{"id":29977,"date":"2016-03-14T07:10:32","date_gmt":"2016-03-14T10:10:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=29977"},"modified":"2016-03-14T07:10:32","modified_gmt":"2016-03-14T10:10:32","slug":"29977-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/29977-2\/","title":{"rendered":"Programa com plantas medicinais leva renda \u00e0 agricultura familiar"},"content":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o da Tr\u00edplice Fronteira, com sua enorme diversidade natural e cultural (em especial pela forte presen\u00e7a ind\u00edgena), tem um rico patrim\u00f4nio em plantas medicinais que vinha se perdendo, por conta da devasta\u00e7\u00e3o ambiental e pela fragmenta\u00e7\u00e3o do conhecimento tradicional, decorrente dos processos de urbaniza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara resgatar esse patrim\u00f4nio, difundir o emprego de fitoter\u00e1picos e os conhecimentos sobre seu uso, e ainda oferecer uma alternativa de renda para agricultores org\u00e2nicos, foi criado o programa Plantas Medicinais.<br \/>\nO primeiro passo, assim como em outras iniciativas do Cultivando \u00c1gua Boa, foi buscar parcerias com institui\u00e7\u00f5es que j\u00e1 trabalhavam com o tema na BP3, como universidades, laborat\u00f3rios, associa\u00e7\u00f5es, ONGs e \u00f3rg\u00e3os do governo.<br \/>\nA partir de ent\u00e3o, foi realizada uma pesquisa na regi\u00e3o, sobre quais as doen\u00e7as mais comuns e quais os fitoter\u00e1picos que precisavam ser trabalhados para tratar essas enfermidades, desde que fossem esp\u00e9cies abordadas em estudos cient\u00edficos e com efic\u00e1cia comprovada.<br \/>\nEm 2005, a Itaipu criou um ervan\u00e1rio, com uma estrutura completa para secagem e produ\u00e7\u00e3o de fitoter\u00e1picos, anexa ao horto de 1,5 hectare.<br \/>\nAli \u00e9 feita a coleta, limpeza,beneficiamento e controle de qualidade, al\u00e9m da montagem de um kit com 18 tipos de plantas medicinais, que servem para o tratamento das 10 doen\u00e7as mais comuns da regi\u00e3o. Os kits s\u00e3o enviados a postos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS).<br \/>\nUma das conclus\u00f5es da pesquisa \u00e9 que, apesar de a maioria das pessoas conhecer e utilizar plantas medicinais (82%), uma parte consider\u00e1vel (16%) as usava de maneira incorreta e ainda desconsiderava a ocorr\u00eancia de efeitos colaterais.<br \/>\nOutro problema identificado \u00e9 que os profissionais de sa\u00fade n\u00e3o estavam capacitados para trabalhar com fitoter\u00e1picos e, para atuar nessa \u00e1rea, \u00e9 necess\u00e1rio gostar do tema e estar convencido da efici\u00eancia dessas plantas.<br \/>\nAssim, durante tr\u00eas anos o projeto deu \u00eanfase \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o, buscando vencer antigos preconceitos e mostrando resultados cl\u00ednicos comprovados. O Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais, do Rio de Janeiro, que j\u00e1 oferece cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea, foi contratado para realizar os cursos de capacita\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO primeiro deles foi realizado em 2007 e contou com a participa\u00e7\u00e3o de diversos profissionais de sa\u00fade, entre eles m\u00e9dicos, enfermeiros, farmac\u00eauticos e dentistas.<br \/>\nEm 2009, ocorreu o segundo curso, espec\u00edfico para prescritores (profissionais que legalmente podem prescrever medicamentos), como m\u00e9dicos, dentistas e nutricionistas. Al\u00e9m disso, a Associa\u00e7\u00e3o Centro Integrado de Educa\u00e7\u00e3o Natureza e Sa\u00fade (Aciens) promove cursos b\u00e1sicos sobre educa\u00e7\u00e3o alimentar, higiene, saneamento e como usar e preparar plantas medicinais (ch\u00e1s, infus\u00f5es e condimentos) para comunidades carentes, trabalhadores sem-terra e ind\u00edgenas.