gargalo para a expans\u00e3o das e\u00f3licas no pa\u00eds. Larissa Rodrigues diz que o atrelamento da contrata\u00e7\u00e3o \u00e0 garantia de linhas de transmiss\u00e3o prejudica o setor. \u201cNo fundo, isso \u00e9 muito ruim para a ind\u00fastria e\u00f3lica, porque quem faz a usina n\u00e3o \u00e9 o mesmo agente que faz a linha de transmiss\u00e3o, s\u00e3o coisas completamente separadas no setor el\u00e9trico\u201d, avalia.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Custo<\/span><br \/>\nO custo de gera\u00e7\u00e3o da usina e\u00f3lica, que era um entrave para o crescimento do setor h\u00e1 alguns anos, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais obst\u00e1culo. Atualmente, ela \u00e9 a segunda fonte de energia mais barata, atr\u00e1s da energia hidrel\u00e9trica. \u201cA e\u00f3lica j\u00e1 chegou no seu grau m\u00e1ximo de competitividade, quando se tornou a segunda energia mais barata do Brasil em 2011\u201d, diz Elbia.<br \/>\nSegundo ela, atualmente cerca de 70% dos equipamentos utilizados na gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica no Brasil s\u00e3o produzidos no pa\u00eds. \u201cAo construir essa cadeia produtiva somando ao recurso dos ventos, n\u00f3s temos um potencial e\u00f3lico dispon\u00edvel para atender as necessidades do Brasil\u201d.<br \/>\nPara a representante do Greenpeace, o debate sobre o custo da energia e\u00f3lica atualmente \u00e9 um mito, pois com o avan\u00e7o da ind\u00fastria o setor se tornou competitivo. \u201cH\u00e1 10 anos quando se falava em energia e\u00f3lica no pa\u00eds era uma coisa de maluco, ningu\u00e9m acreditava. Hoje em dia s\u00f3 se fala nisso\u201d, avalia Larissa Rodrigues.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Papel social<\/span><br \/>\nO presidente da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica, Maur\u00edcio Tolmasquim, destaca que, al\u00e9m dos benef\u00edcios para a redu\u00e7\u00e3o dos gases do efeito estufa, a expans\u00e3o da energia e\u00f3lica cumpre tamb\u00e9m um papel social. Isso porque pequenos propriet\u00e1rios arrendam parte de suas terras para colocar os aerogeradores e ganham uma renda extra por isso.<br \/>\n\u201cA forte expans\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica no pa\u00eds \u00e9 um elemento importante para o Brasil atingir a meta acordada na COP 21 para redu\u00e7\u00e3o dos gases do efeito estufa. Al\u00e9m do benef\u00edcio ao planeta, por menos emiss\u00f5es, tem ainda o benef\u00edcio local, n\u00e3o apenas pela redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o regional, mas tamb\u00e9m pelo benef\u00edcio social ligado \u00e0 renda que \u00e9 gerada por essa atividade, que vem sendo desenvolvida geralmente em \u00e1reas mais pobres do Brasil\u201d, avalia Tolmasquim.<br \/>\nSegundo estimativas da Abeeolica, cada fam\u00edlia que arrenda suas terras para a instala\u00e7\u00e3o de aerogeradores ganha cerca de R$ 2,3 mil por m\u00eas e o no ano passado foram pagos cerca de R$ 5,5 milh\u00f5es por m\u00eas em arrendamentos.<br \/>\nOs parques instalados atualmente possuem cerca de 87,5 mil hectares arrendados e 3% destas \u00e1reas s\u00e3o ocupadas com os equipamentos e\u00f3licos. O restante pode ser utilizado para agricultura, pecu\u00e1ria, piscicultura entre outras atividades.<br \/>\n<strong>Sabrina Craide, Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica no Brasil dever\u00e1 passar dos atuais 8,7 mil megawatts (MW) para 24 mil MW nos pr\u00f3ximos oito anos. 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