{"id":296,"date":"2006-08-11T16:17:18","date_gmt":"2006-08-11T19:17:18","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=296"},"modified":"2006-08-11T16:17:18","modified_gmt":"2006-08-11T19:17:18","slug":"cinco-anos-culturais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/cinco-anos-culturais-2\/","title":{"rendered":"Cinco anos culturais"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/capas_novas\/med5_santander.jpg?0.2955646067418283\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"350\" height=\"232\" \/><\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Pr\u00e9dio\u00a0hist\u00f3rico constru\u00eddo por Wiederspahn\u00a0abriga o empreendimento cultural do Banco Santander (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Naira Hofmeister<\/strong><br \/>\nEm agosto de 2001, a antiga sede do Banco Meridional, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, reabriu, totalmente reformada, sob a proposta de se tornar um novo centro cultural em Porto Alegre. Cinco anos e um milh\u00e3o e meio de visitantes depois, o Santander Cultural mostra que a iniciativa, voltada ao relacionamento com o cliente foi muito al\u00e9m do marketing.<br \/>\nAl\u00e9m de difusora de cultura, a institui\u00e7\u00e3o agregou \u00e0 sua meta o incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica local, atrav\u00e9s de atividades desenvolvidas junto \u00e0 comunidade, atendendo mais de 75 mil pessoas em cursos, semin\u00e1rios, debates e encontros, a maioria gratuitos.<br \/>\n\u201cSeria o maior investimento do grupo na \u00e1rea de cultura em todo o Brasil e quer\u00edamos que, mais do que patrocinar, o Santander Cultural fosse gestor de cultura\u201d, lembra a superintendente do Santander Cultural, Liliana Magalh\u00e3es.<br \/>\nQuando o Banco Meridional foi vendido ao Grupo Santander, da Espanha \u2013 na mesma negocia\u00e7\u00e3o que envolveu o Bradesco, de S\u00e3o Paulo \u2013 acabou herdando o pr\u00e9dio hist\u00f3rico da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, em estilo neocl\u00e1ssico, constru\u00eddo entre os anos 1927 e 1932, projeto do famoso arquiteto Theodor Wiederpahn.<br \/>\nRec\u00e9m-chegado ao Estado, o grupo espanhol concluiu um estudo sobre h\u00e1bitos dos ga\u00fachos, indicando altos \u00edndices educacionais, de organiza\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da sociedade. \u201cO Rio Grande do Sul \u00e9 uma matriz cultural brasileira, aqui se incita a reflex\u00e3o art\u00edstica e cidad\u00e3\u201d, analisa Liliana, que esteve presente em todo processo de implementa\u00e7\u00e3o do empreendimento.<br \/>\nFoi a jun\u00e7\u00e3o dessa caracter\u00edstica do pensar cultural no Rio Grande do Sul com a tradi\u00e7\u00e3o do banco de patrocinar a cultura em todo o mundo, aliadas ao pr\u00e9dio da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, que nasceu o Santander Cultural.<br \/>\n\u201cA maneira como desenvolvemos essa intera\u00e7\u00e3o que faz o Santander Cultural ser o que \u00e9, um canal de relacionamento entre Porto Alegre e o mundo\u201d, opina Liliana. A pol\u00edtica de incentivo \u00e0 cultura da institui\u00e7\u00e3o passa obrigatoriamente pelo aval da sociedade.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/capas_novas\/med4_santander.jpg?0.8318740796736053\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"263\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Liliana Magalh\u00e3es examina obras que v\u00e3o compor a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;SOMOS a Cultura Brasileira&#8221; (Fotos: Naira Hofmeister\/J\u00c1)<\/span><\/strong><\/p>\n<p>\u201cExistem muitas formas de investir em cultura, uma delas, por exemplo \u00e9 dar dinheiro para grandes nomes. A nossa metodologia \u00e9 nos aliarmos \u00e0 comunidade, funcionar com agente integrador\u201d. Para isso, conta Liliana, o Santander Cultural possui assessorias especializadas em cada \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA