{"id":307,"date":"2007-04-24T16:31:14","date_gmt":"2007-04-24T19:31:14","guid":{"rendered":"http:\/\/75.126.185.46\/~jornalja\/?p=307"},"modified":"2007-04-24T16:31:14","modified_gmt":"2007-04-24T19:31:14","slug":"entrevista-com-o-nobel-de-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/entrevista-com-o-nobel-de-economia\/","title":{"rendered":"Entrevista com o Nobel de Economia"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/ktml2\/images\/uploads\/fronteiras_pensamento\/med_phelpsv2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" align=\"left\" \/>Naira Hofmeister<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">O Pr\u00eamio Nobel de Economia em 2006, Edmund Phelps (foto), levou cerca de 20 jornalistas \u00e0 sua entrevista coletiva na tarde desta ter\u00e7a-feira, 24 de abril. A confer\u00eancia de imprensa atraiu inclusive ve\u00edculos do centro do pa\u00eds. C\u00e2meras de TV, fot\u00f3grafos e gravadores formaram um pequeno circo midi\u00e1tico para ouvir as teorias do professor sobre o capitalismo e suas aplica\u00e7\u00f5es na economia contempor\u00e2nea.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Reflexivo, o norte-americano fez longas pausas antes de responder as perguntas. Ainda que as quest\u00f5es tenham sido variadas \u2013 desde as defini\u00e7\u00f5es do Capitalismo Din\u00e2mico, que ser\u00e1 objeto da palestra, at\u00e9 os limites da interven\u00e7\u00e3o estatal nas economias livres \u2013 grande parte da coletiva enfocou o Brasil.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">\u201cA economia brasileira n\u00e3o \u00e9 uma das 20 sobre as quais eu me mantenho informado sistematicamente. No entanto, desde o Pr\u00eamio Nobel tenho concedido muitas entrevistas a brasileiros, o que me obrigou a fazer uma imers\u00e3o no sistema de voc\u00eas nos \u00faltimos quatro meses\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"linkbordo\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o ao capitalismo din\u00e2mico<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Antes das perguntas, o economista e professor da UFRGS, Marcelo Portugal fez uma pequena interven\u00e7\u00e3o para \u201ccontextualizar os rep\u00f3rteres\u201d. Introduziu a teoria de Phelps que contesta a chamada Curva de Phillips, datada da d\u00e9cada de 50 e que relacionava o incremento da infla\u00e7\u00e3o e as taxas de emprego. \u201cEra lugar comum nas pol\u00edticas da \u00e9poca, diminuir o desemprego com um certo custo de aumento da infla\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Uma escola em que, al\u00e9m de Phelps, tamb\u00e9m figuraram outros dois detentores do Nobel, Milton Friedman e Robert Lucas, todos com estudos sobre a teoria de Philips na d\u00e9cada de 60. \u201cO resultado da an\u00e1lise sobre o funcionamento da microeconomia por tr\u00e1s da Curva de Philips modificou a implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de governo desde ent\u00e3o\u201d, observa Portugal.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">O pr\u00f3prio Edmund Phelps fez quest\u00e3o de apresentar suas prerrogativas. \u201cPassei a d\u00e9cada de 90 numa cruzada pela inclus\u00e3o das sociedades na economia\u201d, iniciou. E complementou que a inclus\u00e3o a que se referia, nada mais era que aumento do n\u00edvel de emprego e de suporte aos trabalhadores.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Salientou que para essas variantes tornarem-se quantific\u00e1veis, era necess\u00e1ria a exist\u00eancia do livre mercado. \u201cNa URSS n\u00e3o havia economia, ent\u00e3o n\u00e3o era \u00f3bvio como fazer essa rela\u00e7\u00e3o\u201d. Assim, a primeira coisa a fazer para aplicar a tese de Phelps, \u00e9 \u201creconhecer uma boa economia quando vemos uma\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">Para o economista norte-americano existem dois tipos de sistemas econ\u00f4micos em desenvolvimento e ambos partem da propriedade privada. O primeiro, que ele considera o capitalismo em si, \u00e9 \u201caberto a inova\u00e7\u00f5es e ao pluralismo\u201d, j\u00e1 que nele, os \u201cempres\u00e1rios fazem as escolhas\u201d. Seu antagonista \u00e9 o corporativismo ou a social-democracia, no qual a \u201cpropriedade privada \u00e9 modificada pelas institui\u00e7\u00f5es, que protegem os interessados e seus parceiros sociais\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\">A quest\u00e3o \u00e9 descobrir qual dos dois sistemas se aproxima melhor do ideal de economia imaginado por Phelps e qual o centro da chamada \u201cboa economia\u201d. Esse ser\u00e1 o foco da palestra da noite desta ter\u00e7a-feira, quando Edmund Phelps divide o palco do sal\u00e3o de Atos da UFRGS com Marcelo Portugal na confer\u00eancia Capitalismo Din\u00e2mico, o que \u00e9 e como chegar l\u00e1?