<br \/>\nJuntos, os cursos b\u00e1sicos e para profissionais j\u00e1 capacitaram mais de 7 mil pessoas.<br \/>\nA implanta\u00e7\u00e3o de um projeto dessa natureza, muitas vezes, esbarra na dificuldade de aceita\u00e7\u00e3o por conta das Secretarias de Sa\u00fade, acostumadas a trabalhar com os medicamentos halop\u00e1ticos.<br \/>\nMas, uma vez que fica comprovada a efici\u00eancia dos fitoter\u00e1picos, as vantagens cl\u00ednicas e a economia para o munic\u00edpio, essa barreira \u00e9 vencida.<br \/>\nAl\u00e9m do fornecimento dos kits, a Itaipu patrocina os cursos. A contrapartida das prefeituras \u00e9 ceder os profissionais de sa\u00fade para o treinamento e fornecer a infraestrutura.<br \/>\nOutra estrat\u00e9gia do programa est\u00e1 em estabelecer uma cadeia de produ\u00e7\u00e3o junto \u00e0 agricultura familiar, como alternativa de renda, e de uma rede de distribui\u00e7\u00e3o na BP3 junto \u00e0s secretarias de sa\u00fade municipais. Em 1,5 hectare de \u00e1rea \u00e9 poss\u00edvel produzir fitoter\u00e1picos suficientes para atender a 10 postos de sa\u00fade.<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o de fitoter\u00e1picos precisa ser obrigatoriamente org\u00e2nica. Em parceria com a Oscip Sustentec (que tamb\u00e9m participa do programa Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel), \u00e9 oferecida capacita\u00e7\u00e3o aos agricultores, desde o plantio \u00e0 embalagem. Uma das vantagens do cultivo de plantas medicinais \u00e9 que esp\u00e9cies nativas como Espinheira Santa, Pata de Vaca e Emba\u00faba podem ser cultivadas na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Permanente.<br \/>\nO programa orienta que o agricultor primeiro consulte a lista de fitoter\u00e1picos do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), o que \u00e9 um indicativo do mercado que ele poder\u00e1 explorar.<br \/>\n<span class=\"intertit\">\u200bO Brasil e as plantas medicinais<\/span><br \/>\nConforme o diretor de Coordena\u00e7\u00e3o e Meio Ambiente da Itaipu Binacional, Nelton Friedrich, dos medicamentos atualmente produzidos, cerca de 25% t\u00eam componentes qu\u00edmicos oriundos de plantas. \u201cNossa flora tem cerca de 120 mil esp\u00e9cies vegetais, de aplica\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas e\u00a0 o alto custo dos medicamentos fabricados pela ind\u00fastria farmac\u00eautica, dentre outros motivos, t\u00eam aumentado o interesse das pessoas nesse tipo de terapia\u201d, explica.<br \/>\nA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que mais de 3 bilh\u00f5es de pessoas em todo o mundo confiam nas \u201cmedicinas tradicionais\u201d, onde as ervas t\u00eam grande emprego. Nesse sentido, de acordo com Friedrich, o Brasil, por sua vez, atrav\u00e9s de suas pol\u00edticas p\u00fablicas tem reconhecido cada vez mais a utiliza\u00e7\u00e3o de plantas medicinais na aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade, tornando a fitoterapia uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica oficial no SUS.\u200b<br \/>\nSaiba mais sobre as\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cultivandoaguaboa.com.br\/sites\/default\/files\/iniciativa\/BX_cartilha_15x21cm.pdf\">esp\u00e9cies utilizadas e sobre o programa Cultivando \u00c1gua Boa<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o da Tr\u00edplice Fronteira, com sua enorme diversidade natural e cultural (em especial pela forte presen\u00e7a ind\u00edgena), tem um rico patrim\u00f4nio em plantas medicinais que vinha se perdendo, por conta da devasta\u00e7\u00e3o ambiental e pela fragmenta\u00e7\u00e3o do conhecimento tradicional, decorrente dos processos de urbaniza\u00e7\u00e3o. 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