{"id":29319,"date":"2016-02-10T23:09:18","date_gmt":"2016-02-11T02:09:18","guid":{"rendered":"https:\/\/jornalja.com.br\/?p=29319"},"modified":"2016-02-10T23:09:18","modified_gmt":"2016-02-11T02:09:18","slug":"so-ferrovia-impedira-a-migracao-das-agroindustrias-em-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/so-ferrovia-impedira-a-migracao-das-agroindustrias-em-santa-catarina\/","title":{"rendered":"&quot;S\u00f3 ferrovia impedir\u00e1 a migra\u00e7\u00e3o das agroind\u00fastrias em Santa Catarina&quot;"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">M\u00e1rio Lanznaster*<\/span><br \/>\nS\u00f3 um alienado n\u00e3o consegue enxergar que as agroind\u00fastrias do grande oeste de Santa Catarina est\u00e3o paulatinamente se transferindo para o centro-oeste brasileiro.<br \/>\nA insufici\u00eancia de milho catarinense para abastecer as gigantescas cadeias produtivas da avicultura e suinocultura obriga as ind\u00fastriasde processamento da carne a buscar, todos os anos, de 3 milh\u00f5es a\u00a0 3,5 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os no Brasil central.<br \/>\nPara isso \u00e9 necess\u00e1ria uma opera\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria que, de t\u00e3o grande e t\u00e3o cara, est\u00e1 se tornando irracional e absurda.<br \/>\nEstamos falando de mais de 100 mil viagens de carretas com capacidade m\u00e9dia de 30 toneladas que fazem o percurso de 2.200 quil\u00f4metros (imaginem o custo ambiental e humano) para trazer o precioso gr\u00e3o.<br \/>\nIsso representa mais de 5 bilh\u00f5es de reais em fretes, todo ano.<br \/>\nOra, com esse dinheiro \u00e9 poss\u00edvel construir em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goi\u00e1s as mais avan\u00e7adas ind\u00fastrias do Planeta.<br \/>\nO Brasil est\u00e1 ref\u00e9m do rodoviarismo, enquanto o mundo desenvolvido adota a multimodalidade: recomenda-se o emprego do transporte rodovi\u00e1rio at\u00e9 500 quil\u00f4metros e, acima dessa dist\u00e2ncia, o transporte ferrovi\u00e1rio. A diferen\u00e7a de custo \u00e9 de quase 50%.<br \/>\nS\u00f3 h\u00e1 um meio para evitar a fuga das agroind\u00fastrias: construir a ferrovia norte-sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste do Pa\u00eds.<br \/>\nO oeste barriga-verde est\u00e1 longe dos grandes centros de consumo e distante das \u00e1reas produtoras de milho, seu principal insumo.<br \/>\nCom a ferrovia ser\u00e1 poss\u00edvel unir os dois p\u00f3los, levando o alimento industrializado para as grandes cidades e trazendo, principalmente, milho e soja.<br \/>\nAl\u00e9m dos produtos aliment\u00edcios, inclui-se todo o transporte de fertilizantes, calc\u00e1rio, gr\u00e3os, farelo etc demandados nessa regi\u00e3o.<br \/>\nDe outro lado, o custo de transporte, caso mantenha-se a atual matriz, inviabilizar\u00e1 grandes empreendimentos do agroneg\u00f3cio em solo catarinense.<br \/>\nEsse quadro \u00e9 agravado pelas rodovias em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es que neutralizam a competitividade das empresas.<br \/>\nA depend\u00eancia dessa mat\u00e9ria-prima e as defici\u00eancias da infraestrutura log\u00edstica brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais e agroindustriais, anulam a aptid\u00e3o e a compet\u00eancia do agroneg\u00f3cio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subs\u00eddios, quotas e sobretaxas.<br \/>\nCada vez mais o transporte ter\u00e1 um peso crescente no pre\u00e7o final dos produtos.<br \/>\nQuem estiver longe dos centros de consumo ou de produ\u00e7\u00e3o acabar\u00e1 mortalmente penalizado. O modal ferrovi\u00e1rio \u00e9 a alternativa vi\u00e1vel para baratear custos de transporte e o custo final dos produtos.<br \/>\nO transporte ferrovi\u00e1rio \u00e9 a alternativa mais vi\u00e1vel para baratear o transporte e o custo final dos produtos.<br \/>\n\u00c9 o segundo transporte mais barato, depois do mar\u00edtimo. Caso tiv\u00e9ssemos esta alternativa na regi\u00e3o, n\u00e3o precisar\u00edamos temer o avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola para o centro oeste e norte, juntamente com as agroind\u00fastrias de carne.<br \/>\nQuando h\u00e1 vontade pol\u00edtica e engajamento das lideran\u00e7as, tudo anda com mais facilidade. Infelizmente n\u00e3o enxergo nada acontecendo neste sentido.<br \/>\nTodos os pa\u00edses desenvolvidos investiram em infraestrutura de transporte, mas deixaram as rodovias em segundo plano quando se tratava de transporte de cargas.<br \/>\nOptaram em otimizar o transporte fluvial e ferrovi\u00e1rio como fator de integra\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Infelizmente, o Brasil est\u00e1 na contram\u00e3o da hist\u00f3ria e da racionalidade econ\u00f4mica.<br \/>\n<em>M\u00e1rio Lanznaster &#8211; Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e vice-presidente para o agroneg\u00f3cio da FIESC<\/em><br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e1rio Lanznaster* S\u00f3 um alienado n\u00e3o consegue enxergar que as agroind\u00fastrias do grande oeste de Santa Catarina est\u00e3o paulatinamente se transferindo para o centro-oeste brasileiro. 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