<\/span><\/p>\n<p class=\"linkbordo\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Acompanhe os assuntos tratados na entrevista coletiva<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Qual sua avalia\u00e7\u00e3o sobre o Bolsa-fam\u00edlia e a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Lula?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>Sei que esse tipo de subs\u00eddio \u00e9 atraente, principalmente para fam\u00edlias numerosas. Mas minha posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de defesa de subven\u00e7\u00f5es para empregados que tenham baixos sal\u00e1rios, e n\u00e3o est\u00e1 relacionada ao tamanho da fam\u00edlia, nem se o empregado \u00e9 jovem ou mo\u00e7o, local ou estrangeiro. Acredito que essa \u00e9 uma maneira de tornar o trabalho mais atraente, fazendo economia de impostos.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>As taxas de impostos s\u00e3o amplamente criticadas no Brasil. A rela\u00e7\u00e3o entre diminui\u00e7\u00e3o de impostos e queda da pobreza existe de fato?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>\u00c9 uma quest\u00e3o dif\u00edcil e que exige uma resposta longa. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio saber a qual corte de taxas voc\u00ea se refere. Se forem sobre impostos que incidam nos sal\u00e1rios, essa pode ser uma pol\u00edtica ben\u00e9fica a curto prazo. Assim, ter\u00edamos sal\u00e1rios mais altos, maiores taxas de emprego, de poupan\u00e7a e, conseq\u00fcentemente, de consumo. Mas essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o transit\u00f3ria e tende a se diluir a longo prazo.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>O que \u00e9 o capitalismo din\u00e2mico, qual pa\u00eds o aplica e quais os seus resultados?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>Acredito que os Estados Unidos podem ser um exemplo, ainda que n\u00e3o estejam t\u00e3o pr\u00f3ximos quanto poderiam do dinamismo. O capitalismo din\u00e2mico possui muitos efeitos ben\u00e9ficos porque estimula os empregadores e recompensa a for\u00e7a de trabalho participativa. Se pensarmos nas na\u00e7\u00f5es com maiores taxas de desemprego, muitas est\u00e3o concentradas na \u00c1frica do Norte, onde o sistema econ\u00f4mico se afasta do capitalismo. Por outro lado, na Europa, posso dar dois outros exemplos. A Fran\u00e7a e a Alemanha s\u00e3o as que mais sofrem com o desemprego. A Fran\u00e7a \u00e9 anticapitalista de A a Z. Na Alemanha, h\u00e1 muitas institui\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que tentam vetar os investimentos e inova\u00e7\u00f5es do mercado. Acredito que nessa pergunta haja uma sugest\u00e3o de que h\u00e1 coisas na economia e na sociedade americana que s\u00e3o ruins. Concordo que sim, mas a maioria pode ser concertada mantendo-se o capitalismo.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Qual sua an\u00e1lise da economia brasileira?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>A economia brasileira n\u00e3o \u00e9 uma das 20 das quais me mantenho informado sistematicamente. No entanto, desde o Pr\u00eamio Nobel tenho concedido muitas entrevistas a brasileiros, o que me obrigou a fazer uma imers\u00e3o no sistema de voc\u00eas nos \u00faltimos quatro meses. Dados recentes me fazem acreditar que o Brasil est\u00e1 entrando em um per\u00edodo de grandes investimentos. Mas temos que reconhecer que h\u00e1 muitas institui\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas \u2013 e a pr\u00f3pria cultura econ\u00f4mica de voc\u00eas \u2013 que n\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. Mas isso \u00e9 um processo de desenvolvimento que exige uma reforma institucional. \u00c0s vezes me perguntam se a China ser\u00e1 de