{"id":30051,"date":"2016-03-04T23:09:39","date_gmt":"2016-03-05T02:09:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=30051"},"modified":"2016-03-04T23:09:39","modified_gmt":"2016-03-05T02:09:39","slug":"30051-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/30051-2\/","title":{"rendered":"Wanderley Soares, uma vida dedicada ao jornalismo"},"content":{"rendered":"<p>Filho de um tip\u00f3grafo, com dois irm\u00e3os fot\u00f3grafos, Wanderley Soares teve em casa as primeira li\u00e7\u00f5es de jornalismo.<br \/>\nCome\u00e7ou ainda adolescente como office-boy em O Estado do Rio Grande, o jornal do ent\u00e3o Partido Libertador (PL).<br \/>\nPor indica\u00e7\u00e3o do irm\u00e3o, Valdomiro, tornou-se rep\u00f3rter policial da edi\u00e7\u00e3o ga\u00facha da \u00daltima Hora, a rede de jornais populares fundada por Samuel Wayner.<br \/>\nEm 1964, quando se deu o golpe militar a Ultima Hora de Porto Alegre, que apoiava Jango e Brizola, foi invadida pela pol\u00edcia. Ele e v\u00e1rios colegas tiveram que fugir para escapar da pris\u00e3o.<br \/>\nQuando o jornal foi definitivamente fechado, ele se transferiu para a Zero Hora, que surgiu meses depois para ocupar o espa\u00e7o da \u00daltima Hora, mas com uma linha editorial favor\u00e1vel ao novo regime.<br \/>\n&#8220;Eu estava na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o da \u00daltima Hora e na primeira edi\u00e7\u00e3o da Zero Hora&#8221;, costumava dizer.<br \/>\nFoi editor tamb\u00e9m na Folha da Tarde, na Folha da Manh\u00e3, e ultimamente colunista do jornal O Sul, sempre na \u00e1rea policial.<br \/>\nH\u00e1 poucos dias, conversando com colegas na Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Imprensa, dizia\u00a0que tivera &#8220;o\u00a0privil\u00e9gio de trabalhar na Zero Hora pobre, na Caldas Junior rica, na Caldas Junior pobre e na Zero Hora rica&#8221;.<br \/>\nJornal pobre, jornal rico, em qualquer circunst\u00e2ncia Wanderley Soares manteve uma rigorosa conduta \u00e9tica.<br \/>\nDesde o in\u00edcio, num tempo em que os rep\u00f3rteres muitas vezes se confundiam com os policiais, cultivou um distanciamento cr\u00edtico, evitando ter a autoridade como a \u00fanica fonte dos fatos que noticiava.<br \/>\nO texto preciso e direto e uma vis\u00e3o abrangente das quest\u00f5es de seguran\u00e7a, essa era sua marca registrada.<br \/>\n\u00c9 uma voz l\u00facida que se cala, num momento em que o Porto Alegre vive um colapso na seguran\u00e7a p\u00fablica.<br \/>\nWanderley Soares morreu na tarde de sexta- feira, 4 de mar\u00e7o, ao 76 nos.<br \/>\nSeu corpo foi velado no\u00a0Cremat\u00f3rio Metropolitano de Porto Alegre, \u00a0onde foi cremado \u00e0s 10 h de s\u00e1bado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filho de um tip\u00f3grafo, com dois irm\u00e3os fot\u00f3grafos, Wanderley Soares teve em casa as primeira li\u00e7\u00f5es de jornalismo. 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