{"id":31331,"date":"2016-04-09T12:40:53","date_gmt":"2016-04-09T15:40:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=31331"},"modified":"2016-04-09T12:40:53","modified_gmt":"2016-04-09T15:40:53","slug":"resenha-uma-noite-nos-anos-90-com-a-nacao-zumbi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/arquivo\/resenha-uma-noite-nos-anos-90-com-a-nacao-zumbi\/","title":{"rendered":"Resenha: Uma noite nos anos 90 com a Na\u00e7\u00e3o Zumbi"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"assina\">Tiago Juc\u00e1<\/span><br \/>\nQuando uma banda faz um show pra comemorar duas d\u00e9cadas de um disco, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar como era 1996.<br \/>\nA internet rec\u00e9m engatinhava em baix\u00edssima velocidade, portanto, consum\u00edamos m\u00fasica em formato Compact Disc. O velho Long Play j\u00e1 era tratado como obsoleto.<br \/>\nA falecida Ipanema FM era a \u00fanica emissora de r\u00e1dio que tocava algumas m\u00fasicas do <em>Da Lama Ao Caos<\/em>, primeiro \u00e1lbum da Na\u00e7\u00e3o Zumbi e antecessor do <em>Afrociberdelia<\/em>. A curiosidade a respeito de uma banda que n\u00e3o tinha bateria j\u00e1 despertava nossa aten\u00e7\u00e3o pelos p\u00e1tios da Fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunica\u00e7\u00e3o da Ufrgs). E por causa disso comprei os dois discos de uma s\u00f3 vez.<br \/>\nMas <em>Afrociberdelia<\/em> veio pra arrebentar e tornar-se o melhor \u00e1lbum musical da hist\u00f3ria deste pa\u00eds. Duas mudan\u00e7as contribu\u00edram para isso: a produ\u00e7\u00e3o saiu do preto e branco Liminha e passou pro\u00a0 colorido BiD; e a banda passou a ter bateria, com a entrada de Pupilo.<br \/>\nA Na\u00e7\u00e3o Zumbi subiu ao palco do Bar Opini\u00e3o, em Porto Alegre, na noite de quinta-feira (7) com o que restou da forma\u00e7\u00e3o original: Du Peixe, L\u00facio Maia, Dengue, Toca Ogan, e, claro, Pupilo e mais dois percussionistas nos tambores de maracatu.<br \/>\nTocaram o \u00e1lbum na \u00edntegra e na ordem. A lamentar, apenas que o Bar Opini\u00e3o permitiu a entrada de mias gente do que cabia. Estava excessivamente lotado, e pra fugir do empurra-empurra, cotoveladas e banhos de cerveja (que custava entre 14 e 16 reais!), a alternativa era ficar no mezanino, onde era poss\u00edvel se mexer, apesar de n\u00e3o ser poss\u00edvel ver o show.<br \/>\nUma pena, pois mirar de perto L\u00facio Maia tocar fogo na guitarra \u00e9 uma das sete maravilhas da m\u00fasica brasileira atual.<br \/>\nMas valeu pelos reencontros com v\u00e1rios amigos dos anos 90 que vivenciaram aquele boom sonoro que eclodia no pa\u00eds com Na\u00e7\u00e3o, Mundo Livre S\/A, O Rappa, Planet Hemp, Cidade Negra, Skank, Jota Quest, Raimundos, Mestre Ambr\u00f3sio e outros. Assim como eles, eu tamb\u00e9m&#8230;<br \/>\n<em>\u201cEu vim com a Na\u00e7\u00e3o Zumbi<\/em><br \/>\n<em> Ao seu ouvido falar<\/em><br \/>\n<em> Quero ver a poeira subir<\/em><br \/>\n<em> E muita fuma\u00e7a no ar<\/em><br \/>\n<em> Cheguei com meu universo<\/em><br \/>\n<em> e aterrisso no seu pensamento<\/em><br \/>\n<em> Trago as luzes dos postes nos olhos<\/em><br \/>\n<em> Rios e pontes no cora\u00e7\u00e3o\u201d.<\/em><br \/>\n<figure id=\"attachment_31333\" aria-describedby=\"caption-attachment-31333\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-31333\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/12994360_1056103181114251_7929104897575447959_n-300x200.jpg\" alt=\"Jorge Du Peixe, vocalista da Na\u00e7\u00e3o Zumbi \/ Foto Fernando Halal\" width=\"300\" height=\"200\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-31333\" class=\"wp-caption-text\">Jorge Du Peixe, vocalista da Na\u00e7\u00e3o Zumbi \/ Fernando Halal<\/figcaption><\/figure><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tiago Juc\u00e1 Quando uma banda faz um show pra comemorar duas d\u00e9cadas de um disco, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o lembrar como era 1996. 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