fato a nova lideran\u00e7a econ\u00f4mica no mundo e respondo que estar\u00e3o preparados ap\u00f3s tr\u00eas, quatro ou cinco est\u00e1gios de reformas institucionais. Tenho a impress\u00e3o de que as leis trabalhistas no Brasil s\u00e3o inspiradas na It\u00e1lia da d\u00e9cada de 1930, e ainda n\u00e3o foram reescritas. Isso \u00e9 um impedimento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, entre outros. Voc\u00eas at\u00e9 podem me argumentar que a It\u00e1lia deu certo. Mas o fato \u00e9 que a It\u00e1lia \u00e9 a It\u00e1lia, \u00e9 um pa\u00eds din\u00e2mico e n\u00e3o naufragou apesar de suas institui\u00e7\u00f5es corporativistas.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Um dos palestrantes desse evento, Guy Sorman, defendeu que para a economia funcionar bem, a gest\u00e3o de \u00e1reas lucrativas seria do mercado, ao passo que ao Estado caberia a administra\u00e7\u00e3o dos preju\u00edzos. O senhor poderia comentar essa afirma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>Em primeiro lugar, gostaria de dizer que n\u00e3o defendo o Estado zero, nem as taxas zero. Essa me parece uma quest\u00e3o bastante antiga dentro das teorias econ\u00f4micas: qual \u00e9 o limite entre Estado e mercado? Posso dizer que n\u00e3o me preocupo com isso, com a porcentagem da economia que deve ficar a cargo de um ou de outro. Minha preocupa\u00e7\u00e3o reside simplesmente no fato de que a economia seja dinamizada. Podemos usar como exemplo o sistema ferrovi\u00e1rio ingl\u00eas, que recentemente foi privatizado e est\u00e1 uma baderna. Mas isso realmente n\u00e3o est\u00e1 no foco de meus estudos.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Qual o impacto que relat\u00f3rio sobre o aquecimento global ter\u00e1 no desenvolvimento da economia?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>\u00c9 claro que estamos todos preocupados com o aquecimento global. Temos que admitir que ele existe e definir suas causas, para ent\u00e3o pedir interven\u00e7\u00f5es dos governos. Mas acredito que \u00e9 prematuro determinar que pol\u00edticas devem ser aplicadas, ainda que exista uma corrente que acredita j\u00e1 saber quais as causas desse aquecimento. Mas tenho certeza de que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na diminui\u00e7\u00e3o do crescimento da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. N\u00f3s precisamos dele [crescimento econ\u00f4mico] e acredito que essa tese nos leva ao oposto da solu\u00e7\u00e3o correta.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>No Brasil temos um alto n\u00edvel de empreendedorismo, mas tamb\u00e9m taxas grandes de mortalidade de empresas. Como isso poderia ser revertido?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>Outra quest\u00e3o dif\u00edcil e longa. N\u00e3o h\u00e1 uma resposta f\u00f3rmula m\u00e1gica para isso. Mas acredito que muitas empresas estejam nas m\u00e3os dos sistemas banc\u00e1rios. O que quero dizer \u00e9 que os empreendedores necessitam n\u00e3o apenas de suporte financeiro, mas tamb\u00e9m de gerenciamento e for\u00e7a de trabalho.<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><strong>Voltando a algumas quest\u00f5es dos colegas, o que define afinal o capitalismo din\u00e2mico, quando o exemplo que o senhor d\u00e1 s\u00e3o os Estados Unidos que utilizam o sistema de barreiras para defender sua economia. E novamente, quais seriam os limites da interven\u00e7\u00e3o estatal na economia de mercado?<\/strong><\/span><\/p>\n<p class=\"texto\"><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size: x-small\"><em>Eu concordo que a quest\u00e3o dos subs\u00eddios \u00e9 de propor\u00e7\u00e3o. Por isso digo que os Estados Unidos poderiam ser mais din\u00e2micos do que de fato s\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 um pa\u00eds puramente capitalista nem um anticapitalista.<\/em><\/span><span style=\"font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Naira Hofmeister O Pr\u00eamio Nobel de Economia em 2006, Edmund Phelps (foto), levou cerca de 20 jornalistas \u00e0 sua entrevista coletiva na tarde desta ter\u00e7a-feira, 24 de abril. A confer\u00eancia de imprensa atraiu inclusive ve\u00edculos do centro do pa\u00eds. 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