programa\u00e7\u00e3o de filmes \u00e9 feita em parceira com a Casa de Cinema de Porto Alegre; a \u00e1rea musical tem entre seus consultores Cl\u00e1udio Levitan, Arthur de Faria e Juarez Fonseca. Finalmente, as artes pl\u00e1sticas est\u00e3o sob responsabilidade da pr\u00f3pria Liliana, que auxiliada por um grupo de curadores desenvolve os projetos de exposi\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u201cTodos os nomes que j\u00e1 passaram pelo Santander Cultural entram em nossa lista de curadores\u201d, explica. Dessa forma, cr\u00ea a superintendente, o espa\u00e7o funciona simultaneamente como receptor e difusor de cultura. \u201cNada vem pronto, isso aqui funciona como um laborat\u00f3rio de experi\u00eancias, concebemos cada exposi\u00e7\u00e3o especialmente para o Santander\u201d.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">Uma op\u00e7\u00e3o pela cultura reflexiva<\/span><\/strong><br \/>\nMais dif\u00edcil do que simplesmente investir na cultura \u00e9 determinar o que vai ser posto em discuss\u00e3o na sociedade. A pol\u00edtica do Santander, segundo Liliana, \u00e9 aliar divers\u00e3o e reflex\u00e3o nas suas atividades. \u201cPor isso, ao inv\u00e9s de colocarmos um filme em cartaz, inserimos ele num contexto de mostra, para que se revele uma ferramenta de an\u00e1lise\u201d.<br \/>\nMais ou menos na mesma l\u00f3gica, as exposi\u00e7\u00f5es que passam pelo Santander desenvolvem obrigatoriamente atividades paralelas junto \u00e0 comunidade. A recente <em>!Mirabolante Mir\u00f3<\/em>, por exemplo, reuniu mais de 200 obras do artista pl\u00e1stico catal\u00e3o e levou um p\u00fablico de190 mil pessoas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA conex\u00e3o direta com a cidade, no entanto, se deu nas 192 atividades simult\u00e2neas que desenvolveu. Provavelmente, a mais significativa tenha sido o projeto Ruas Mirabolantes, que convidou 10 artistas de rua da cidade para, inspirados na mostra, criarem obras serigrafadas de interven\u00e7\u00e3o urbana. Os cartazes das releituras foram colados em muros, paredes e tapumes pela cidade e a experi\u00eancia foi registrada em v\u00eddeo.<br \/>\nTalvez por isso, a institui\u00e7\u00e3o penetre em v\u00e1rios ambientes sociais: \u201cNo cinema, por exemplo, tu v\u00ea todo o tipo de gente, desde o intelectual que procura um filme art\u00edstico at\u00e9 o popular, que vem porque o ingresso \u00e9 barato\u201d, acredita.<br \/>\nS\u00f3 assim para atingir o n\u00famero m\u00e9dio de 1.225 visitantes por dia. Foram 16.000 professores em capacita\u00e7\u00e3o, 107 mil espectadores de cinema, 36 mil pessoas em shows e oficinas de m\u00fasica e 200 mil estudantes em visitas mediadas nas exposi\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAl\u00e9m disso, a institui\u00e7\u00e3o tem como parceiros grandes eventos culturais da cidade, como a Feira do Livro, a Bienal do Mercosul e at\u00e9 mesmo o F\u00f3rum Social Mundial.<br \/>\nO empreendimento mant\u00e9m ainda as iniciativas da Incubadora Cultural, onde atenta para os principais movimentos de vanguarda art\u00edstica no mundo e um centro de excel\u00eancia tecnol\u00f3gica. Tamb\u00e9m participa junto com a prefeitura municipal do projeto de Revitaliza\u00e7\u00e3o do Centro da capital. \u201cO Santander Cultural vem trazendo oxig\u00eanio para o Porto Alegre\u201d, resume Liliana.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #cc3300\">SOMOS o que mostramos<\/span><\/strong><br \/>\nPara comemorar os cinco anos de atividade cultural, o Santader inaugura na noite dessa quinta-feira, 10 de agosto, a mostra <em>SOMOS a cria\u00e7\u00e3o popular brasileira<\/em>, que re\u00fane mais de 500 obras que perfazem um panorama art\u00edstico do pa\u00eds, visto pelos olhos do povo.<br \/>\nTratam-se de artistas populares que produzem \u2018artesanato\u2019 \u2013 muitas vezes tido como uma face menor da arte. \u201cPretendemos exatamente romper com essa separa\u00e7\u00e3o: o que nos interessa nessa mostra \u00e9 a for\u00e7a po\u00e9tica e a beleza de cada obra\u201d, explica.<\/p>\n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/capas_novas\/med1_santander.jpg?0.9806403719539856\" border=\"0\" alt=\"\" hspace=\"0\" width=\"263\" height=\"350\" \/><\/p>\n<p align=\"center\"><strong><span style=\"color: #666666;font-size: xx-small\">Obras aguardam conclus\u00e3o da montagem da mostra que abre para o p\u00fablico na sexta-feira, 11 de agosto<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A equipe de produ\u00e7\u00e3o percorreu os cantos do Brasil atr\u00e1s de artistas que revelassem caracter\u00edsticas regionais, formadoras da cultura, que tivessem como principal marca, a for\u00e7a da cria\u00e7\u00e3o. A busca foi norteada pelo princ\u00edpio de que qualquer forma art\u00edstica nasce como um objeto de utilidade cotidiana. Por isso, a exposi\u00e7\u00e3o percorre a hist\u00f3ria, trazendo por exemplo, pequenos monolitos, pedras lascadas que serviam para o corte na Era Neol\u00edtica ou ferramentas da \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia. Passa tamb\u00e9m por objetos dom\u00e9sticos, como uma frigideira para aquecer p\u00e3es ou uma ratoeira inteligente: \u201cNessas obras, procuramos uma forma especial\u201d, revela Jos\u00e9 Alberto Nemer, consultor da mostra.<br \/>\nO car\u00e1ter multim\u00eddia encarnado pelo Santander Cultural vai estar presente na mostra. Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o das obras de artistas como Galdino, Concei\u00e7\u00e3o dos Bugres, Ant\u00f4nio Poteiro ou Chico Tabibuia, um audiovisual foi concebido pela curadoria da mostra, com o intuito de pensar a diversidade como car\u00e1ter universal. \u201cEsse v\u00eddeo cont\u00e9m o conceito da exposi\u00e7\u00e3o, mostra quanto o regional pode ser global e vice-versa\u201d, revela Liliana.<br \/>\nPara completar, a mostra ser\u00e1 embalada ao som de tr\u00eas pe\u00e7as compostas por Arrigo Barnab\u00e9, que, executadas continua e simultaneamente formam juntas, a obra principal: \u201cMinha inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o era meramente ilustrar a mostra, mas sim, dialogar com ela\u201d, revela Arrigo.<br \/>\nAs \u2018partes\u2019 ser\u00e3o divididas de acordo com os ambientes: uma pe\u00e7a, em est\u00e9reo para o centro da exposi\u00e7\u00e3o e duas monos, um para as laterais e outra para o andar superior. Como o ambiente \u00e9 todo vazado, explica Arrigo, ser\u00e1 poss\u00edvel ouvi-las em conjunto, e, dependendo do espa\u00e7o, uma vai se sobrepor \u00e0s outras duas.<br \/>\nArrigo aproveita para fazer um comparativo entre a dita M\u00fasica Popular Brasileira e a mostra que marca os cinco anos do Santander Cultural: \u201cA MPB tem um envolvimento muito grande com a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, e assim, perde um pouco da sua pureza. Acredito que essa mostre retoma a arte popular com a ingenuidade que lhe \u00e9 caracter\u00edstica\u201d, opina.<br \/>\nA mostra ser\u00e1 inaugurada para convidados na noite desta quinta-feira, 10 de agosto. O p\u00fablico poder\u00e1 visit\u00e1-la, gratuitamente, a partir da sexta-feira, 11. O Santander Cultural abre de segunda a sexta-feiras, das 10h \u00e0s 19h e s\u00e1bados, domingos e feriados, das 11h \u00e0s 19h. O endere\u00e7o \u00e9 Rua Sete de Setembro, 1028 e o telefone para contatos, 3287.5500.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pr\u00e9dio\u00a0hist\u00f3rico constru\u00eddo por Wiederspahn\u00a0abriga o empreendimento cultural do Banco Santander (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/J\u00c1) Naira Hofmeister Em agosto de 2001, a antiga sede do Banco Meridional, na Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega, reabriu, totalmente reformada, sob a proposta de se tornar um novo centro cultural em Porto Alegre. 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